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Colômbia prende com o FBI “La Patrona” e “Pau”, mexicanos apontados como elos do Cartel Jalisco com o Clan del Golfo em Barranquilla

Jefferson Silva
Por Jefferson Silva 31/10/2026 às 18:44
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Colômbia prende com o FBI “La Patrona” e “Pau”, mexicanos apontados como elos do Cartel Jalisco com o Clan del Golfo em Barranquilla
Sophia Mourra Lozano e Adolfo Paulin González entre dois policiais, em foto divulgada pela Polícia Nacional da Colômbia. Foto: Polícia Nacional da Colômbia/Divulgação, via Semana.

Segundo a Semana, quem pede a extradição dos dois é o México. A polícia diz que a dupla coordenava cocaína do Caribe via Costa Rica, e a defesa não se manifestou.

Sophia Mourra Lozano, a “La Patrona”, e Adolfo Paulin González, o “Pau”, estavam havia várias semanas em Barranquilla, no Caribe colombiano, quando foram presos pela Polícia Nacional da Colômbia numa operação com o FBI, segundo a revista Semana. Os dois são mexicanos e, de acordo com a polícia, representavam o Cartel Jalisco Nova Geração junto ao Clan del Golfo, o grupo armado colombiano que se apresenta como Exército Gaitanista da Colômbia.

A prisão foi anunciada na quarta-feira, 28 de outubro, e a data exata da captura não foi divulgada. Os dois eram procurados para extradição por associação criminosa e tráfico de drogas. Tudo o que se diz sobre o papel deles vem da polícia e do governo colombianos, e nenhuma das reportagens publicadas traz manifestação da defesa.

O pedido de extradição é do México

O FBI participou da operação por meio do escritório de Miami, mas o pedido de extradição veio do México, segundo a Semana. “Estas duas pessoas são procuradas em extradição pelas autoridades mexicanas pelos crimes de associação criminosa e tráfico de drogas”, escreveu a revista. O Infobae e o El Tiempo dizem apenas que os dois foram capturados “com fins de extradição”, sem nomear o país.

Nenhum dos três veículos informa em que processo ou tribunal mexicano estão as acusações. Os presos serão levados a Bogotá sob forte esquema de segurança e ficarão à disposição da Direção de Assuntos Internacionais da Fiscalía General de la Nación, a Promotoria-Geral da Colômbia, para os trâmites da extradição.

Uma tonelada interceptada na Lanza Roja

A operação recebeu o nome de Lanza Roja e ficou a cargo do Grupo Especial de Investigações Interagenciais (GESIN), da Direção de Investigação Criminal e Interpol (DIJIN), com a Fiscalía. Segundo a polícia, citada pelo Infobae, a ação frustrou o envio de uma tonelada de cloridrato de cocaína aos Estados Unidos, carga que a dupla teria coordenado em outubro a partir de Barranquilla.

Pela descrição policial, a droga saía de laboratórios atribuídos ao Clan del Golfo e deixava o litoral em lanchas rápidas do tipo go fast ou escondida em cargueiros de grande porte. A primeira parada era a Costa Rica, usada como centro de armazenamento antes do reenvio ao México, aos Estados Unidos e a portos da Europa. Nem a polícia nem as reportagens detalham portos, datas ou embarcações.

Nenhum registro anterior da dupla

Uma busca pelos nomes de Mourra Lozano e Paulin González na imprensa colombiana e mexicana não encontrou reportagens anteriores sobre os dois, e o El Tiempo registra que a polícia não informou antecedentes. A polícia também não citou uma operação anterior contra a dupla.

O que o coronel Elver Vicente Alfonso Sanabria, diretor da DIJIN, atribuiu à aliança entre os dois grupos foi um número: mais de 15 toneladas de cloridrato de cocaína apreendidas em águas internacionais desde 2024. Ele não disse quantas apreensões entram na conta nem se alguma delas envolve os dois presos.

O post do presidente

Quem anunciou a captura foi o presidente Abelardo de la Espriella, no cargo desde 7 de agosto, num post no X publicado em 28 de outubro no perfil @ABDELAESPRIELLA e reproduzido pela Semana e pelo Infobae. “Vamos atrás de todos os elos do narcoterrorismo internacional!”, abriu ele, em maiúsculas. Em seguida, chamou os presos de “dois cidadãos mexicanos apontados como articuladores da aliança criminosa” entre o Cartel Jalisco e o Clan del Golfo.

No mesmo texto, o presidente escreveu que não haverá “esconderijo nem trégua para quem pretende seguir ganhando dinheiro envenenando gente” e prometeu perseguir os grupos “até o último elo de suas estruturas criminosas”. O post termina com “Firme pela Pátria!” e “Viva Cristo Rei!”.

Um cartel mexicano e um grupo colombiano

O Cartel Jalisco Nova Geração nasceu no estado mexicano de Jalisco e está, desde fevereiro de 2025, na lista de organizações terroristas estrangeiras do Departamento de Estado dos Estados Unidos. O Clan del Golfo é um dos principais alvos das forças de segurança colombianas, e o antigo chefe do grupo, Dairo Antonio Úsuga, o “Otoniel”, foi extraditado para os Estados Unidos em maio de 2022.

De Barranquilla a Bogotá

A próxima parada de Sophia Mourra Lozano e Adolfo Paulin González é Bogotá, onde o pedido de extradição começa a tramitar. A polícia os aponta como o elo entre os laboratórios do Clan del Golfo e o Cartel Jalisco, e é essa acusação que os dois terão de enfrentar diante da Justiça do país que os pediu. Nem a Semana nem o Infobae informam prazo para a entrega.

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