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Mais de 200 militares e pesquisadores partem em navios da Marinha para missão na Antártica com retorno previsto para abril de 2027

Thaís Souza
Por Thaís Souza 08/10/2026 às 13:58
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Mais de 200 militares e pesquisadores partem em navios da Marinha para missão na Antártica com retorno previsto para abril de 2027
Missão na Antártica apoiará 29 projetos científicos com os navios Almirante Maximiano e Ary Rongel.

Missão na Antártica apoiará 29 projetos científicos com os navios Almirante Maximiano e Ary Rongel; estudos avaliarão como o ambiente polar afeta a fisiologia e o desempenho cognitivo de militares.

Mais de 200 militares e pesquisadores partiram do Rio de Janeiro em 4 de outubro de 2026 para uma missão na Antártica que se estenderá por mais de seis meses. A bordo dos navios Almirante Maximiano e Ary Rongel, os participantes terão pela frente uma comissão de apoio à ciência brasileira, com retorno previsto para abril de 2027.

A 45ª Operação Antártica (OPERANTAR XLV) dará suporte a 29 projetos científicos. Entre as pesquisas estão investigações sobre a adaptação humana ao ambiente polar, onde o trabalho exige convivência com baixas temperaturas, isolamento e afastamento prolongado da família.

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Os detalhes foram divulgados pela Agência Marinha de Notícias, portal de notícias da Marinha do Brasil. A operação começou com a saída das embarcações da Base Naval da Ilha das Cobras.

Navios levam pesquisadores e sustentam o trabalho no continente

A missão das tripulações envolve o transporte de pessoas e equipamentos, o apoio às atividades científicas e o suporte à Estação Antártica Comandante Ferraz. Essa estrutura permite que pesquisadores realizem coletas e experimentos em uma região distante e de difícil acesso.

Mais de 200 militares e pesquisadores partiram do Rio de Janeiro em 4 de outubro de 2026 para uma missão na Antártica
Mais de 200 militares e pesquisadores partiram do Rio de Janeiro em 4 de outubro de 2026 para uma missão na Antártica. (Fonte: Agência Marinha de Notícias)

Para os cientistas, chegar ao continente é uma etapa do trabalho. A continuidade dos projetos depende também da logística durante a permanência no ambiente polar, com equipes e meios preparados para atender às necessidades das pesquisas.

Missão na Antártica estudará efeitos do isolamento sobre militares

O corpo humano também será objeto de investigação. Pesquisadores do grupo MEDIANTAR acompanharão aspectos fisiológicos e cognitivos de militares expostos às condições antárticas.

A capitão de corveta Valéria Faria, do Centro de Educação Física Almirante Adalberto Nunes, avaliará parâmetros psicofisiológicos da tripulação e dos grupos que se alternam na estação. A pesquisadora civil Kaline Diniz terá como foco os militares que permanecem por longos períodos em Ferraz.

Assim, parte da equipe que mantém a presença brasileira no continente também participará dos estudos sobre a adaptação a esse ambiente.

Almirante Maximiano passou por cinco meses de manutenção

Segundo a Agência Marinha de Notícias, o Navio Polar Almirante Maximiano passou por cerca de cinco meses de manutenção antes da partida. A preparação buscou atender às demandas logísticas e científicas da comissão.

O Navio de Apoio Oceanográfico Ary Rongel participa pela 33ª vez consecutiva do apoio às atividades brasileiras na Antártica. Nesta edição, a operação atenderá três projetos a mais que na anterior, quando foram apoiadas 26 pesquisas.

Despedida das famílias antecede travessia em condições desafiadoras

Familiares e amigos acompanharam a saída dos navios. Para quem embarcou, a expectativa de contribuir com as pesquisas veio acompanhada da perspectiva de meses longe de casa.

Despedida das famílias antecede travessia em condições desafiadoras
Despedida das famílias antecede travessia em condições desafiadoras. (Fonte: Agência Marinha de Notícias)

Entre os desafios da navegação está a Passagem de Drake, entre o extremo sul da América do Sul e a Península Antártica. O acompanhamento meteorológico integra os cuidados necessários para a travessia.

Com a partida realizada, as tripulações iniciaram a comissão que sustentará o transporte e o apoio aos pesquisadores ao longo dos próximos meses.

O cronograma prevê o retorno das embarcações ao Brasil em abril de 2027, após o período de suporte às atividades científicas no continente.

Para uma missão tão longa em ambiente extremo, qual preparação você considera mais importante para as tripulações: técnica, física ou psicológica? Compartilhe sua análise nos comentários.

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