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Irmãs gêmeas na Marinha passaram juntas no concurso, seguiram para estados diferentes e anos depois voltaram a servir no mesmo comando

Thaís Souza
Por Thaís Souza 15/10/2026 às 16:43
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Irmãs gêmeas na Marinha passaram juntas no concurso, seguiram para estados diferentes e anos depois voltaram a servir no mesmo comando
Bianca e Bruna Guido ingressaram juntas na Marinha em 2011 (Imagem: Agência da Marinha / Arquivo Pessoal)

A trajetória das irmãs gêmeas na Marinha começou em 2011, após a formação técnica em Contabilidade. Filhas de um suboficial, Bianca e Bruna Guido enfrentaram a distância antes do reencontro no Rio Grande do Sul.

Bianca e Bruna Guido ingressaram juntas na Marinha em 2011, mas receberam destinos diferentes na primeira distribuição profissional: Bianca ficou no Rio de Janeiro, enquanto Bruna seguiu para Santa Catarina. A carreira colocou as irmãs gêmeas na Marinha diante da primeira separação de suas vidas.

Anos depois, as duas voltaram a compartilhar o ambiente de trabalho. Em perfil publicado em outubro de 2024, a Agência Marinha de Notícias, canal jornalístico da Força, apresentou ambas como segundos-sargentos servindo no Comando do 5º Distrito Naval, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

Primeiros destinos separaram as irmãs entre Rio de Janeiro e Santa Catarina

Após o ingresso no Centro de Instrução Almirante Alexandrino, no Rio de Janeiro, vieram as primeiras designações. Bianca foi para o Colégio Naval, enquanto Bruna passou a servir na Escola de Aprendizes-Marinheiros de Santa Catarina.

A aprovação compartilhada deu lugar à adaptação em estados diferentes. As conversas diárias pelo Skype ajudavam a manter o contato. Ao recordar aquele período, Bianca contou: “Fiquei perdida por um tempo e chorava todos os dias”.

O exemplo do pai levou à preparação para o concurso

A escolha profissional tinha uma referência dentro de casa: o pai, suboficial Edson Corrêa Guido. A convivência com sua carreira despertou nas filhas o interesse pela vida militar.

Quando terminavam o ensino médio, as duas perguntaram se a formação técnica em Contabilidade permitiria entrar na instituição. O pai pesquisou e identificou o concurso para o Corpo Auxiliar de Praças.

Segundo a Agência Marinha de Notícias, elas estudaram em casa e passaram na primeira tentativa. Concluíram o curso técnico em 2010 e ingressaram na Força no ano seguinte.

Irmãs gêmeas na Marinha voltaram a trabalhar próximas em Rio Grande

O reencontro profissional ganhou espaço na rotina descrita pelo perfil de 2024. No Comando do 5º Distrito Naval, ambas trabalhavam na área financeira, em setores diferentes.

Primeiros destinos separaram as irmãs entre Rio de Janeiro e Santa Catarina
Imagem: Reprodução/ Arquivo Pessoal

A proximidade permitia encontros no almoço, nas pausas para o café e durante o Treinamento Físico Militar. Depois de precisarem recorrer às chamadas pela internet, passaram a encontrar momentos de convivência dentro do próprio comando.

Mudanças para o Sul também aproximaram a família

A chegada ao Rio Grande do Sul ocorreu em etapas. Os pais se mudaram em 2010, Bruna em 2017 e Bianca em 2021. A mudança da última irmã permitiu retomar a convivência familiar após anos em locais distintos.

Aniversários e almoços de domingo voltaram a fazer parte dessa proximidade. O reencontro ultrapassou o serviço: alcançou também os encontros familiares que a distância havia dificultado.

A trajetória começou com uma escolha compartilhada e exigiu que cada irmã construísse sua experiência em um destino diferente. No retrato publicado em 2024, os caminhos haviam voltado a se encontrar no mesmo comando.

Para Bianca e Bruna, servir próximas também devolveu espaço à convivência cotidiana. A carreira inspirada pelo pai passou a fazer parte de uma rotina novamente compartilhada pela família.

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1 Comentário
Dario Mendonça
Dario Mendonça
15/10/2026 17:14

Isso já aconteceu a 50 anos atrás com dois irmãos que inclusive cursaram a mesma especialização a de Comunicação Interiores (CI). Um deles foi a oficial auxiliar.