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Exército mobiliza 1.010 militares e mais de 130 viaturas em exercício com fogo real, testa obuseiros autopropulsados e rebocados, morteiros pesados e munições remotamente pilotadas desenvolvidas pela própria tropa em Santa Catarina

Alisson Ficher
Por Alisson Ficher 08/10/2026 às 14:02
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Exército mobiliza 1.010 militares e mais de 130 viaturas em exercício com fogo real, testa obuseiros autopropulsados e rebocados, morteiros pesados e munições remotamente pilotadas desenvolvidas pela própria tropa em Santa Catarina
 Exército mobiliza 1.010 militares e mais de 130 viaturas em SC, com fogo real, obuseiros, morteiros e testes de munições remotamente pilotadas. (Foto: divulgação | AD/5)

Realizada no Campo de Instrução Marechal Hermes, a jornada reuniu quatro grupos de artilharia, pelotões de morteiro pesado e meios de apoio em missões de tiro real. Sistemas desenvolvidos por militares da AD/5 também foram submetidos a testes durante o exercício.

O Exército realizou em Três Barras, Santa Catarina, a Operação Setembrino de Carvalho 2026, exercício da 5ª Divisão de Exército voltado ao adestramento da função de combate fogos. A atividade reuniu tiro real de artilharia e morteiros pesados, além da experimentação de munições remotamente pilotadas.

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A jornada ocorreu entre 27 de setembro e 2 de outubro no Campo de Instrução Marechal Hermes e mobilizou 1.010 militares e mais de 130 viaturas. Os dados foram publicados nesta quinta-feira (8) pelo PortalR3, em conteúdo creditado à Artilharia Divisionária da 5ª Divisão de Exército (AD/5).

Participaram o Comando e a Bateria de Comando da AD/5, o 5º e o 15º Grupos de Artilharia de Campanha Autopropulsados e o 26º e o 28º Grupos de Artilharia de Campanha. Pelotões de morteiro pesado de duas brigadas também integraram a atividade.

Preparação no terreno antecedeu os disparos

 Exército mobiliza 1.010 militares e mais de 130 viaturas em SC, com fogo real, obuseiros, morteiros e testes de munições remotamente pilotadas. (Foto: divulgação | AD/5)
 Exército mobiliza 1.010 militares e mais de 130 viaturas em SC, com fogo real, obuseiros, morteiros e testes de munições remotamente pilotadas. (Foto: divulgação | AD/5)

Antes do tiro real, os grupos executaram Reconhecimento, Escolha e Ocupação de Posição (REOP), procedimento empregado na preparação das áreas em que os meios de artilharia serão instalados. A programação incluiu ainda planejamento de missões de combate e organização das posições no campo de instrução.

As unidades também praticaram comando e controle, planejamento e coordenação de fogos e instalação do posto de comando da AD/5. Essas etapas colocaram em funcionamento os elementos necessários para receber informações, organizar as missões e transmitir dados às equipes responsáveis pelos disparos.

Foram empregados obuseiros autopropulsados e rebocados, morteiros pesados e viaturas blindadas e não blindadas. Comunicações, topografia, meteorologia, observação, direção de tiro e logística completaram a estrutura de apoio utilizada durante o exercício.

Uma Viatura Shelter Meteorológico Autotransportado forneceu dados meteorológicos para as atividades de artilharia. As informações obtidas por esse meio deram suporte às missões realizadas no terreno juntamente com os dados de posição, observação e direção de tiro usados pelas equipes.

O adestramento incluiu ainda tiro de morteiro pesado e a operação do posto de comando da Artilharia Divisionária no campo. A atividade reuniu, assim, diferentes fases da preparação e da execução dos fogos, em vez de se restringir ao disparo das peças.

A publicação informa o emprego de grande volume de munições, mas não apresenta a quantidade total de disparos efetuados em 2026 nem detalha o consumo por tipo de obuseiro ou morteiro. O balanço disponível concentra os números de pessoal e viaturas mobilizados.

Militares da AD/5 desenvolveram sistemas testados no exercício

 Exército mobiliza 1.010 militares e mais de 130 viaturas em SC, com fogo real, obuseiros, morteiros e testes de munições remotamente pilotadas. (Foto: divulgação | AD/5)
 Exército mobiliza 1.010 militares e mais de 130 viaturas em SC, com fogo real, obuseiros, morteiros e testes de munições remotamente pilotadas. (Foto: divulgação | AD/5)

Outra frente da operação foi a experimentação de materiais apresentados por empresas da Base Industrial de Defesa. Entre os equipamentos avaliados estavam sistemas de munições remotamente pilotadas desenvolvidos por militares da própria AD/5.

A publicação descreve esses sistemas como “Drone Kamikaze” e informa que são destinados a atingir alvos com precisão a distância. O material disponível confirma a realização dos testes durante a jornada, mas não informa modelo, quantidade produzida, aquisição pelo Exército ou incorporação ao serviço operacional.

Por isso, a informação sustentada pelo balanço da operação é a experimentação dos sistemas no campo de instrução. Não há no material divulgado elementos que permitam apresentar o equipamento como armamento já incorporado às unidades ou empregado fora da atividade de testes.

A participação de empresas da Base Industrial de Defesa ocorreu dentro dessa etapa de experimentação. O material divulgado não detalha quais produtos de cada empresa foram avaliados nem informa eventuais resultados de processos posteriores de seleção ou aquisição.

Edição de 2026 teve foco tecnológico diferente de 2024

A edição atual apresenta uma diferença em relação à Operação Setembrino de Carvalho realizada dois anos antes. Uma reportagem publicada em 2024 registrou mais de 800 militares e 150 viaturas, além do uso de Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (SARP) para observação avançada da artilharia.

 Exército mobiliza 1.010 militares e mais de 130 viaturas em SC, com fogo real, obuseiros, morteiros e testes de munições remotamente pilotadas. (Foto: divulgação | AD/5)
 Exército mobiliza 1.010 militares e mais de 130 viaturas em SC, com fogo real, obuseiros, morteiros e testes de munições remotamente pilotadas. (Foto: divulgação | AD/5)

Naquela edição, o meio remotamente pilotado citado tinha função de observação em apoio aos fogos. Em 2026, o sistema destacado na divulgação tem finalidade diferente: trata-se de uma munição remotamente pilotada destinada a atingir o alvo, ainda apresentada no contexto de experimentação.

O exercício de 2024 também registrou 256 disparos nos calibres 105, 120 e 155 mm. Como a divulgação de 2026 não apresenta um total correspondente, os dados disponíveis não permitem comparar diretamente a quantidade de disparos executados nas duas edições.

Os pelotões de morteiro pesado presentes neste ano pertencem à 5ª Brigada de Cavalaria Blindada e à 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada. Eles atuaram ao lado dos quatro grupos de artilharia e dos demais meios mobilizados para as missões conduzidas no Campo de Instrução Marechal Hermes.

A Operação Setembrino de Carvalho 2026 também recebeu a denominação de Jornada de Tiro da 5ª Divisão de Exército. Apesar do emprego de munição real e da experimentação de sistemas destinados ao ataque, a atividade foi realizada como exercício de adestramento, e não como operação de combate.

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