A trajetória das irmãs gêmeas na Marinha começou em 2011, após a formação técnica em Contabilidade. Filhas de um suboficial, Bianca e Bruna Guido enfrentaram a distância antes do reencontro no Rio Grande do Sul.
Bianca e Bruna Guido ingressaram juntas na Marinha em 2011, mas receberam destinos diferentes na primeira distribuição profissional: Bianca ficou no Rio de Janeiro, enquanto Bruna seguiu para Santa Catarina. A carreira colocou as irmãs gêmeas na Marinha diante da primeira separação de suas vidas.
Anos depois, as duas voltaram a compartilhar o ambiente de trabalho. Em perfil publicado em outubro de 2024, a Agência Marinha de Notícias, canal jornalístico da Força, apresentou ambas como segundos-sargentos servindo no Comando do 5º Distrito Naval, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul.
Primeiros destinos separaram as irmãs entre Rio de Janeiro e Santa Catarina
Após o ingresso no Centro de Instrução Almirante Alexandrino, no Rio de Janeiro, vieram as primeiras designações. Bianca foi para o Colégio Naval, enquanto Bruna passou a servir na Escola de Aprendizes-Marinheiros de Santa Catarina.
A aprovação compartilhada deu lugar à adaptação em estados diferentes. As conversas diárias pelo Skype ajudavam a manter o contato. Ao recordar aquele período, Bianca contou: “Fiquei perdida por um tempo e chorava todos os dias”.
O exemplo do pai levou à preparação para o concurso
A escolha profissional tinha uma referência dentro de casa: o pai, suboficial Edson Corrêa Guido. A convivência com sua carreira despertou nas filhas o interesse pela vida militar.
Quando terminavam o ensino médio, as duas perguntaram se a formação técnica em Contabilidade permitiria entrar na instituição. O pai pesquisou e identificou o concurso para o Corpo Auxiliar de Praças.
Segundo a Agência Marinha de Notícias, elas estudaram em casa e passaram na primeira tentativa. Concluíram o curso técnico em 2010 e ingressaram na Força no ano seguinte.
Irmãs gêmeas na Marinha voltaram a trabalhar próximas em Rio Grande
O reencontro profissional ganhou espaço na rotina descrita pelo perfil de 2024. No Comando do 5º Distrito Naval, ambas trabalhavam na área financeira, em setores diferentes.

A proximidade permitia encontros no almoço, nas pausas para o café e durante o Treinamento Físico Militar. Depois de precisarem recorrer às chamadas pela internet, passaram a encontrar momentos de convivência dentro do próprio comando.
Mudanças para o Sul também aproximaram a família
A chegada ao Rio Grande do Sul ocorreu em etapas. Os pais se mudaram em 2010, Bruna em 2017 e Bianca em 2021. A mudança da última irmã permitiu retomar a convivência familiar após anos em locais distintos.
Aniversários e almoços de domingo voltaram a fazer parte dessa proximidade. O reencontro ultrapassou o serviço: alcançou também os encontros familiares que a distância havia dificultado.
A trajetória começou com uma escolha compartilhada e exigiu que cada irmã construísse sua experiência em um destino diferente. No retrato publicado em 2024, os caminhos haviam voltado a se encontrar no mesmo comando.
Para Bianca e Bruna, servir próximas também devolveu espaço à convivência cotidiana. A carreira inspirada pelo pai passou a fazer parte de uma rotina novamente compartilhada pela família.
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Para quem vive a rotina militar, o que mais ajuda a preservar os vínculos familiares durante anos de serviço em cidades diferentes? Conte sua experiência nos comentários.
Isso já aconteceu a 50 anos atrás com dois irmãos que inclusive cursaram a mesma especialização a de Comunicação Interiores (CI). Um deles foi a oficial auxiliar.