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Marinha, Exército e Força Aérea mobilizam 2.900 militares, blindados, drones, helicópteros e até o Sistema Astros durante grande operação militar em Formosa

Operação Formosa 2026 reuniu 2.900 militares, 198 viaturas, 33 blindados, 18 drones e oito aeronaves, além de tropas dos EUA, França e Paraguai, em exercício conjunto com Astros, A-29, UH-15 e KC-390.

Noel Budeguer
Por Noel Budeguer 26/09/2026 às 17:10
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Marinha, Exército e Força Aérea mobilizam 2.900 militares, blindados, drones, helicópteros e até o Sistema Astros durante grande operação militar em Formosa

A Operação Formosa 2026 colocou no mesmo exercício cerca de 2.900 militares brasileiros, 198 viaturas, 33 blindados, oito aeronaves e 18 drones, reunindo Marinha, Exército e Força Aérea em uma sequência de ações integradas no Campo de Instrução de Formosa, em Goiás. O balanço final foi divulgado pelo Ministério da Defesa após o encerramento das atividades, realizado em 24 de setembro.

Além das três Forças brasileiras, participaram tropas dos Estados Unidos, da França e do Paraguai. A edição também recebeu observadores militares de Argentina, Angola, Bolívia, Camarões, França, Itália, México e Paraguai, ampliando o componente internacional de um exercício realizado desde 1988.

Os números da edição chegaram a 2.900 militares, 198 viaturas, 33 blindados, oito aeronaves e 18 drones. Durante a demonstração operativa, esses meios foram empregados em missões de reconhecimento, infiltração, apoio de fogo, assalto a posição simulada e apoio logístico.

2.900 militares e 33 blindados ocuparam um campo de instrução com mais de 100 mil hectares

Militares e viaturas blindadas reunidos durante a Operação Formosa 2026, no Campo de Instrução de Formosa, em Goiás, em exercício conjunto com participação da Marinha, Exército e Força Aérea. Fonte: Ministério da Defesa / Operação Formosa 2026.
Militares e viaturas blindadas reunidos durante a Operação Formosa 2026, no Campo de Instrução de Formosa, em Goiás, em exercício conjunto com participação da Marinha, Exército e Força Aérea. Fonte: Ministério da Defesa / Operação Formosa 2026.

O Campo de Instrução de Formosa fica a cerca de 80 quilômetros de Brasília e possui área superior a 100 mil hectares. O espaço permite exercícios com munição real, blindados, artilharia, aeronaves, drones e outros meios de apoio ao combate.

A Operação Formosa nasceu como um exercício tradicionalmente ligado ao Corpo de Fuzileiros Navais e, em 2026, recebeu uma configuração conjunta mais ampla. O Ministério da Defesa coordenou a participação das três Forças em atividades de comando e controle, logística, mobilidade, coordenação de fogos e apoio ao combate.

O encerramento reuniu uma sequência planejada de ações. Uma Equipe Conjunta de Operações Especiais realizou infiltração por Salto Livre Operacional, enquanto drones e atiradores de precisão participaram de missões de reconhecimento antes de um assalto a um posto de comando simulado.

O exercício também colocou diferentes plataformas terrestres no mesmo ambiente. Entre os blindados exibidos estavam JLTV, Guarani e Piranha, empregados pela Marinha e pelo Exército em missões de mobilidade, transporte protegido e apoio às tropas.

ASTROS, obuseiros de 105 mm, A-29 e UH-15 entraram na mesma sequência de combate

A demonstração integrou meios de fogo terrestre e apoio aéreo. Uma Bateria Conjunta de Obuseiros 105 mm Light Gun atuou ao lado do Sistema Astros, plataforma de artilharia de foguetes utilizada pelas Forças Armadas brasileiras.

No ar, aeronaves A-29 Super Tucano e helicópteros UH-15 Super Cougar participaram das ações. O KC-390 Millennium apareceu em uma simulação de lançamento aéreo de suprimentos, representando o apoio logístico a tropas em operação.

Artilharia, aviação, blindados e sistemas não tripulados precisaram operar com coordenação do espaço aéreo, identificação dos meios participantes e integração dos apoios de fogo. O treinamento coloca unidades de Forças diferentes diante da necessidade de sincronizar missões e evitar interferência entre seus próprios sistemas.

O Ministério da Defesa informou que a Operação Formosa 2026 também colocou em campo 18 drones. Parte deles foi usada em reconhecimento, ampliando a observação do terreno antes do emprego de tropas e fogos.

Militares e viaturas blindadas da Marinha reunidos durante atividade operacional em área ribeirinha, com emprego de embarcações e apoio aéreo em exercício militar. Fonte: Marinha do Brasil.
Militares e viaturas blindadas da Marinha reunidos durante atividade operacional em área ribeirinha, com emprego de embarcações e apoio aéreo em exercício militar. Fonte: Marinha do Brasil.

Tropas de três países estrangeiros participaram e oito nações enviaram observadores

Além do contingente brasileiro, o exercício recebeu tropas dos Estados Unidos, França e Paraguai. A presença estrangeira permitiu intercâmbio de procedimentos e contato com doutrinas diferentes em um ambiente de treinamento conjunto.

Observadores militares de Argentina, Angola, Bolívia, Camarões, França, Itália, México e Paraguai acompanharam atividades da operação. A edição de 2026 manteve a participação internacional registrada em anos anteriores e reuniu representantes de diferentes forças no mesmo campo de treinamento.

O Ministério da Defesa vem usando exercícios tradicionais de cada Força para ampliar o treinamento conjunto. A Formosa, historicamente ligada à Marinha, passou a receber meios do Exército e da Força Aérea em uma configuração que exige coordenação entre diferentes cadeias de comando.

Exército e Marinha colocaram blindados no mesmo exercício, enquanto a Força Aérea participou com aeronaves de ataque leve e transporte. Helicópteros, drones e equipes de salto livre completaram a sequência de meios empregados durante as atividades.

Indústria de defesa levou mísseis, sistemas anticarro e novos blindados para a operação

A Operação Formosa 2026 também recebeu a Exposição de Defesa Expedicionária, espaço utilizado por empresas da Base Industrial de Defesa para apresentar sistemas às Forças Armadas. Entre os equipamentos expostos estavam soluções de mísseis, veículos blindados e plataformas voltadas ao combate terrestre.

A Avibras Aeroco apresentou o Míssil Tático de Cruzeiro, sistema com alcance divulgado de 300 quilômetros, velocidade de cruzeiro de 870 km/h e ogiva de 200 kg. Viaturas do Sistema Astros, produzidas pela empresa, também foram empregadas durante o exercício.

A SIATT participou com demonstrações de tiro real do míssil anticarro MAX 1.2 AC. A empresa também levou sistemas relacionados ao MANSUP, ao MANSUP-ER e ao Sistema de Míssil Anticarro Expedicionário, o SMACE, desenvolvido para o Corpo de Fuzileiros Navais.

Entre os veículos apresentados na exposição estava ainda o Centauro II BR, blindado 8×8 equipado com canhão de 120 mm. O modelo foi selecionado pelo Exército Brasileiro no programa de viatura blindada de combate de Cavalaria e apareceu na mostra voltada aos Fuzileiros Navais.

Operação termina com emprego conjunto de Marinha, Exército e Força Aérea

Ao final da edição, o Campo de Instrução de Formosa havia reunido blindados, artilharia, sistemas de foguetes, drones, aviões, helicópteros e tropas de operações especiais em uma mesma sequência de treinamento.

As atividades colocaram reconhecimento, apoio de fogo, controle do espaço aéreo, proteção das tropas, transporte de suprimentos e ação de unidades terrestres dentro de um planejamento comum. Cada etapa exigiu coordenação entre estruturas que pertencem a Forças diferentes.

Com cerca de 2.900 militares brasileiros e participação de tropas estrangeiras, a Operação Formosa 2026 terminou com uma das maiores concentrações de meios divulgadas pelo Ministério da Defesa neste ciclo de exercícios conjuntos.

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