A China ultrapassou a Rússia e se tornou a segunda força aérea mais poderosa do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, com uma frota estimada em mais de 2.300 aviões de combate e centenas de caças furtivos J-20, segundo avaliações de fontes abertas de defesa divulgadas em 2026 e reportadas pelo The Defense News.
A China passa a Rússia nos céus
As estimativas colocam a Força Aérea do Exército de Libertação Popular (PLAAF) entre 2.000 e 2.500 aviões de combate, à frente dos 1.300 a 1.500 da Rússia, cuja frota encolheu após anos de desgaste na guerra da Ucrânia, sanções e gargalos industriais.
Os Estados Unidos seguem isolados na liderança, mas a China consolidou-se como a maior potência aérea fora do território americano. No papel, a Rússia ainda soma mais de 4 mil aeronaves, mas o número de plataformas realmente prontas para o combate é bem menor.
O trunfo furtivo: J-20 e agora o J-35
O salto chinês é puxado pelos caças furtivos. As estimativas apontam entre 320 e 350 unidades do J-20 “Mighty Dragon”, agora somadas ao novo J-35. Com os dois programas em produção, a China se tornou o único país, além dos Estados Unidos, a operar duas linhas distintas de caças furtivos de quinta geração, e a versão naval do J-35 já decolou das catapultas eletromagnéticas do porta-aviões Fujian.
Do outro lado, a Rússia patina. Seu caça de quinta geração, o Su-57, tem frota operacional estimada em apenas 25 a 30 aeronaves, resultado de uma produção muito inferior à chinesa, num contexto de uma indústria aérea que corre para não ficar para trás.
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O que ainda separa a China dos EUA
A liderança americana continua folgada. Os Estados Unidos mantêm vantagem em rede global de bases, experiência de combate, frota furtiva, aviões-tanque e apoio integrado. Ainda assim, a trajetória chinesa é vista como o desafio mais sério à supremacia aérea dos EUA desde a União Soviética.
O tamanho da frota importa porque define a capacidade de gerar surtidas, absorver perdas e sustentar campanhas aéreas prolongadas, exatamente o tipo de cenário que preocupa os planejadores no Indo-Pacífico. A China ainda não alcançou os americanos, mas, ao deixar a Rússia para trás, cruzou uma linha simbólica que há poucos anos parecia distante.