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Exército leva capitães a campo no Paraná para simular ofensiva e defesa, enquanto uma subunidade blindada da Força de Prontidão executa apronto operacional

Alisson Ficher
Por Alisson Ficher 12/10/2026 às 02:33
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Exército leva capitães a campo no Paraná para simular ofensiva e defesa, enquanto uma subunidade blindada da Força de Prontidão executa apronto operacional

Atividade da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais reuniu alunos da Linha de Ensino Militar Bélico e do curso para médicos em Ponta Grossa, com planejamento tático integrado, situações simuladas de emprego de tropas, apronto de uma subunidade blindada e análise das ações realizadas.

Alunos da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (EsAO) participaram, em Ponta Grossa, no Paraná, de um exercício destinado a aplicar no terreno conhecimentos desenvolvidos durante o ano de instrução. A atividade trabalhou situações simuladas de emprego de tropas em atitudes ofensivas e defensivas.

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O Exercício no Terreno Integrador, divulgado pela EsAO, ocorreu entre 28 de setembro e 1º de outubro e reuniu alunos do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO) da Linha de Ensino Militar Bélico e do segundo turno do CAO Médicos.

A programação contou com apoio da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e de organizações militares subordinadas. O exercício teve caráter de formação e adestramento, sem descrição de combate real ou identificação de um adversário, e utilizou situações simuladas para desenvolver o planejamento tático integrado.

Planejamento reúne diferentes Funções de Combate

Uma das finalidades da atividade foi levar ao terreno o planejamento integrado das Funções de Combate. Os alunos trabalharam com problemas que envolviam o emprego de tropas em ações ofensivas e defensivas, aplicando conteúdos estudados anteriormente no processo de aperfeiçoamento.

A dinâmica exigiu que diferentes aspectos do planejamento fossem tratados de forma coordenada, em vez de permanecerem restritos às especialidades de origem dos oficiais. O apoio das organizações militares da 5ª Brigada permitiu desenvolver o exercício junto a estruturas empregadas na atividade.

O guia do Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais da Linha de Ensino Militar Bélico relaciona a formação à preparação de militares para funções de capitão aperfeiçoado e de oficial superior, inclusive em atividades de comando e Estado-Maior.

Na Linha de Ensino Militar Bélico, o aperfeiçoamento abrange oficiais de Infantaria, Cavalaria, Artilharia, Engenharia, Comunicações, Intendência e Material Bélico. A formação combina uma etapa a distância com outra presencial, na qual os conhecimentos acumulados ao longo do curso podem ser integrados em exercícios práticos.

Em Ponta Grossa, essa integração ocorreu por meio de situações concebidas para exigir planejamento diante de diferentes atitudes operacionais. O foco informado pela escola foi a aplicação dos conhecimentos no terreno, e não a avaliação pública de desempenho individual dos participantes.

Subunidade blindada faz apronto operacional

A programação também incluiu o apronto operacional de uma subunidade blindada vinculada à Força de Prontidão da 5ª Brigada de Cavalaria Blindada. A composição informada pela EsAO reuniu militares de três organizações militares envolvidas no apoio à atividade.

Participaram militares do 13º Batalhão de Infantaria Blindado, do 3º Regimento de Carros de Combate e do 5º Esquadrão de Cavalaria Mecanizado. A etapa colocou os alunos diante de uma situação em que elementos pertencentes a unidades diferentes precisavam ser considerados dentro do mesmo contexto de planejamento.

O apronto acrescentou ao exercício o contato com uma subunidade associada à estrutura de prontidão da brigada. A EsAO relacionou essa participação à aproximação dos alunos com capacidades operacionais da Força Terrestre durante a formação.

A publicação institucional, porém, não informa quantos militares integraram essa subunidade nem detalha quantidade ou modelos dos veículos empregados. Também não apresenta notas, classificações ou avaliações individuais, o que limita o relato aos objetivos, à composição divulgada e às etapas realizadas.

O exercício, portanto, não foi apresentado pela escola como teste de armamentos, avaliação de um novo sistema ou operação real. O relato oficial concentra-se no processo de formação dos oficiais, no planejamento tático e no contato com tropas empregadas em uma atividade simulada.

Análise Pós-Ação fecha o ciclo de instrução

Depois das situações de planejamento e do apronto operacional, os participantes realizaram uma Análise Pós-Ação. Nessa etapa, foram discutidos aspectos operacionais e administrativos do exercício, além de conhecimentos relacionados ao trabalho de Estado-Maior.

A análise permitiu revisar decisões e procedimentos depois da atividade no terreno, mantendo a sequência entre planejamento, execução simulada e avaliação posterior. Esse tipo de trabalho está ligado às funções para as quais os oficiais são preparados durante o aperfeiçoamento conduzido pela EsAO.

O registro divulgado pela escola não apresenta resultados individuais nem estabelece classificação entre os participantes. O último estágio documentado da atividade foi a discussão dos aspectos operacionais e administrativos e a avaliação dos conhecimentos relacionados ao trabalho de Estado-Maior, encerrando o exercício realizado em Ponta Grossa.

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