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O Spectre, drone dos EUA de US$ 40 milhões parecido com um veleiro, caça submarinos em silêncio por semanas e substitui um destróier de bilhões

Movido em parte a vela, o maior drone da Saildrone tem 52 metros, faz quase nenhum ruído e fica semanas à espreita de submarinos inimigos

O Spectre, drone dos EUA de US$ 40 milhões parecido com um veleiro, caça submarinos em silêncio por semanas e substitui um destróier de bilhões

A empresa americana Saildrone apresentou o Spectre, seu maior e mais rápido drone naval, uma embarcação não tripulada de 52 metros construída para caçar submarinos em silêncio graças à propulsão em parte a vela, por um custo de cerca de US$ 40 milhões, uma fração do preço de um destróier, conforme noticiou o site Army Recognition.

Um drone que parece um veleiro

Apresentado no Sea-Air-Space 2026, o Spectre desloca cerca de 250 toneladas, alcança até 30 nós e combina motores diesel-elétricos com propulsão a vela.

No modo elétrico, navega a cerca de 12 nós com uma assinatura acústica muito baixa. A versão voltada à guerra antissubmarino carrega uma asa rígida de 43 metros que também funciona como mastro de sensores, ampliando muito o alcance de detecção.

Por que o silêncio é a arma

Caçar um submarino é, antes de tudo, um problema de escuta. O caçador costuma ser o objeto mais barulhento na água, o que abafa o sinal fraquíssimo que ele tenta ouvir.

Ao ser quase silencioso, o Spectre pode ser posicionado bem à frente de um grupo de porta-aviões e ficar semanas apenas ouvindo, antes que qualquer navio tripulado chegue à área.

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Um destróier faz a mesma escuta, mas é caro, tripulado e ruidoso, e essa lógica de trocar poucas plataformas carríssimas por muitas baratas já move o esforço americano de montar dezenas de drones navais.

Davi de US$ 40 milhões contra Golias de bilhões

A assimetria de custo é o ponto central: cerca de US$ 40 milhões por unidade, contra os bilhões de um destróier moderno. Isso permite à Marinha dos EUA espalhar sensores e presença por vastas áreas do oceano sem precisar construir, na mesma proporção, mais navios tripulados.

Vale a ressalva de que o Spectre é uma plataforma nova, e seu desempenho real na caça a submarinos ainda precisa ser comprovado no mar. Mesmo assim, o recado é claro: robôs baratos e silenciosos começam a mudar a mais difícil das disputas navais, a que acontece embaixo d’água.

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Jefferson Silva

Jefferson Silva

Atuo na Sociedade Militar trazendo análises e conteúdos relacionados a Geopolítica, Tecnologia militar, Industria de Defesa e Inteligência Artificial.