O Pentágono avalia empregar a GBU-43/B MOAB em possíveis ataques contra instalações nucleares e energéticas iranianas. Apesar de seu enorme poder explosivo, a bomba pode não ser eficaz contra estruturas protegidas por espessas camadas de rocha.
Os Estados Unidos elaboraram planos militares que incluem a possibilidade de utilizar a GBU-43/B MOAB, conhecida como a “mãe de todas as bombas”, contra o Irã. O armamento pesa aproximadamente 9,8 toneladas e é considerado a bomba convencional mais poderosa do arsenal americano.
Segundo informações divulgadas pela CNN Internacional em 15 de outubro de 2026, os possíveis alvos incluem instalações nucleares e estruturas da infraestrutura energética iraniana. A operação dependeria de uma autorização do presidente Donald Trump.
A existência dos planos não significa que o ataque tenha sido aprovado. Autoridades americanas também demonstram dúvidas sobre a eficácia do armamento para atingir instalações nucleares subterrâneas.
Como funciona a maior bomba não nuclear dos Estados Unidos
A GBU-43/B MOAB, sigla de Massive Ordnance Air Blast, possui aproximadamente nove metros de comprimento e potência explosiva equivalente a 11 toneladas de TNT.
Guiada por GPS, a bomba foi projetada para ser lançada por aeronaves militares de transporte, como o MC-130, utilizando um sistema de extração por paraquedas.
Seu principal efeito é uma intensa onda de choque capaz de provocar destruição em uma grande área. Entretanto, diferentemente das bombas desenvolvidas para penetrar fortificações, a MOAB não foi concebida especificamente para atravessar grandes profundidades de rocha e concreto.
Essa limitação explica as dúvidas sobre sua utilização contra instalações nucleares iranianas construídas no subsolo.
Arma já foi utilizada no Afeganistão
Testada pela primeira vez em março de 2003, a MOAB estreou em combate em abril de 2017, quando os Estados Unidos a lançaram contra posições do Estado Islâmico na província de Nangarhar, no Afeganistão.
O objetivo era atingir uma rede de túneis utilizada pelo grupo extremista. Apesar dos danos provocados, aquela operação não demonstrou que a bomba conseguiria destruir instalações nucleares profundamente protegidas.
Trump mantém ataques suspensos antes das eleições americanas
Os planos militares surgem enquanto Washington mantém suspensa a retomada de ataques contra o Irã, em meio às negociações entre os dois países e à proximidade das eleições legislativas americanas de 3 de novembro.
No início de outubro, Trump declarou que não atacaria o território iraniano antes das eleições, embora tenha mantido medidas de pressão econômica e sanções contra Teerã.
Em 16 de outubro, segundo a Reuters, o presidente voltou a mencionar a possibilidade de atingir uma instalação nuclear iraniana fortificada, mas não confirmou qualquer autorização para utilizar a MOAB.
Por enquanto, a “mãe de todas as bombas” permanece como uma alternativa em estudo pelo Pentágono. O principal questionamento não é sua capacidade de provocar destruição, mas se uma explosão dessa magnitude conseguiria efetivamente neutralizar os alvos nucleares pretendidos pelos Estados Unidos.
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