A parcial da apuração das Eleições 2026 aponta, até o momento, apenas dois candidatos militares eleitos para a Câmara dos Deputados: o General Pazuello (PL), no Rio de Janeiro, e o General Girão (PL), no Rio Grande do Norte. Com 90% das urnas apuradas no país e 84% no Rio de Janeiro, os demais nomes ligados às Forças Armadas que disputam vagas no Senado, na Câmara, nas Assembleias Legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal ainda não têm a eleição garantida nos dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Todos os números abaixo são parciais e podem mudar conforme a contagem avança.
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Parcial no RN: Girão passa de 117 mil votos
O General Girão tem o melhor desempenho entre os militares na disputa pela Câmara. O deputado federal do PL potiguar acumula 117.067 votos, o que representa 6,90% dos votos válidos apurados até agora no Rio Grande do Norte.
Além de liderar em número absoluto de votos entre os candidatos militares a deputado federal, Girão tem um percentual mais de quatro vezes superior ao de Pazuello, reflexo do eleitorado menor do Rio Grande do Norte em comparação ao do Rio de Janeiro.
Parcial no RJ: Pazuello chega a quase 108 mil votos
O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello soma 107.976 votos na parcial, o equivalente a 1,63% dos votos válidos apurados para deputado federal no Rio de Janeiro. Eleito pela primeira vez em 2022, o general da reserva do Exército lidera com folga entre os candidatos militares do estado.
No mesmo pleito fluminense, a deputada Alana Passos (PL) aparece com 18.002 votos (0,27%), ainda sem garantia de vaga. Os demais candidatos do grupo no RJ têm votações mais baixas até agora:

Wagner Coelho (DC): 3.120 votos (0,05%)
Marcos Almeida (União): 2.245 votos (0,03%)
Serafim (Avante): 1.755 votos (0,03%)
Sub Antônio Andrade (PT): 1.290 votos (0,02%)
Alex Sabino (Novo): 419 votos (0,01%)
Bispo Paulo Santos (Democrata): 182 votos (0,01%)
Na parcial para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Marcelo Sub do Judô (Novo) registra 991 votos (0,01%) na parcial e Marcus Naval (AGIR), está com 3005 votos.
Senado em Roraima: Hélio Lopes tem 13,07%
Na disputa pelo Senado, Hélio Fernando Barbosa Lopes (PL) soma 78.251 votos em Roraima, o equivalente a 13,07% dos votos válidos apurados no estado. O candidato militar está em quinto lugar na disputa e se assim permanecer não consegue uma das vagas.
Major Emmanuel tem 1,30% em Roraima
Também em Roraima, o Major Emmanuel (PL) soma 4.075 votos para deputado federal, com 1,30% dos válidos. O militar estatisticamente está fora do número de vagas para a Câmara.
No Distrito Federal, Salve Jorge (Podemos) registra 4.587 votos (0,28%) para a Câmara dos Deputados. Em Minas Gerais, Coronel Evandro (PL) tem 1.708 votos (0,02%). No Paraná, Subtenente Everton (Solidariedade) aparece com 666 votos (0,01%).
Sargento Prates lidera entre os candidatos a deputado estadual
Na disputa pelas Assembleias Legislativas, o Sargento Prates (PL) tem a maior votação parcial do grupo, com 8.544 votos (0,61%) em Mato Grosso do Sul. Mas, não tem ainda votos suficientes para ficar com uma das 24 vagas disponíveis no estado.
Em Sergipe, Peter Costa (PL) soma 640 votos (0,05%). Na Câmara Legislativa do Distrito Federal, a Sgt Roksinaidy (Mobiliza) registra 2.021 votos (0,12%) para deputado distrital, os dois estão tecnicamente sem chance de ficar entre os eleitos.
PL concentra a maioria dos candidatos militares
Dos 18 candidatos acompanhados nesta parcial, nove disputam pelo PL, incluindo os dois únicos eleitos até agora e o candidato ao Senado em Roraima. Os outros nomes estão distribuídos entre DC, União Brasil, Avante, PT, Novo, Democrata, Solidariedade, Podemos e Mobiliza, o que mostra que a presença militar nas urnas não se limita a uma única legenda.
Quadro ainda pode mudar até o fim da apuração
Nas eleições proporcionais, a definição de uma vaga não depende só da votação individual. O cálculo leva em conta o quociente eleitoral e a votação total de cada partido ou federação, o que pode beneficiar candidatos com menos votos em legendas mais fortes.
Por isso, nomes como Alana Passos, no Rio de Janeiro, e Sargento Prates, em Mato Grosso do Sul, ainda dependem do fechamento da apuração e da distribuição das sobras para saber se terão assento no Legislativo. Já no Senado, a disputa é majoritária e a vaga vai para os mais votados. A Revista Sociedade Militar segue acompanhando a parcial e atualiza o quadro assim que o TSE concluir a contagem.