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Colômbia posiciona blindados e tropas especiais na fronteira com a Venezuela, mobiliza 700 agentes em Cúcuta e anuncia novas operações após sequência de ataques

Blindados e soldados de operações especiais chegaram à fronteira da Colômbia com a Venezuela. Governo mobiliza 500 militares e 200 policiais em Cúcuta e prevê nova fase da ofensiva para 3 de novembro.

Marcos
Por Marcos 30/10/2026 às 22:14
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Colômbia posiciona blindados e tropas especiais na fronteira com a Venezuela, mobiliza 700 agentes em Cúcuta e anuncia novas operações após sequência de ataques
Veículos blindados e militares do Exército colombiano representam o reforço de segurança em Cúcuta, na fronteira com a Venezuela. Fonte: Divulgação.

Blindados do Exército colombiano e tropas de operações especiais urbanas assumiram posições na fronteira com a Venezuela na noite de quinta-feira, 29 de outubro. A chegada ocorreu por volta das 19h nas proximidades da ponte internacional Atanasio Girardot, em Cúcuta, poucas horas depois da ordem presidencial para militarizar a cidade.

Veículos militares ocuparam a estrada de acesso à ponte, enquanto soldados se distribuíam pelos dois lados da via. O movimento, registrado pela Caracol Radio e pela NTN24, marcou a chegada efetiva das tropas a um dos principais pontos de ligação entre os dois países.

500 militares e 200 policiais integram reforço em seis municípios

O dispositivo de segurança anunciado para a região reúne 700 integrantes da força pública. Segundo a Caracol Radio, são 500 militares de unidades urbanas, polícia militar e grupo Gaula, além de 200 policiais de diferentes especialidades.

O planejamento abrange seis municípios da área metropolitana de Cúcuta. A atuação envolve patrulhamento, controles viários e vigilância de locais considerados sensíveis pelas autoridades colombianas.

Militares colombianos realizam vigilância noturna em um trecho rodoviário. Na região de Cúcuta, próxima à fronteira com a Venezuela, a operação de reforço da segurança prevê a mobilização de 500 militares e 200 policiais, distribuídos por seis municípios da área metropolitana. Foto: Divulgação.
Militares colombianos realizam vigilância noturna em um trecho rodoviário. Na região de Cúcuta, próxima à fronteira com a Venezuela, a operação de reforço da segurança prevê a mobilização de 500 militares e 200 policiais, distribuídos por seis municípios da área metropolitana. Foto: Divulgação.

O comandante do Exército colombiano, general José Bertulfo Soto, confirmou o emprego de veículos blindados em setores críticos, o acompanhamento de soldados de forças especiais urbanas e o apoio da Força Aérea nas tarefas de vigilância.

Ponte internacional recebe blindados e cidade identifica 21 pontos críticos

O primeiro reforço visto na fronteira se concentrou na ponte Atanasio Girardot. Já dentro da cidade, as ações alcançaram áreas como o terminal de transportes e a central de abastecimento, com revistas e fiscalização de veículos.

À Noticias RCN, a secretária de Segurança de Cúcuta, Tatiana Cáceres, informou que foram identificados cerca de 21 pontos críticos, que receberão presença do Exército, da Polícia ou das duas forças em horários definidos.

Mapa ilustrativo mostra a localização da Ponte Internacional Atanasio Girardot, que liga a Colômbia à Venezuela, nas proximidades de Cúcuta. A região recebeu veículos blindados e tropas de operações especiais do Exército colombiano após a ordem de militarização da cidade. Imagem: Elaboração própria / Sociedade Militar.
Mapa ilustrativo mostra a localização da Ponte Internacional Atanasio Girardot, que liga a Colômbia à Venezuela, nas proximidades de Cúcuta. A região recebeu veículos blindados e tropas de operações especiais do Exército colombiano após a ordem de militarização da cidade. Imagem: Elaboração própria / Sociedade Militar.

A presença de blindados nas ruas acompanha medidas de controle e operações contra estruturas criminosas. As autoridades locais também anunciaram a previsão de reforços adicionais para os próximos dias.

Assassinato e explosão antecederam a ordem de militarização

A decisão do governo veio após uma sequência de episódios violentos. Entre eles estão o assassinato do ex-secretário de Governo e pré-candidato à prefeitura Miguel Castellanos e uma explosão perto da sede da autoridade aduaneira colombiana, nas imediações da ponte Francisco de Paula Santander.

O ataque com explosivo deixou seis feridos, entre eles dois policiais, segundo a agência EFE. A região de Norte de Santander, vizinha à Venezuela e próxima ao Catatumbo, enfrenta a presença de organizações armadas e disputas por rotas usadas para atividades ilegais.

O presidente Abelardo de la Espriella justificou o reforço pela necessidade de proteger a população e impedir que integrantes desses grupos atravessem a fronteira para escapar da ação policial colombiana.

Nova ofensiva Esparta e BOSUR está marcada para 3 de novembro

Em declaração oficial de 29 de outubro, o governo anunciou que a militarização será temporária. O cronograma prevê o início, em 3 de novembro, da campanha militar e policial Esparta e do Bloco Operacional de Segurança Urbana, conhecido como BOSUR.

As operações foram anunciadas para intensificar a perseguição aos responsáveis pelos ataques, atingir o financiamento das organizações criminosas e ampliar o controle de áreas urbanas. O presidente também informou que pretende acompanhar pessoalmente as ações em Cúcuta na próxima semana.

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Moradores apoiam reforço, mas cobram resultados e temem efeitos no comércio

O deslocamento foi recebido com apoio de parte dos moradores consultados pela imprensa local. No entanto, comerciantes e pessoas que cruzam a fronteira demonstraram preocupação com possíveis dificuldades de circulação e reflexos econômicos.

O prefeito de Los Patios, município vizinho, defendeu que a operação produza prisões e desarticulação das redes criminosas, além da presença de uniformados nas ruas. A chegada das tropas abriu a primeira etapa do plano; a fase seguinte está programada para 3 de novembro.

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