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Sete de setembro: robô humanoide do Exército presta continência para Lula e faz Janja rir

O robô humanoide do Exército, criado pelo IME, prestou continência no 7 de Setembro. Saiba como a tecnologia de IA atua em missões de risco e antibombas.

JB Reis
Por JB Reis Atualizado em 07/09/2026 às 19:12·publicado em 07/09/2026
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Sete de setembro: robô humanoide do Exército presta continência para Lula e faz Janja rir
Robô humanoide desenvolvido pelo IME desfila sobre viatura militar e presta continência na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Foto: internet

O diferencial do desfile de 7 de Setembro deste ano ficou por conta da tecnologia aplicada pelo Exército. Veículos de imprensa afirmam que o robô humanoide que presta continência ao presidente Lula teria sido criado pelo Instituto Militar de Engenharia.

O IME é a instituição de ensino superior do Exército Brasileiro integra pesquisas militares em inteligência artificial, automação e operações em ambientes de risco.

Conquanto alardeado pela mídia, a Revista Sociedade Militar não localizou nenhuma página oficial do Exército com menção específica a esse protótipo humanoide exibido no desfile de 2026.

Apresentação das autoridades e a continência do robô humanoide

Vestido com uma farda camuflada e transportado sobre uma viatura, o robô humanoide construído pelo Exército prestou continência diante da tribuna ocupada pelos chefes dos Três Poderes.

A saudação foi dirigida ao presidente Lula, ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao presidente da Câmara, Hugo Motta, e ao presidente do STF, Edson Fachin.

O robô humanoide faz parte de um programa mais amplo de modernização tecnológica das Forças Armadas, que inclui também o desenvolvimento de outros sistemas robóticos, como robôs antibombas.

Funções operacionais e capacidade do robô humanoide

O robô desfilou em cima de uma viatura Marruá do Exército, vestido com farda camuflada, e executou a continência militar ao passar diante da tribuna.

De acordo com o jornal Correio Brasiliense, o equipamento é operado remotamente e foi projetado para atuar em ambientes de risco, com capacidade de:

  • Inspecionar, identificar, manusear e neutralizar artefatos explosivos à distância;
  • Reduzir a exposição de militares a situações de perigo em operações de engenharia e desativação de explosivos;
  • Servir como plataforma de estudos em inteligência artificial e automação aplicadas à defesa.

Embora a apresentação pública tenha enfatizado o gesto simbólico da continência, a função operacional principal do sistema está voltada para missões antibombas e atuação remota em cenários de alto risco.

Eixos do desfile de 7 de Setembro e a repercussão com Janja

O desfile de 7 de Setembro de 2026, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, teve como eixos temáticos a soberania nacional, o combate ao feminicídio e a Copa do Mundo Feminina de 2027.

Além do robô humanoide, o Exército também apresentou um robô antibombas do 2º Batalhão Ferroviário, transportado em outra viatura Marruá.

A exibição do robô humanoide teve forte apelo simbólico e midiático. A primeira-dama Janja da Silva interagiu com o equipamento, riu, aplaudiu e retribuiu a continência, em cena amplamente reproduzida pela imprensa.

Como funciona o robô antibombas do Exército Brasileiro

O robô antibombas do Exército Brasileiro é um sistema terrestre não tripulado, operado remotamente, projetado para atuar em ambientes de risco e reduzir a exposição de militares a explosivos e artefatos perigosos.

De forma geral, como explicado no site Drill and Defense, seu funcionamento segue a lógica típica de robôs EOD (Explosive Ordnance Disposal, ou desativação de explosivos):

  • O operador fica afastado da área de risco, em posição protegida, e controla o robô por meio de um painel de controle remoto com vídeo e dados.
  • O robô se desloca até o local onde há suspeita de artefato explosivo (em vias públicas, edifícios, veículos, áreas de operação etc.).
  • Por meio de câmeras (diurnas, noturnas e, em alguns sistemas, termais) e sensores, a equipe obtém imagens em tempo real do artefato e do entorno.
  • Com um braço manipulador (ou “pinça” robótica), o operador pode:
    • aproximar-se do objeto;
    • inspecioná-lo de diferentes ângulos;
    • manusear, mover ou isolar o artefato;
    • em alguns casos, aplicar cargas de destruição ou acionar procedimentos de neutralização à distância.

O objetivo central é que o primeiro contato físico com a ameaça seja feito pelo robô, não por um militar, aumentando a distância entre o especialista em explosivos e o possível estouro.

O avanço da robótica e da inteligência artificial nas Forças Armadas

A presença do robô humanoide do Exército no desfile cívico-militar de 7 de setembro 2026 evidencia:

  • A participação da estrutura acadêmica do Exército (supostamente do IME) no desenvolvimento de novas tecnologias de defesa;
  • O esforço das Forças Armadas brasileiras em incorporar inteligência artificial e robótica em suas capacidades operacionais;
  • Um movimento alinhado com tendências internacionais, como os programas de robôs humanoides militares em desenvolvimento na China e em outros países.

Como dissemos no início, a Revista Sociedade Militar não foi capaz de cravar a origem brasileira do protótipo humanoide nem se ele foi integral ou parcialmente desenvolvido pelo Instituto Militar de Engenharia do Exército.

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