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FORÇA NAVAL INCAPAZ DE GARANTIR O PRÉ SAL

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Ressalta a fragilidade dos meios atuais da MB em aeródromos, navios de escolta e submarinos. Salvo melhor juízo, existem as seguintes belonaves em condições operativas: o Porta Helicópteros ATLÂNTICO; as fragatas DEFENSORA, CONSTITUIÇÃO, LIBERAL, INDEPENDÊNCIA, UNIÃO, GREENHALGH e RADEMAKER; as corvetas JACEGUAY, JÚLIO DE NORONHA e BARROSO; os submarinos TUPI, TAMOIO, TIMBIRA, TAPAJÓS, TIKUNA e RIACHUELO. Sem raciocinar com “4” corvetas e “3” submarinos previstos para construir, todos, também, sem nenhum poder de fogo dissuasivo extrarregional, que providências poderiam ser tomadas, hoje, para, no mais curto prazo, se adquirir o mínimo de condições para o enfrentamento de uma armada que venha a cerrar agressivamente no rumo do pré sal ou da foz do Amazonas?

Considerando apenas os “escoltas” disponíveis no momento, não há como desdizer, tudo passa pelo incremento do potencial do que pode ser lançado, por estas muito poucas belonaves, sobre os navios do inimigo capaz de nos ameaçar. Em quanto tempo se poderia concretizar o acoplamento de uma plataforma de “ASTROS II” em cada um, pelo menos nos navios que não no estaleiro? Que seja dito, atualmente não existem chances concretas de, pelo menos, fazer os “grandes bucaneiros navais” desistirem da luta. Não há como fugir desta realidade, os mísseis EXOCET e MANSUP, limitados a irrisórios 70 km de alcance, não representam nada para as potentes armadas extrarregionais.

Quanto aos “6” submarinos movidos à energia diesel-elétrica, os “5” mais antigos precisariam ser modernizados? Estariam todos operativos? Caso positivo, com que percentual de restrições? Seria possível uma repotencialização de forma a capacitá-los ao disparo de mísseis quando submersos? Em que prazo se poderia obter essa capacidade nos submergíveis, pelo menos nos operativos? Não há como negar a temeridade, nem o disparo de mísseis, convencionais que sejam, com aproveitamento da não exposição proporcionada pela imersão, já foi logrado. Resumindo, estamos “brincando com a verdade”.

Até que ponto seria imprescindível uma segunda esquadra para o NE? As flotilhas de escoltas e de submarinos, se dotadas com vetores de cruzeiro com alcance de 1500/2500 km, não supririam, com menor gasto, as necessidades? Sim porque já se divaga sobre dezenas de navios patrulha? Armados com que? Com canhão e metralhadoras coaxiais? Com a palavra o almirantado! Decididamente, nossa Força Naval, atualmente, não apresenta as mínimas condições para cumprir sua missão primordial, qual seja de defesa da Pátria face aos todo-poderosos oponentes capazes de nos ameaçar no Atlântico Sul.

Artigo de colaborador –  Paulo ricardo da Rocha Paiva

Coronel de Infantaria e Estado-Maior
Obs: Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião da Revista Sociedade Militar. Sua publicação tem a intenção de estimular o debate sobre o quotidiano militar/político/social e de refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo.

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