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Comandante do Exército, diante de um Brasil dividido e da corrida global por recursos, alerta que tropa está pronta para “defender a soberania nacional, proteger nosso povo e contribuir para a paz e a estabilidade do país”

Na Avenida do Exército, em Brasília, o General Tomás Paiva também prestou homenagem ao Duque de Caxias e à primeira turma de mulheres convocadas ao Serviço Militar Inicial em 2026

Campos
Por Campos Atualizado em 03/09/2026 às 19:16·publicado em 03/09/2026
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Comandante do Exército, diante de um Brasil dividido e da corrida global por recursos, alerta que tropa está pronta para “defender a soberania nacional, proteger nosso povo e contribuir para a paz e a estabilidade do país”
Comandante do Exército, General Tomás Paiva, discursa na solenidade do Dia do Soldado em Brasília. Foto: Exército

O Comandante do Exército, General Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, usou a pacificação e a integração nacional como essência do seu discurso durante a solenidade militar do Dia do Soldado.

Apesar do tema ser inerente à figura do Duque de Caxias, patrono do Exército e conhecido como pacificador, o General fez paralelos com a realidade de hoje: um campo internacional incerto, competitivo e perigoso e um país dividido, social e politicamente.

O evento aconteceu no dia 25 de agosto na Avenida do Exército, em Brasília, e teve a presença do presidente Lula, do ministro da Defesa José Múcio Monteiro, e de um robô humanoide chinês fardado pelo Exército que roubou a cena.

Diferentemente de 2025, quando inaugurou transmissão ao vivo do evento com grande equipe técnica, o Exército não realizou live em razão das limitações impostas pelas regras eleitorais.

Os principais pontos discurso do Comandante do Exército

No início do discurso, o Comandante do Exército disse que Caixas constatou que “a verdadeira vitória não consistia apenas em vencer o adversário, mas em restaurar a concórdia e fortalecer a união entre os brasileiros, consolidando-se como um dos maiores defensores da integridade nacional”.

“Herdeiros desse legado, seguimos firmes no cumprimento de nossa missão constitucional, preparados para defender a soberania nacional, proteger nosso povo e contribuir para a paz e a estabilidade do País”, afirmou.

Em outro momento, o General Paiva falou sobre os desafios do campo de batalha contemporâneo, a necessidade de reduzir dependências externas e fomentar a inovação e também do Exército se flexibilizar para ser capaz de operar em cenários cada mais complexos e incertos.

O Comandante do Exército ainda falou sobre a missão constitucional de preservar a inviolabilidade do território nacional, em um momento em que grandes potências aprofundam a cobiça sobre as riquezas de potências regionais e médias.

“A preservação de nossas fronteiras é missão que congrega brasileiras e brasileiros, todos trabalhando em prol da coletividade e dispostos a servir ao País com honra”.

Durante análise do campo geoeconômico, presente em sua Política Nacional de Defesa, o Brasil argumenta que “a ampliação da demanda por recursos naturais e a escassez de alguns deles tendem a intensificar as disputas, abertas ou veladas, por fontes de água doce, de energia, de alimentos, de recursos minerais e de biodiversidade, dentre outras”.

“Vale enfatizar que a América do Sul, o Atlântico Sul, os países africanos lindeiros ao Atlântico Sul e a Antártica, que compõem o entorno estratégico, detêm significativas reservas de recursos naturais, nas quais se incluem grande biodiversidade e minerais considerados críticos, em razão de sua utilização na nova indústria verde”, completa o documento.

Em razão desse cenário, o país traça algumas estratégias para mitigar o risco, evidenciado pela significativa expansão dos gastos militares em defesa no plano global:

  • Integração entre os países sul-americanos para garantia da paz e estabilidade
  • Atuação diplomática ativa
  • Prevenção e resolução pacífica dos conflitos
  • Participação em operações de paz e de ajudas humanitárias
  • Participação em exercícios militares com outros países para estreitar laços de cooperação e ampliar a projeção do país no cenário internacional

Comandante do Exército fala sobre importância das fronteiras

Durante entrevista à CNN, em 16 de junho, o Comandante do Exército mencionou que a proteção das fronteiras e das infraestruturas críticas do país (como plataformas de petróleo e usinas nucleares) são algumas das 7 principais necessidades estratégicas da Força Terrestre e lembrou que o Brasil tem 16.800 km de fronteiras que passam por 3 biomas completamente diferentes: Amazônia, Cerrado e Pantanal.

Na oportunidade, ele também comentou que o Exército tem 77 unidades militares na faixa de fronteira, desde Pelotões a Batalhões, e que não existe instituição mais presente nessas regiões do que a Força Terrestre.

Apesar disso, o Comandante do Exército reconheceu a existência de desafios como a falta de recursos, a necessidade vital de emprego de tecnologia e a própria magnitude do país.

As fronteiras terrestres, no entanto, não são as únicas. O Brasil também tem as fronteiras marítimas: compreendidas pelas faixas de mar que se estendem da costa do litoral continental ou insular, até o limite da plataforma continental, e que têm riquezas consideradas equiparáveis à da Amazônia. Ao todo, o país soma hoje 5,7 milhões quilômetros quadrados de águas jurisdicionais. Ou seja, áreas em que tem direitos de soberania para exploração de recursos naturais.

Não à toa, a Marinha do Brasil mandou recentemente o Navio-Multipropósito (NAM) Atlântico, maior navio de guerra da América Latina, para fazer uma operação que incluiu vigilância e monitoramento na Elevação do Rio Grande, área reconhecidamente rica em metais raros e cobiçados.

Confira o discurso do Comandante do Exército na íntegra

Soldados do Exército Brasileiro,

Neste 25 de agosto, celebramos o Dia do Soldado e reverenciamos a memória de Luis Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias — Patrono do Exército Brasileiro. Sua figura representa uma das mais elevadas expressões da nacionalidade e, por isso, sua trajetória permanece viva como referência maior de patriotismo, disciplina e dedicação à Pátria.

Ao longo de mais de sessenta anos de serviços prestados, Caxias destacou-se tanto por suas vitórias nos campos de batalha quanto pela capacidade de liderar pelo exemplo, inspirando confiança, coragem e coesão entre seus comandados. Dedicou sua vida à preservação da unidade nacional, à manutenção da paz e à defesa da soberania do Brasil. Soldado de excepcional vocação, estadista e comandante militar invicto, sobressaiu-se pela temperança, pela firmeza de caráter e pelo espírito público, símbolo das virtudes militares brasileiras. Pacificador por excelência, constatou que a verdadeira vitória não consistia apenas em vencer o adversário, mas em restaurar a concórdia e fortalecer a união entre os brasileiros, consolidando-se como um dos maiores defensores da integridade nacional. Seu legado transcende o tempo e mantém-se atual nos valores que orientam o Exército de hoje.

Durante a Guerra da Tríplice Aliança, demonstrou visão estratégica e extraordinária liderança operacional, que culminaram com a sequência de êxitos que pavimentaram o fim do conflito. Entre os inúmeros exemplos de bravura legados, nesse que foi o maior confronto armado da América Latina, destaca-se, ao lado de Caxias, a atuação do então Brigadeiro Antônio de Sampaio. À frente da 3ª Divisão de Infantaria do Exército Imperial na histórica Batalha de Tuiuti, travada em 24 de maio de 1866, conduziu seus soldados com coragem serena e liderança exemplar, mesmo após ser gravemente ferido em combate. Seu destemor e seu inabalável compromisso com a missão tornaram-se referência permanente para as gerações de militares brasileiros. Em reconhecimento aos excelentes serviços prestados e ao sacrifício supremo em defesa do Brasil, foi promovido post-mortem, em 31 de julho do corrente ano, ao posto de Marechal, distinção que eterniza sua memória como Patrono da Arma de Infantaria do Exército Brasileiro.

Hoje, 25 de agosto, ao homenagearmos nesta cerimônia o Duque de Caxias e o Marechal Sampaio, enaltecemos também todos os Soldados brasileiros — homens e mulheres que dedicaram e dedicam suas vidas ao serviço da Pátria. Herdeiros desse legado, seguimos firmes no cumprimento de nossa missão constitucional, preparados para defender a soberania nacional, proteger nosso povo e contribuir para a paz e a estabilidade do País.

Destaco que o ano de 2026 assinala um momento histórico para a Força com a incorporação das primeiras jovens convocadas para o Serviço Militar Inicial Feminino, ampliando a participação da mulher na defesa e reiterando o compromisso do Exército Brasileiro com a igualdade de oportunidades e a valorização do mérito e da competência profissionais. Detentoras da coragem das brasileiras que, ao longo da história, serviram nas áreas da saúde, da logística, do ensino, da administração e em diversas outras atividades militares, essas pioneiras passam a compartilhar, desde o início da vida castrense, os valores que moldam o Soldado brasileiro: disciplina, patriotismo, espírito de corpo, abnegação, bravura e dedicação ao Brasil. Sua incorporação à Instituição representa a consolidação das capacidades do Exército, que se enriquece com novos talentos, e reafirma que a preservação de nossas fronteiras é missão que congrega brasileiras e brasileiros, todos trabalhando em prol da coletividade e dispostos a servir ao País com honra.

Para bem cumprirmos essa missão, inspirados no legado heroico de nossos antepassados e atentos às exigências do século XXI, prosseguimos na permanente transformação do Exército Brasileiro, que busca adequar-se aos desafios do campo de batalha contemporâneo, fortalecendo suas capacidades militares e aumentando sua prontidão operacional para atuar em ambientes multidomínio. Assim, o Soldado de hoje combate embarcado na viatura Centauro, opera os novos sistemas da família de blindados Guarani e tripula as modernas aeronaves da Aviação do Exército. O mesmo Soldado, em função da incorporação de tecnologias disruptivas, monitora e vigia nossa extensa faixa de fronteira, auxiliado por sensores avançados, inteligência artificial e análise de dados; bem como pilota drones e opera as novas ferramentas de proteção e exploração do ciberespaço, de guerra eletrônica e de apoio de fogo. Esse é o Soldado de Caxias, que, nos dias atuais, proporciona à Força Terrestre o incremento da capacidade de pronta resposta e o apoio às ações do Estado.

Paralelamente aos vetores de modernização da Força, colocados à disposição do Soldado, foi intensificada a integração do Exército com a Base Industrial de Defesa, estimulando o desenvolvimento de soluções estratégicas concebidas e produzidas no Brasil, a fim de reduzir dependências externas, consolidar nossa autonomia tecnológica e impulsionar a inovação em benefício da defesa nacional. Esses avanços representam não apenas a aquisição de novos equipamentos, mas, sobretudo, o aperfeiçoamento de uma Força flexível e com maior poder dissuasório, composta por homens e mulheres tecnicamente qualificados e aptos a operar em cenários cada vez mais complexos e incertos, que, entretanto, preservam a essência do Soldado Brasileiro – disciplinado, resiliente, e fiel ao compromisso de defender a Pátria. Assim, o Exército robustece seu Braço Forte pela permanente evolução de suas capacidades operacionais, ao mesmo tempo em que estende a Mão Amiga na direção da sociedade brasileira.

Soldados do Exército Brasileiro! Fiel ao legado de nosso Patrono, a Força Terrestre compreende que sua relevância reside no profissionalismo, na disciplina, na coesão e no cumprimento de sua missão constitucional. Inspirados pelos inúmeros exemplos de Caxias, que, no passado, pacificou o Brasil e consolidou as fronteiras terrestres deste país-continente, continuaremos a honrar o compromisso com aqueles que nos antecederam, sempre com o olhar no porvir, investindo nas tecnologias disruptivas, na modernização de nossos quadros e de nossas capacidades militares, e representando uma Instituição perene, que transcende o tempo, permanentemente à disposição do Estado brasileiro.

Viva o Duque de Caxias!

Viva o SOLDADO do Exército Brasileiro!

Brasília-DF, 25 de agosto de 2026.

General de Exército TOMÁS MIGUEL MINÉ RIBEIRO PAIVA
Comandante do Exército

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6 Comentários
Luiz Alberto
Luiz Alberto
03/09/2026 21:39

Um discurso com teor político fora do contexto atual.
Esse General não tem prestígio algum perante seus subordinados, além de ser alvo de chacotas da sociedade.
Insiste em dar moral de cueca vermelha.

Brauna
Brauna
03/09/2026 21:33

Esses caras são bons mas de lábia

Alexandre Daniel Santos Rochstar defasado a anos.
Alexandre Daniel Santos Rochstar defasado a anos.
03/09/2026 20:29

Esse comandante do EB e da FAB MB são todos melancias como é que as trez forças armadas estão preparada se tá tudo sucatiado nem comida tem nos quartes ,os salarios fos praças está defasado,não tem nem comida para alimentar os subordinados kkkk

Joao luiz kochenborger
Joao luiz kochenborger
03/09/2026 20:11

Nem uma bandeira fará sombra ao pavilhão nacional. BRASIL ACIMA DE TUDO.

Brasil é dos Brasileiros
Brasil é dos Brasileiros
03/09/2026 19:28

O modo de travar guerras esta mudando radicalmente, é preciso aprender com a experiência ucraniana e iraniana.

– defesa anti aerea
– drones de baixo custo
– misseis de baixo custo para ataques em larga escala apelando para uma guerra economica.
– bases infiltradas nas montanhas e selva, utilizando a vantagem do terreno

Andre
Andre
03/09/2026 19:45

Ótima observação