Reino Unido, Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Singapura treinam operações conjuntas nos domínios marítimo, aéreo e terrestre, com cenários de defesa aérea, busca submarina, abordagens e coordenação entre unidades de diferentes forças durante o Bersama Lima 26.
A Royal Navy informou que forças dos cinco países participam do Bersama Lima 26, exercício anual dos Acordos de Defesa das Cinco Potências (FPDA) realizado no Mar do Sul da China. A fase principal começou na segunda-feira (5) e tem duração prevista de dez dias.
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O treinamento reúne navios de superfície, um submarino, equipes de abordagem e aeronaves de combate em atividades coordenadas. Entre os cenários estão defesa aérea naval, caça a submarino, direcionamento de fogo naval por tropas em terra e inspeção de embarcações, além de combate aéreo simulado liderado por caças F-35A Lightning II australianos.
Navios, submarino e F-35A atuam no mesmo exercício
O Reino Unido participa com os navios-patrulha HMS Spey e HMS Tamar, cada um com cerca de 60 marinheiros. A força multinacional descrita pela Marinha britânica também inclui fragatas, corveta, navio-tanque, outros navios-patrulha, equipes de mergulho e um submarino, sem identificação individual de todos esses meios no comunicado.

A variedade de plataformas permite que os participantes executem atividades que exigem coordenação entre unidades com funções diferentes. O programa divulgado inclui vigilância, defesa aérea, operações antissubmarino, apoio de forças terrestres e ações executadas por equipes embarcadas durante abordagens.
Na dimensão aérea, os F-35A australianos participam do que a Royal Navy descreve como “mock fight”, expressão usada para um combate simulado. As ações de combate fazem parte do exercício militar e não correspondem a um confronto real no Mar do Sul da China.
Antes da fase dinâmica, os militares passam por uma etapa de familiarização com navios, sistemas e procedimentos adotados pelas forças participantes. O processo também considera diferenças de linguagem e métodos de trabalho, enquanto oficiais superiores realizam exercícios de planejamento para preparar as atividades posteriores.
Esse treinamento está ligado à interoperabilidade, capacidade de militares, equipamentos e estruturas de comando de países diferentes operarem de forma coordenada. No Bersama Lima 26, essa integração envolve forças navais, aéreas e terrestres dentro de cenários comuns, em vez de limitar o exercício a movimentações de navios.
Austrália mobiliza cerca de 220 militares
O Departamento de Defesa da Austrália informou na quarta-feira (7) que cerca de 220 militares australianos participam desta edição. Entre os meios empregados estão o navio de reabastecimento HMAS Stalwart, um helicóptero MH-60R, caças F-35A Lightning II e uma aeronave de patrulha marítima P-8A Poseidon.
A participação do P-8A acrescenta ao contingente australiano uma plataforma voltada a missões de patrulha marítima, enquanto os F-35A são empregados na dimensão aérea do exercício. O conjunto é integrado às atividades multinacionais realizadas nos domínios marítimo, aéreo e terrestre.
A Austrália informou ainda que Singapura sedia o Bersama Lima 26. O exercício faz parte das atividades do FPDA, arranjo criado em 1971 que reúne Reino Unido, Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Singapura e mantém treinamentos conjuntos entre as forças dos cinco integrantes.
Spey e Tamar completaram cinco anos no Indo-Pacífico
Para a Marinha britânica, o exercício também ocorre após os navios HMS Spey e HMS Tamar completarem cinco anos de presença avançada no Indo-Pacífico. Os dois patrulheiros deixaram Portsmouth em 2021 e passaram a operar na região em missões de cooperação, segurança marítima e exercícios com forças parceiras.
O HMS Spey chegou ao Bersama Lima depois de um período de manutenção em Singapura. O Tamar vinha de atividades regionais que incluíram o exercício humanitário Pacific Partnership e uma ação de liberdade de navegação ao lado da Marinha australiana.
No exercício atual, porém, a Royal Navy concentra sua descrição na integração operacional entre os cinco países. As atividades anunciadas combinam funções tradicionais de combate naval e aéreo com planejamento conjunto, abordagem de embarcações, atuação terrestre e operações voltadas à localização de submarinos.
Os comunicados oficiais citados não apresentam o Bersama Lima 26 como resposta a um país específico, embora as atividades ocorram no Mar do Sul da China. Reino Unido e Austrália descrevem o treinamento como parte da preparação conjunta e da cooperação entre os integrantes do FPDA.
A programação mantém reunidos F-35A, P-8A, navios de diferentes categorias, um submarino e equipes especializadas durante a janela de dez dias prevista para o exercício. As forças devem continuar executando os cenários combinados anunciados até o encerramento da fase principal do Bersama Lima 26.