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Sargento do Exército Alana Passos é a única mulher militar das Forças Armadas que concorre para a Deputada Federal pelo Rio de Janeiro

Sargento do Exército e vereadora na vaga de Carlos Bolsonaro, Alana Passos quer PCC e CV como organizações terroristas e faz campanha no X centrada em críticas contra Lula, STF e Banco Master.

Robson Augusto
Por Robson Augusto Atualizado em 24/09/2026 às 19:30·publicado em 24/09/2026
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Sargento do Exército Alana Passos é a única mulher militar das Forças Armadas que concorre para a Deputada Federal pelo Rio de Janeiro
Vereadora Alana Passos em formatura militar no Exército Brasileiro Fonte: Redes sociais da candidata

A vereadora carioca Alana Passos (PL), sargento do Exército Brasileiro e paraquedista, é uma das candidatas militares a deputada federal no Rio de Janeiro que menos aparecem nos levantamentos sobre o tema. Apesar de ser uma segundo-sargento reformada do Exército Brasileiro, reformada proporcionalmente, nas apurações, que selecionam os candidatos pela profissão declarada, ela costuma ficar de fora porque registrou a profissão como vereadora, cargo que hoje ocupa na Câmara Municipal da cidade do Rio de Janeiro.

Segundo a prestação de contas provisória no TSE, a campanha de Alana Passos recebeu R$ 1,5 milhão da Direção Nacional do PL. Entre os militares das Forças Armadas que concorrem no Rio de Janeiro é o segundo maior valor recebido para a campanha. O primeiro é o do general Eduardo Pazuello, também do PL, que recebeu R$ 3 milhões do partido.

De Queimados à vaga de Carlos Bolsonaro

Natural de Queimados, na Baixada Fluminense, Alana foi eleita deputada estadual em 2018 pelo PSL com 106.253 votos. Foi a mulher mais votada da Alerj naquela eleição. Em 2022 ficou como suplente e, em 2024, obteve 11.046 votos para vereadora no Rio. Tomou posse em dezembro de 2025 na cadeira antes ocupada por Carlos Bolsonaro.

Alana é vista frequentemente em confraternizações de militares das Forças Armadas e recebeu condecorações do Exército Brasileiro já como Deputada Estadual.

O que mostram as postagens no X – Comando Vermelho como organização terrorista

Uma análise das publicações da candidata no X entre 26 de agosto e 23 de setembro mostra uma campanha colada à família Bolsonaro. A biografia a apresenta como “a 01 do Bolsonaro no Rio de Janeiro”. Um vídeo de 19 de setembro traz a frase “Bolsonaro me escolheu pra ser a deputada dele”. Ela também pede votos para Flávio Bolsonaro à Presidência, Carlos Portinho ao Senado e Douglas Ruas.

Críticas ao PT e ao presidente Lula são o tema mais frequente. Em 23 de setembro, ela questionou por que o governo não aderiu à proposta dos Estados Unidos de classificar o CV e o PCC como organizações terroristas. A publicação de maior alcance no período, em 13 de setembro, compara preços de carro, casa e alimentos e critica quem “ainda defende o PT”.

Crríticas duras contra o STF também aparecem com frequência. Há vídeos sobre o ministro Alexandre de Moraes, uma enquete sobre André Mendonça e uma publicação sobre a decisão de Flávio Dino envolvendo a direção da Polícia Federal. O caso Banco Master rendeu várias postagens com críticas a Fábio Faria e ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Eduardo Paes também é alvo recorrente. Em março, a vereadora publicou que a aparição do ex-prefeito ao lado de Lula na Sapucaí, logo depois de lançar a pré-candidatura ao governo, parecia “mais estratégica do que institucional”. Ela também informou ter protocolado denúncia contra Paes na Câmara e no Ministério Público.

Entre as poropostas legislativas nas postagens há uma que amplia de 10 para 30 minutos a tolerância gratuita em estacionamentos de shoppings. Outra promete atuação na Comissão da Mulher. Os registros de rua mostram panfletagem no Recreio dos Bandeirantes, no Centro do Rio, em Itaboraí e em Nova Iguaçu.

O perfil no “X” tem 112,8 mil seguidores o o principal, no Instagram, tem mais de 500 mil seguidores, com mais de 11 mil postagens.

Como o dinheiro tem sido gasto

Quase metade das despesas declaradas (49,32%) foi para pessoal, com 167 lançamentos e R$ 489.508,50. Material impresso vem em seguida, com R$ 296.331,00 (29,85%) em 22 lançamentos. Depois aparecem locação de veículos, com R$ 75 mil, impulsionamento de conteúdo nas redes sociais, com R$ 50 mil, e serviços advocatícios, com R$ 35 mil. Essas cinco categorias somam R$ 945,8 mil.

O impulsionamento pago nas redes ficou em cerca de 5% das despesas. A maior parte do dinheiro foi para equipe de rua e material impresso, o que combina com as caminhadas pelo estado registradas nos vídeos.

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