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Piloto brasileiro cumpriu 58 missões, foi abatido na Itália e levado a campos de prisioneiros na Alemanha antes de voltar à carreira militar

Thaís Souza
Por Thaís Souza 08/10/2026 às 15:03
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Piloto brasileiro cumpriu 58 missões, foi abatido na Itália e levado a campos de prisioneiros na Alemanha antes de voltar à carreira militar
O piloto brasileiro Othon Correia Netto foi abatido pela artilharia antiaérea alemã durante a campanha da Itália (Foto: Biblioteca do Exército)

Othon Correia Netto voou no Primeiro Grupo de Aviação de Caça durante a Segunda Guerra Mundial. O piloto brasileiro sobreviveu ao cativeiro e continuou na Aeronáutica até deixar o serviço ativo em 1966.

O piloto brasileiro Othon Correia Netto foi abatido pela artilharia antiaérea alemã durante a campanha da Itália, depois de realizar 58 missões de combate. Capturado, foi levado a dois campos de prisioneiros no interior da Alemanha e recuperou a liberdade ao final da Segunda Guerra Mundial.

A trajetória está registrada em uma homenagem no Senado Federal, feita pelo então senador Renan Calheiros em 24 de abril de 2008. O pronunciamento recorda tanto sua participação nos combates quanto a carreira que manteve depois de sobreviver ao aprisionamento.

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Da queda do avião ao cativeiro na Alemanha

Othon participava das operações aéreas brasileiras em território italiano quando seu avião foi atingido. O ataque partiu da artilharia antiaérea, empregada pelas forças alemãs para combater aeronaves.

A queda mudou sua condição na guerra: o militar que até então voava em missões de combate passou a ser prisioneiro das forças inimigas. Segundo o relato preservado pelo Senado Federal, ele foi transferido para dois campos na Alemanha, onde permaneceu até a libertação, no encerramento do conflito.

Piloto brasileiro realizou 58 missões com o P-47

Antes da captura, Othon havia se apresentado como voluntário para integrar o Primeiro Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (FAB). Sua atuação ocorreu na campanha da Itália, a bordo de um P-47.

As 58 missões registradas em sua trajetória correspondem à participação individual do aviador. Esse percurso foi interrompido pelo abatimento e pelo cativeiro, enquanto a guerra ainda prosseguia na Europa.

Retorno à Aeronáutica levou a funções de comando

A libertação permitiu que Othon retomasse a vida militar. Depois da guerra, ele prosseguiu na Aeronáutica e assumiu funções de comando e Estado-Maior, ligadas à direção, ao planejamento e ao assessoramento das atividades da Força.

Othon Correia Netto voou no Primeiro Grupo de Aviação de Caça durante a Segunda Guerra Mundial
Piloto brasileiro, Othon Correia Netto, realizou 58 missões com o P-47 (Reprodução/ Facebook)

Sua permanência no serviço ativo se estendeu até 1966. Assim, a experiência de combate e aprisionamento foi seguida por uma carreira que continuou por mais de duas décadas após o fim da guerra.

Homenagem no Senado preservou a trajetória do aviador

O pronunciamento de 2008 ocorreu após a morte de Othon, em 17 de abril daquele ano, aos 87 anos. Na homenagem, Renan Calheiros apresentou o major-brigadeiro como um alagoano cuja vida atravessou acontecimentos centrais do século XX.

O registro parlamentar preserva o nome do aviador e os principais marcos de seu percurso: as operações na Itália, a captura, a passagem pelo cativeiro e a continuidade na FAB.

A história de Othon acompanha um militar brasileiro em duas condições distintas durante o conflito: piloto de combate e prisioneiro de guerra.

Seu retorno também teve um desdobramento profissional duradouro, com a retomada de responsabilidades na Aeronáutica até a saída do serviço ativo.

Como escolas e museus militares podem apresentar as experiências de cativeiro dos brasileiros que participaram da Segunda Guerra Mundial? Compartilhe sua ideia nos comentários.

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