A Força Aérea Real da Tailândia planeja reorganizar sua estrutura ao longo dos próximos dez anos, concentrando as principais operações de combate em três alas e ampliando o emprego de aeronaves não tripuladas. O plano também prevê investimentos em novos aviões de combate, munições guiadas, armamentos de longo alcance e sistemas integrados de defesa aérea.
As mudanças foram apresentadas pelo comando da força aérea e divulgadas pelo jornal tailandês The Nation em 12 de outubro de 2026. Entre os projetos mencionados está a incorporação do sistema de defesa antiaérea Barak MX, cuja primeira fase de entrega é esperada para 2029.
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Três alas devem concentrar as principais operações de combate
O planejamento prevê concentrar as principais missões de combate nas alas 1, 4 e 7. Outras unidades deverão assumir funções especializadas, incluindo atividades relacionadas a aeronaves não tripuladas.
A reorganização pretende tornar a estrutura operacional mais concentrada, com prioridade para a qualidade das capacidades militares em vez da ampliação indiscriminada do número de plataformas.
O plano inclui a aquisição de novas aeronaves de combate e ataque, além de veículos aéreos não tripulados de combate, conhecidos pela sigla UCAV. Também estão previstos investimentos em munições guiadas de precisão e armamentos de longo alcance, que permitem atacar alvos a distâncias maiores sem exigir que a aeronave lançadora se aproxime diretamente da área defendida.
O cronograma de modernização está distribuído ao longo de uma década, indicando que as mudanças dependem de planejamento, aquisições e implementação progressiva.
Sistema Barak MX integra plano de defesa aérea
Outro componente importante é a modernização da defesa antiaérea. Segundo o The Nation, a Tailândia pretende ampliar as capacidades de comando e controle e integrar a proteção de suas bases aéreas a uma arquitetura de defesa mais abrangente.
Nesse contexto, está prevista a aquisição do Barak MX, sistema de defesa aérea e antimíssil desenvolvido pela Israel Aerospace Industries, conhecida como IAI.
O sistema foi concebido para enfrentar diferentes tipos de ameaças aéreas, com interceptadores e configurações adaptáveis às necessidades de cada operador. Sua arquitetura permite integrar sensores, centros de comando e diferentes componentes de interceptação.
A primeira fase de entrega à Tailândia está prevista para 2029, segundo a reportagem publicada pelo jornal tailandês. O cronograma indica que a capacidade não será incorporada imediatamente e dependerá da execução do programa de aquisição.
O Barak MX deverá fazer parte de um conjunto mais amplo de medidas destinadas a reforçar a proteção das instalações militares e a coordenação da defesa aérea.
Drones e armamentos de precisão ganham espaço
A ampliação do emprego de aeronaves não tripuladas é outro eixo do planejamento tailandês. Os drones podem desempenhar missões de reconhecimento, vigilância e apoio às operações, enquanto os modelos de combate podem transportar armamentos e participar diretamente de missões de ataque.
A incorporação dessas plataformas exige, entretanto, sistemas de comando, comunicações e treinamento capazes de integrar os equipamentos às operações existentes.
O planejamento também contempla munições guiadas e armamentos de longo alcance. Essas capacidades permitem ampliar as opções de emprego da força aérea e reduzir a dependência de ataques que exigem aproximação direta dos alvos.
A combinação de aeronaves tripuladas, plataformas não tripuladas e armamentos de precisão reflete uma tendência de modernização observada em diversas forças aéreas, que buscam melhorar a coordenação entre sensores, centros de comando e sistemas de ataque.
Modernização depende de aquisições e integração operacional
A reorganização anunciada representa um plano de longo prazo, e não a confirmação de que todas as capacidades previstas já estejam disponíveis. A execução dependerá dos contratos de aquisição, dos cronogramas de entrega, da preparação das unidades e da integração dos novos sistemas à estrutura operacional.
A previsão de entrega do Barak MX em 2029 constitui um dos marcos divulgados até o momento. Os demais projetos deverão avançar conforme as decisões de aquisição e a implementação do planejamento da força aérea.
Com a concentração das principais operações de combate em três alas, o investimento em drones e a modernização da defesa antiaérea, a Tailândia pretende reorganizar suas capacidades militares e ampliar a coordenação entre diferentes componentes de sua estrutura aérea.