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5 navios destruídos, 73 feridos e um drone submarino capturado em menos de 24 horas: guerra entre EUA e Irã entra em nova escalada no Oriente Médio

Cinco novos petroleiros foram destruídos pelos EUA, segundo o CENTCOM, depois de outros três serem atingidos dias antes. Quase simultaneamente, instalações de petróleo sauditas pegaram fogo e um drone submarino americano apareceu em poder do Irã.

5 navios destruídos, 73 feridos e um drone submarino capturado em menos de 24 horas: guerra entre EUA e Irã entra em nova escalada no Oriente Médio
Navio petroleiro iraniano é consumido pelas chamas após ataque das forças dos EUA. O CENTCOM afirmou ter destruído cinco petroleiros iranianos em 8 de setembro de 2026. Imagem: U.S. Central Command (CENTCOM) / Department of Defense

Cinco navios petroleiros iranianos foram destruídos pelos EUA em 8 de setembro, segundo o Comando Central americano. Na mesma janela de menos de 24 horas, ataques Houthis deixaram 73 feridos na Arábia Saudita e o Irã anunciou a captura de um drone submarino americano no Estreito de Hormuz.

A sequência ocorreu poucos dias depois de forças americanas atingirem outros três petroleiros iranianos. Em quatro dias, o CENTCOM anunciou ataques contra oito navios usados para transportar petróleo do Irã.

EUA afirmam ter destruído cinco petroleiros iranianos

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informou que suas forças destruíram cinco navios transportadores de petróleo bruto iraniano em 8 de setembro.

Segundo informações publicadas pela Reuters, a operação ocorreu depois de tentativas de ataques com mísseis contra um navio de guerra da US Navy durante os dois dias anteriores.

A embarcação americana escapou dos ataques sem registrar baixas, de acordo com os EUA.

A ofensiva contra petroleiros havia começado dias antes. Em 5 de setembro, o próprio CENTCOM confirmou oficialmente ataques contra três navios iranianos: M/T Downy, M/T Stark 1 e M/T Kylo, também identificado como Noxen.

Naquela operação, o comando americano afirmou ter desativado permanentemente dois petroleiros e destruído completamente o terceiro após ordenar que sua tripulação abandonasse o navio.

A RSM acompanhou aquela primeira rodada de ataques, quando o Irã lançou mísseis contra um porta-aviões e um destróier dos EUA enquanto Washington atacava três petroleiros iranianos.

Houthis deixam 73 feridos na Arábia Saudita

Enquanto os ataques avançavam no mar, os Houthis lançaram mísseis balísticos e drones contra o sul da Arábia Saudita.

Abha, Khamis Mushait, Jazan e Najran estiveram entre as cidades atacadas.

Segundo autoridades sauditas citadas pela Reuters, 73 pessoas ficaram feridas, incluindo mulheres e crianças.

Os ataques provocaram incêndios e interromperam temporariamente as operações em algumas instalações de energia.

Os Houthis disseram ter atacado instalações da Saudi Aramco em Abha, Najran e Jazan, além de uma base aérea em Khamis Mushait.

O local dos ataques aumenta a importância do episódio para o fluxo de petróleo.

Com o tráfego por Hormuz prejudicado pela guerra, a Arábia Saudita vem desviando parte de suas exportações para o oeste, em direção ao Mar Vermelho, evitando o estreito.

A Reuters destacou que os ataques contra instalações sauditas podem dificultar justamente essa alternativa usada para manter o petróleo circulando fora de Hormuz.

Irã exibe drone submarino americano

Drone submarino Dive-LD dos EUA exibido pelo Irã após ser recuperado no Estreito de Hormuz
Drone submarino Dive-LD dos EUA é exibido após o Irã afirmar ter capturado o veículo autônomo na entrada do Estreito de Hormuz. O Pentágono confirmou a perda do equipamento, mas contestou a versão iraniana sobre a captura.

No mesmo dia, uma tecnologia militar pouco conhecida apareceu no centro do conflito.

A Guarda Revolucionária anunciou ter capturado na entrada do Estreito de Hormuz um drone submarino Dive-LD, desenvolvido pela empresa americana Anduril.

Os EUA confirmaram a perda do equipamento, mas contestaram a versão iraniana sobre como ele chegou às mãos de Teerã.

Segundo a Reuters, o Pentágono afirma que o veículo autônomo sofreu uma falha mais de um dia antes enquanto realizava levantamentos nas águas da região.

Washington também sustenta que o equipamento perdido era um modelo antigo e não coletava dados sensíveis nem transportava sonar ou radar classificados.

A Anduril também confirmou a perda.

O Dive-LD não é um submarino tripulado. Trata-se de um veículo submarino autônomo de grande porte, com aproximadamente 5,8 metros de comprimento.

O equipamento pode permanecer em operação por até 10 dias e mergulhar a profundidades de até 6.000 metros, segundo as especificações da fabricante citadas pela Reuters.

O drone pode executar missões de combate a minas, mapeamento do fundo do mar, coleta de inteligência e inspeção de estruturas submarinas, como cabos e tubulações.

Há, porém, uma diferença importante entre o que está confirmado e a versão apresentada por Teerã.

O Pentágono confirma a perda do drone. A afirmação iraniana de que o equipamento foi capturado não possui confirmação independente.

A Reuters verificou que o veículo exibido pelas forças iranianas corresponde visualmente a um Dive-LD, mas não conseguiu confirmar de forma independente quando e onde ele foi recuperado.

Petróleo volta a se aproximar dos US$ 100

Os novos ataques ocorreram enquanto o preço internacional do petróleo voltava a subir.

Nesta quarta-feira, 9 de setembro, o Brent chegou a aproximadamente US$ 99,22 por barril, enquanto o WTI americano alcançou cerca de US$ 94,13, segundo dados compilados pela Reuters.

O Brent acumula alta de aproximadamente 25% desde o início de agosto.

A redução do tráfego marítimo também mostra o efeito da guerra sobre Hormuz.

Dados preliminares da Kpler citados pela Reuters registraram apenas seis navios de commodities atravessando o Estreito de Hormuz na terça-feira, contra uma média de aproximadamente 12 nos dez dias anteriores.

Os números ainda podem mudar porque algumas embarcações desligam seus transponders durante a travessia, dificultando o acompanhamento do tráfego.

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