A nova etapa da Operação Nova Aliança mobiliza a Polícia Federal brasileira, a agência antidrogas paraguaia e instituições de apoio para atingir plantações clandestinas e estruturas utilizadas por organizações criminosas na produção e no armazenamento de drogas.
Brasil e Paraguai iniciaram, na segunda-feira, 2 de novembro de 2026, a 59ª fase da Operação Nova Aliança, uma ação conjunta de combate ao narcotráfico que emprega operações aéreas e terrestres em áreas de fronteira. A mobilização tem encerramento previsto para 13 de novembro e concentra esforços na destruição de cultivos ilegais de cannabis e de instalações utilizadas na produção de drogas.
A ofensiva é conduzida pela Polícia Federal (PF) brasileira e pela Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (SENAD), com apoio de outras instituições paraguaias. O objetivo é atingir os locais onde a droga é produzida e armazenada, antes que seja encaminhada às redes de distribuição.
O novo ciclo de operações foi anunciado pela Polícia Federal, órgão brasileiro responsável pela investigação de crimes federais e pela cooperação policial internacional, em comunicado publicado em 2 de novembro. A mobilização amplia uma parceria entre os dois países iniciada em 2012.
Operação Nova Aliança terá ações aéreas e terrestres para destruir plantações clandestinas
As equipes atuarão em regiões de fronteira identificadas pela presença de cultivos ilegais de cannabis e pela atividade de organizações criminosas transnacionais. O planejamento prevê incursões por terra e operações aéreas para localizar áreas utilizadas na produção de maconha.
As ações incluem a erradicação das plantações, a destruição de cultivos ilegais e a desarticulação de instalações destinadas à produção e ao armazenamento de drogas.
Essa estratégia permite combater diferentes partes da estrutura clandestina. As plantações representam a origem da matéria-prima, enquanto os locais de processamento e armazenamento sustentam as etapas seguintes da atividade criminosa.
A destruição dessas instalações busca comprometer a capacidade de produção e abastecimento das organizações envolvidas no tráfico internacional.
A nova fase mantém, portanto, o foco em intervenções nas áreas produtoras, complementando o enfrentamento ao transporte e à circulação de drogas nas regiões de fronteira.
Polícia Federal terá apoio de força-tarefa e Ministério Público do Paraguai
A operação envolve a cooperação entre instituições brasileiras e paraguaias, com responsabilidades distribuídas entre os órgãos participantes.
Além da Polícia Federal e da SENAD, a Força-Tarefa Conjunta e o Ministério Público do Paraguai prestam apoio às atividades programadas até 13 de novembro.
A SENAD é a instituição paraguaia especializada no enfrentamento ao narcotráfico. Sua participação permite desenvolver as ações de erradicação em cooperação com a Polícia Federal brasileira, que atua no combate aos crimes transnacionais.
O envolvimento do Ministério Público paraguaio acrescenta a participação da instituição responsável pela persecução penal naquele país, enquanto a Força-Tarefa Conjunta integra a estrutura de apoio à mobilização.
A atuação coordenada é um dos elementos centrais da Nova Aliança. O cultivo clandestino ocorre em território sujeito à jurisdição paraguaia, enquanto o enfrentamento às organizações criminosas exige cooperação internacional.
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Fase anterior terminou com 149 acampamentos destruídos e 93 hectares de plantações erradicados
A abertura da 59ª fase ocorre poucos dias depois do encerramento de outra operação de grande porte na fronteira.
Entre 12 e 23 de outubro de 2026, a Polícia Federal e a SENAD executaram a 58ª etapa da Nova Aliança na região de Amambay, no Paraguai, próxima ao estado brasileiro de Mato Grosso do Sul.
Segundo o balanço oficial divulgado pela Polícia Federal em 23 de outubro, as equipes erradicaram 93 hectares de plantações de maconha, destruíram 149 acampamentos clandestinos e eliminaram 143.850 quilos da droga pronta para consumo.
Considerando a quantidade efetivamente destruída e a estimativa de produção das plantações eliminadas, o impacto total calculado pelas autoridades chegou a aproximadamente 423 toneladas de maconha.

O resultado demonstra a dimensão das estruturas encontradas durante as intervenções. Os acampamentos clandestinos integravam a infraestrutura utilizada na atividade ilegal, enquanto as plantações representavam a capacidade de abastecimento das redes criminosas.
A etapa encerrada em outubro oferece um antecedente concreto para a nova mobilização. Os resultados da 59ª fase dependerão das áreas identificadas e das intervenções realizadas até o término do cronograma.
Brasil e Paraguai mantêm cooperação contra o narcotráfico desde 2012
A Operação Nova Aliança integra uma estratégia de cooperação bilateral desenvolvida há 14 anos pelas instituições de segurança do Brasil e do Paraguai.
Desde 2012, as ações conjuntas procuram atingir a produção de drogas em regiões onde atuam organizações criminosas com atividades que ultrapassam as fronteiras nacionais.
O modelo prioriza a identificação de cultivos ilegais e a destruição da infraestrutura associada à produção. Dessa maneira, as equipes procuram interromper o abastecimento antes da etapa de transporte e comercialização.
A sequência de operações também permite que os dois países mantenham a cooperação em diferentes períodos do ano, com novas incursões em áreas identificadas pelas instituições responsáveis.
Na avaliação da Polícia Federal, a continuidade dessas ações contribui para reduzir a oferta de drogas ilícitas e enfraquecer a atuação das organizações criminosas transnacionais.
A participação conjunta das autoridades brasileiras e paraguaias está relacionada à própria natureza do narcotráfico na região. As atividades de produção, circulação e distribuição podem envolver diferentes territórios, exigindo articulação entre órgãos de segurança dos países afetados.
Recuperação de áreas degradadas também integra a operação contra o tráfico
A 59ª fase da Nova Aliança contempla ainda medidas de recuperação ambiental nas regiões afetadas pelas plantações clandestinas.
O cultivo ilegal de cannabis pode provocar alterações no uso do solo e degradação das áreas ocupadas. Por essa razão, a operação prevê a recuperação dos terrenos atingidos pela atividade ilícita, sob responsabilidade dos órgãos paraguaios competentes.
Essa frente de trabalho acompanha as medidas de repressão ao narcotráfico e está inserida na cooperação desenvolvida entre as instituições dos dois países.
O planejamento anunciado para novembro mantém a erradicação de plantações como uma das principais atividades, ao lado da identificação e destruição de instalações utilizadas pelas organizações criminosas.
Com o encerramento previsto para 13 de novembro de 2026, a nova fase da Operação Nova Aliança prossegue com intervenções aéreas e terrestres voltadas à produção clandestina de drogas na região de fronteira.
A mobilização dá continuidade ao trabalho realizado em outubro e mantém Brasil e Paraguai atuando conjuntamente contra as estruturas de abastecimento do narcotráfico.
Na sua avaliação, o combate ao tráfico na fronteira deve priorizar a destruição das plantações e dos centros de produção ou ampliar a fiscalização das rotas de transporte? Compartilhe sua opinião nos comentários.