Intervenção militar. Alguns dedicam sua vida a lutar por isso. Outros, mesmo se opondo ao governo atual, lutam contra. O que aconteceria com o Brasil se as Forças Armadas resolvessem intervir?

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*Nota: Recebemos solicitações para que esse artigo, publicado ha alguns meses, fosse atualizado e republicado. O texto é de 2014 e foi repaginado no final de 2015. Se você vai às ruas, ou apóia quem vai, saiba o que está pedindo. Esse espaço é frequentado por pessoas inteligentes e amantes da democracia, cremos que compreenderão perfeitamente as colocações feitas, bem como as implicações advindas da sua decisão. Afinal, em um espaço democrático todas as faces do problema podem, e devem ser abordadas. Todas as opiniões devem ser levadas em consideração e respeitadas.


Nos últimos meses o debate entre direita e esquerda alcançou proporções jamais vistas no país. Aqueles que se dizem de esquerda foram deixados a vontade, impuseram sua filosofia de vida, criaram sistemas para autoproteção etc. Mas, esse grupo não se deu por satisfeito e, por métodos ilícitos, buscou se eternizar no poder, buscou reescrever a história de nosso passado e, pior, acabava com as perspectivas de futuro do Brasil.

Isso fez com que a parte da sociedade que permanecia calada, interessada em estudar, trabalhar e cuidar da família, desinteressada de tomar parte em movimentos políticos, fosse forçada a sair de dentro de suas casas para lutar por seus direitos, por sua liberdade e pelo futuro de seus descendentes. Para surpresa de muitos, esse grupo foi chamado de “de direita”, ou “conservadores”. Para eles não importa muito o nome, o que importa é resgatar o futuro do Brasil.

Logo se percebeu que esse grupo compõe uma parcela significativa da sociedade brasileira. Essa gente está agora cada vez mais disposta a expor sua opinião e até ir para a rua se manifestar publicamente contra posicionamentos que considera prejudiciais ao país.

A evidente polarização da sociedade foi criada pela própria esquerda, que insiste em conduzir o governo com base em ideologias fracassadas ha décadas. Para isso, entre outras ações, endossa os desejos absurdos das “minorias” que o apoia, dá cargos comissionados para militantes políticos, paga subsídios para uma enorme parcela da sociedade, usa estatais para alimentar financeiramente suas organizações e reescreve a história recente do Brasil, tentando justificar ações ilícitas dos principais membros do atual governo, transformando-os em heróis.

Ora, o país não é formado somente de pessoas que se manipula por meio de assistencialismo, muitos tem percebido claramente a vil intenção de mudar a história, negando as atrocidades cometidas pelo grupo que desejava impor o comunismo ao Brasil, e responsabilizando unicamente a direita, os militares e até o governo de FHC, que terminou já fazem 12 anos, por tudo de ruim que existe no país. 


 Querem transformar heróis em vilões e vice-versa.


 

No dia 22 de março de 2014 milhares de pessoas insatisfeitas com o governo foram às ruas em algumas capitais, em memória da Marcha da Família com Deus, que antecedeu a intervenção militar de 31 de março de 1964. Que impediu que o país fosse lançado num período de atrocidades e massacres, que ocorreram em todos os países comunistas. Esse agrupamento foi uma das primeiras mobilizações físicas da grande reação popular contra a esquerda que já ocorria no meio virtual ha vários meses.

As manifestações obtiveram pouca cobertura da mídia, como já era previsto. Contudo, a mobilização na internet, que precedeu o ato, cresceu abruptamente, a ponto de alguns grupos e comunidades no facebook contarem hoje com mais de 900 mil membros.

Os mobilizações dai por diante ocorreram diversas vezes nos meses subsequentes. O movimento hoje, com um viés diferente, está bem melhor organizado e em um processo acelerado de crescimento, que já assusta bastante a esquerda nacional.

O movimento de oposição se mantem diuturnamente aceso nas redes sociais e já contribuiu para que Dilma quase não fosse re-eleita. Grupos como Revoltados Online e Pesadelo Dos Políticos alcançaram um número gigantesco de membros nas comunidades no Facebook.

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Um RESET no BRASIL!

Nota-se que finalmente a sociedade esclarecida está se mobilizando. O movimento é benéfico, virtuoso, e tem possibilidade de dizer para o mundo que a democracia brasileira tem sido um fracasso.

Em meio ao movimento em crescimento ainda há uma quantidade razoável de pessoas que prefere um tipo de “RESET” no Brasil, um começar de novo. Estes desejam que algum dos Poderes, conforme prescreve a CF1988, convoque as Forças Armadas pra intervir, fechando o Congresso Nacional e afastando a Presidente atual. Esse grupo diuturnamente povoa páginas de assuntos militares e segurança pública e as redes sociais das Forças Armadas, postando mensagens de incentivo ao que chamam de “intervenção militar constitucional

Como seria essa “intervenção”, seria realizada legalmente, baseada em provas palpáveis e acusações formais contra membros do governo, como a Presidente e o Vice-presidente?

Os militares conseguiriam intervir sem disparar um único tiro, ou o sangue de nossos compatriotas – de esquerda, de direita ou sem posicionamento político, mas cooptados por um dos lados – seria derramado em nossa própria terra?

Ao final do movimento os militares seriam preservados ou novamente acabariam como os vilões da história?

Sabe-se que as coisas chegaram ao nível em que estão, de uma forma gradual, com a colaboração da própria passividade do povo brasileiro. Alguns dizem que os militares foram responsáveis pela própria sociedade perder o costume de ir ás ruas se manifestar. A verdade é que ao longo das últimas duas décadas permanecemos quietos em nossas casas, gozando de nosso conforto e assistindo do sofá a destruição de fundamentos como patriotismo, família, honestidade e honra. A sociedade esclarecida cuidou muito bem de sua própria vida e, enquanto seus interesses não eram atingidos diretamente, permaneceu quieta.

Se houvéssemos nos mobilizado para que o Brasil não fosse dominado pelas mesmas pessoas que tentaram destruí-lo no passado recente, não estaríamos agora discutindo uma questão tão complexa.

Cremos que a maioria concorda que permanecemos numa espécie de hibernação política enquanto os inimigos da liberdade agiam em altíssima velocidade.

Imaginemos uma situação hipotética, em que algum dos poderes, o Supremo Tribunal Federal por exemplo, alertado pela multidão, por conta uma situação de caos social, de seguidos confrontos nas ruas, convoque as Forças Armadas para agir. Imagine que sejam presos a Presidente e alguns de seus ministros, talvez por se negarem a cumprir decisão judicial. O que virá a seguir? Serão tempos de paz ou de guerra? Como a sociedade vai reagir? Como a esquerda vai reagir? Quanto tempo vai passar até ser restabelecida a ordem? 

É difícil acreditar que o Supremo ou o legislativo federal acionem as Forças Armadas. Não há indícios de que há qualquer justificativa constitucional para que isso ocorra nesse momento. Some-se a isso o fato do supremo ter vários ministros indicados pelo Partido da situação e o Congresso ter maioria esmagadora de governistas. Porém, ainda assim, abaixo há uma visão panorâmica, hipotética e superficial, dos primeiros dias após uma suposta intervenção realizada pelas Forças Armadas.


Intervenção militar

O que aconteceria com o Brasil se as Forças Armadas resolvessem intervir?

Revista Sociedade Militar

  Como uma das primeiras ações, uma tropa de elite, do Exército ou da Marinha, silenciosamente entraria no Palácio do Planalto ou, mais provavelmente, no Palácio do Alvorada – o que seria mais discreto – e colocaria sob custódia a atual Presidente do Brasil. Ela seria discretamente transportada para um local afastado, um quartel ou talvez um navio, para evitar manifestações e tentativas de resgate.

   O vice-presidente, presidentes do Senado e Câmara talvez também fossem detidos. Provavelmente em poucas horas um deles proporia um acordo, em troca de salvo-conduto iria a público expressar a concordância com a ação das Forças Armadas. Contudo, pelo seu envolvimento com a corrupção os militares rechaçariam qualquer negociata desse tipo.

   Uma espécie de “êxodo político” ocorreria. Centenas de parlamentares, federais e estaduais, com envolvimento em ações ilícitas –  aterrorizados ante a perspectiva de julgamentos rápidos e rigorosos – tentariam sair do país o mais rápido possível.

  Alguém avisaria a imprensa do “desaparecimento” do chefe do Executivo, ou que viu “homens de preto” entrar nas residências oficiais e a notícia se espalharia como um rastilho de pólvora. Os primeiros países a se manifestar seriam Venezuela e Cuba, que emitiriam notas de indignação e insistiriam para que a ONU, OEA e os Estados Unidos se posicionassem contra o novo governo instaurado provisoriamente no Brasil.

  Obviamente, os militares apresentariam, acompanhados de alguns juízes federais e desembargadores de grande credibilidade, uma lista detalhada e incontestável de acusações e provas palpáveis contra os políticos retirados de seus cargos. listariam ainda os prejuízos que seus atos causaram ao país. Na medida em que fossem coletados mais dados, o procedimento de informar a sociedade dos factos seria feito diariamente em todos os grandes veículos de comunicação de massa.


Força Nacional


   Provavelmente a Força Nacional seria acionada rapidamente por membros do poder legislativo, que é majoritariamente fiel ao governo. Parlamentares de esquerda tentariam criar uma espécie de governo paralelo, seguindo a linha sucessória. E ministros de estado ligados a estes provavelmente tentariam induzir a Força Nacional a dar sustentáculo militar a essa empreitada desesperada.

  A Força Nacional, caso optasse por defender o governo destituído, cercaria o Congresso Nacional rapidamente, tentando impedir que o Exército assumisse o controle da instituição. As Forças Armadas, muito melhor armadas, obviamente relutariam em usar armamento pesado e insistiriam para que as tropas fieis ao governo destituído entregassem suas armas pacificamente. É provável que, diante dessas demonstrações de sensatez e seriedade,  aliadas à insatisfação generalizada que impera em meio aos militares graduados e baixa oficialidade das forças auxiliares, ainda no primeiro dia a Força Nacional depusesse suas armas.

  Alguns estados da federação que possuem governos de esquerda inevitavelmente acionariam prontamente suas polícias militares e estas, colocadas de prontidão, guardariam as instituições públicas, como palácios dos governos estaduais, prefeituras e Assembleias Legislativas.

  A maioria dos comandantes de polícias militares chegou ao comando por indicações políticas. Portanto, devem fidelidade aos governadores de estado. Ainda assim, após constatar que a situação é irreversível, muitos policiais hesitarão em se manter fieis aos governos locais, principalmente os chefes de unidades pequenas, oficiais de menor patente. É quase certo que haverá quebra de hierarquia em várias instituições militares, em vários estados da federação. Contudo, em pouco tempo as polícias vão aderir a ação das Forças Armadas.

   É esperado que em menos de uma semana a relação com as Forças Auxiliares esteja 99% pacificada.


Governo Provisório, Polícia Federal


  A policia federal, que já trabalha em estreita ligação com as Forças Armadas, cuidadosamente informada de tudo poucos minutos antes da primeira ação, se manteria afastada por dois ou três dias. Após isso acataria, assim como a justiça federal, a instalação do governo provisório, formado por militares e parlamentares de conduta comprovadamente ilibada.

   Outros órgãos e agências, dos níveis Federal, Estadual e Municipal, se farão presentes dentro da nova estrutura de emergência e atuarão segundo os princípios previstos para as atuais operações de Garantia da Lei e Ordem. Desta forma, será fundamental o estabelecimento de um centro de informações Interagências, que deve ter como sede a Agencia Brasileira de Inteligência.

   A chefia da ABIN seria substituída por militares dos serviços de informação das Forças Armadas e/ou auxiliares.

 Os procedimentos para interligação de todos os serviços de inteligencia das forças auxiliares/segurança pública seriam iniciados e colocados em prática imediatamente. Ainda no primeiro dia seria criado um CCOp (Centro de Coordenação das Operações), este deve ser organizado como um Estado-Maior militar, no qual serão agregados representantes de outros órgãos de segurança.

  A interação dos integrantes do CCOp se dará de acordo com os princípios norteadores de uma operação interagências e para que não se incorra em erros ocorridos no passado, deverá obrigatoriamente existir as seguintes seções.

  Inteligência/contrainteligência – Assuntos Civis – Comunicação Social (imprensa, mídia, tv, internet, redes sociais) – Comunicações (incluindo Guerra Eletrônica e Defesa Cibernética) – Assessoria Jurídica e Operações Psicológicas.

  Após dois ou três dias os sindicatos fieis ao governo, junto com movimentos sociais, certamente cruzarão os braços e paralisarão meios de transporte, refinarias e sistemas de comunicação. A batalha na questão da infra-estrutura e logística deve então se iniciar na questão energética / transportes. É obvio que as Forças Armadas não teriam gente suficiente para suprir essas lacunas nas primeiras semanas após uma intervenção, o caos poderia começar por aí.

  Logo faltaria transporte público e alguns itens básicos para a sociedade. A população seria aconselhada pelos militares a permanecer em casa e somente membros de serviços essenciais, como hospitais e centrais de água e esgoto, permaneceriam trabalhando.

  O Movimento dos Sem Terra, Sem Teto, CUT e partidos radicais como o PSTU, fieis ao governo esquerdista, se levantarão e colocarão em prática suas táticas de guerrilha urbana há muito estudadas no manual de Mariguella e outros similares. Estudantes das universidades federais filiados aos Diretórios estudantis se alinhariam aos militantes de esquerda e marcharão nas grandes cidades, promovendo estrondoso vandalismo e quebradeira.  

  Nas áreas rurais usinas hidrelétricas e redes de energia seriam sabotadas para desestabilizar o governo provisório. Escolas e hospitais interromperiam seus serviços por causa disso.

O caos está ainda no início.

O governo talvez se sentisse forçado a também intervir na internet para frear a organização dos opositores.

Por medo da escassez a população correria às compras e as prateleiras dos supermercados se esvaziariam em poucos dias. O combustível também faltaria nos postos.

Se a OPOSIÇÃO se tornasse violenta, o que é provável, os comandantes teriam que decretar estado de exceção.

Com isso, outras medidas rígidas e impopulares, como censura e fechamento de emissoras de rádio e TV, sem dúvida ocorreriam para evitar que a esquerda se organize e novamente manipule a sociedade. É obvio que algumas pessoas teriam sim que ser vigiadas de perto. Alguns seriam presos preventivamente e interrogados. As acusações de “tortura” voltariam e seriam usadas para desacreditar a operação em andamento. 

A oposição então usaria artifícios como rádios pirata e impressões clandestinas, e em declarações sentimentais e nostálgicas, evocando os anos 70, diria ao povo que os militares “deram o golpe” novamente, que “fizeram o mesmo que em 1964”. Convocariam a sociedade para “fazer parte da história” e ir à luta pela “liberdade e democracia”.

Os líderes dos movimentos apelariam para a emotividade, criando nos jovens manipulados um sentimento de que são uma espécie de resistência democrática, similar ao que a esquerda diz que foi no passado. Cantariam “hinos” como: “Caminhando contra o vento…” e ‘Bem vamos embora que esperar não é saber…”.

É possível que, por conta do caos generalizado, carência de itens básicos e intensa propaganda ideológica, parte da população, ainda nos primeiros dias, demonstre insatisfação contra os militares, e se some àqueles que se posicionam contra a ação das Forças Armadas, engordando mais ainda as manifestações nos grandes centros urbanos.

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As forças armadas reprimiriam as manifestações, mas como certamente haverá policiais avulsos e agentes de segurança ainda fieis ao governo em meio aos insatisfeitos, poderia ocorrer violência, feridos e mortos de ambos os lados.


Caos generalizado


É quase certo que o Brasil enfrentaria um longo período de gigantesco caos generalizado, talvez por muitos meses, ou anos. Pelas proporções continentais do país, é impossível prever os desdobramentos dessa questão. Será um momento complicado.

Alguns que hoje pedem uma ação mais radical tentarão convencer os militares a recuar. Ao ver a sociedade sofrendo alguns membros do alto escalão pensarão em voltar atrás. Mas, as decisões sempre serão tomadas em conjunto.

A princípio os militares não acionariam reservistas, eles seriam um grande risco dentro da caserna, haja vista que uma parcela significativa da juventude brasileira – por meio de um processo lento e contínuo – se tornou simpática aos ideais esquerdistas. Muitos jovens de hoje enxergam desertores e terroristas do passado, que lutaram contra seu próprio país, como figuras em quem se espelhar. Por conta disso é muito mais seguro que, em um primeiro momento, o reforço no efetivo seja feito por militares profissionais recém transferidos para a reserva.

A convocação da reserva num caso como esse deve ser um processo extremamente criterioso, e por isso com toda certeza seria realizada de forma seletiva, lenta e gradual.

Nos primeiros dias os militares das Forças Armadas teriam que assumir parte das funções de segurança pública em muitos locais, o efetivo precisaria se concentrar nos grandes centros. Ainda que o poderio militar do Brasil seja bastante superior ao de seus vizinhos bolivarianos, é possível que quarteis do Exército situados no extremo norte tenham algum trabalho para resistir a possíveis investidas de pequenos grupos estrangeiros que sejam enviados justamente para criar ameaças nas fronteiras.

Pode haver até solução de continuidade da federação. A população do SUL pode iniciar um processo de independência,  algo que já é ensaiado ha algum tempo. É preciso atenção aa questão territorial. Nações fronteiriças ligadas à filosofia de esquerda podem tentar se aproveitar do momento e tentar recuperar algum território perdido no passado.

Combatentes de Cuba, Venezuela e Bolívia podem entrar clandestinamente no país e se aliar ao exército de insatisfeitos. Aqui seriam exaltados e comandariam aqueles que perderam a boquinha e que tentarão a qualquer custo retomar o poder.

Seria sua chance de criar a “pátria grande” bolivariana?

Da mesma forma que no passado, militantes de esquerda se organizariam em grupos de guerrilha urbana. Certamente usariam até nomes de grupos do passado, como MR8 etc.

Com ataques surpresa e ações do gênero, grupos espalhariam o terror nas noites das grandes cidades, sem se preocupar se estarão fazendo vítimas inocentes, como é de seu feitio. Hoje há maior facilidade em se adquirir armamento portátil, sem contar as armas que já existem nas mãos do crime organizado, isso tornaria as coisas mais difíceis ainda para as Forças Armadas.

Lembrando que os militares, ao contrário dos grupos de oposição, tem sempre que se preocupar com a vida da população civil. Inimigos que surgem em guerras intestinas normalmente não respeitam convenções internacionais, uniformes e tipos ideais de armamento. Militantes de esquerda armados sempre se escondem em meio à multidão, expropriam propriedade alheia, se mantém à paisana e usam artefatos e métodos ilegais como bombas caseiras, incêndios criminosos e sequestros.

Como no passado, os tribunais revolucionários voltariam e qualquer um militante que desistisse de sua luta seria executado pelos próprios “companheiros”. As mortes, obviamente, seriam “jogadas nas costas” dos militares.

Ha indícios de que o crime organizado possivelmente decida apoiar indiretamente o governo deposto, realizando atentados contra militares e forças de segurança, haja vista que militares ha algum tempo vem causando dificuldades aos criminosos comuns, atuando nos grandes centros com rigor e reforçando as fronteiras para reprimir o tráfico de entorpecentes e armas.

Alguns acreditam que a esquerda também usaria um exercito de estudantes secundaristas – menores inimputáveis – para atacar com violência as forças de segurança fieis ao governo. Se reprimidos duramente, logo a esquerda espalharia boatos dizendo que “Militares torturam e prendem estudantes menores de idade”.

Pressões externas e ameaças de sanções econômicas poderiam ocorrer. Mas, esse problema seria talvez um dos menores, vencido rapidamente, devido a enorme relevância de nosso mercado em nível mundial.

Muitas pessoas têm dito nos campos para comentários aqui da Revista Sociedade Militar que um governo corrupto mata muito mais do que uma guerra civil, que o desvio de dinheiro que poderia ser aplicado em saúde e saneamento acaba por ceifar milhares de vidas.

Sem contar a criminalidade que ceifa dezenas de pessoas todos os dias.

Sim, tudo indica que isso é verdade. Mas, ainda assim devemos a todo custo procurar uma solução pacífica para as questões que nos afligem.

Enquanto existirem vias democráticas a sociedade deve buscar o protagonismo político.

Paramos por aqui com essa descrição fictícia, mas altamente provável.

Cremos que deu pra ter uma pequena ideia de que uma “intervenção” não é algo tão simples. Os acontecimentos acima descritos, e milhares de outros detalhes que um texto construído para a grande rede não comportaria, afetariam o TODO da sociedade brasileira, cerca de 200 milhões de pessoas por um período que pode ultrapassar 10 anos.

A intervenção pode acontecer? 

É claro que sim, tanto no Brasil quanto em qualquer nação onde exista uma força armada comandada por homens. Contudo, é improvável. Ha consequências imediatas e duras para todos os envolvidos. E aqueles que tem o poder de decidir certamente levam isso em consideração, além de terem a certeza que serão responsabilizados se as coisas não derem tão certo quanto preverem.

As apurações da atual Comissão Nacional da Verdade indiscutivelmente tem um grande poder dissuasório contra qualquer tentativa de insurreição por parte dos militares, e mostram que o povo pode sim ser atirado contra membros do grupo que o socorreu.

Nosso país é gigantesco, complexo, pluripartidário, repleto de ONGS e Grupos de esquerda que, como foi dito, provavelmente apoiariam o governo destituído compulsoriamente.

Seria uma situação complexa, muita gente sofreria, principalmente os mais humildes, crianças e idosos.

Ha grande risco de que a população, já pré-condicionada a crer que militares são autoritários e “torturadores”, se volte contra as próprias Forças Armadas. Essa possibilidade aumentaria na medida em que cresceria a insatisfação e insegurança geradas pela interrupção de serviços essenciais como telecomunicações, energia etc.

“Os militares deram o golpe”, diriam.

Ficam alguns milhares de questionamentos. Entre eles: Ao final dos processos legais, que poderiam durar anos, todos os membros do partido majoritário seriam condenados? Ou sobraria alguém para reergue-lo da cinzas? Em pleno séc. XXI poderia-se bani-los do país? A sociedade civil ajudaria os militares a aguentar a pressão interna/externa? Legalmente os partidos de esquerda poderiam ser extintos? Seus membros teriam os diretos políticos cassados ou depois de alguns anos retornariam com mais força e status de injustiçados, inaugurando uma nova onda de revanchismo?

Sabemos que a própria sociedade, com a ajuda das Forças Armadas, livrou o Brasil uma vez do autoritarismo com fundamentos marxistas, indo para as ruas.

É perfeitamente possível que isso agora seja realizado pela via democrática, temos pessoas, armas e ferramentas para isso.

Peçam urnas convencionais nas manifestações. Carreguem faixas dizendo abaixo o PT, peçam impeachment, isso é legal e faz parte da democracia e apoiem candidatos que têm coragem de ir contra a filosofia de esquerda.

Estamos diante do maior escândalo já visto no planeta, os pilares do partido do governo nunca estiveram tão abalados e aos poucos percebe-se gente abandonando o barco, antes do naufrágio, que é iminente.

Países, como Argentina e Venezuela, antes dominados pela esquerda corrupta estão se libertando. Será que por aqui seria diferente?

Não conseguiríamos vencer sem a tutela dos militares? Nossa sociedade nunca amadurecerá?

Ninguém, seja militar ou civil, tem permissão para falar em nome das Forças Armadas.

Contudo, é preciso lembrar que as instituições militares não dormem nunca. Se de fato houver risco iminente à Soberania Nacional, sabemos muito bem que cada um cumprirá com o seu dever.

A paz queremos com fervor, a guerra só nos causa dor. Porém…


A maior parte dos intervencionistas atua, ainda que em uma utopia, de forma pacífica. Eles realmente enxergam as FA como única opção e lutam por isso. Com seus acampamentos e manifestações tentam convencer os militares de que já é o momento de agir.

A questão é mais complexa do que parece.

É honesto tentar instigar outros a correr riscos e cometer ilícitos em nosso lugar? Irresponsavelmente, a maioria dos que agem assim permanece escondida dentro de seus quartos, apenas se manifestando por meio de seus teclados.

Não estariam de forma covarde e omissa tentando jogar o país no caos generalizado? O que muito provavelmente custaria a vida de muitas pessoas.

Por fim, os militares sabem muito bem que uma ação precipitada e ilegal do tipo que se pede acabaria dando aos políticos da atualidade a oportunidade de ser reconhecidos, dessa vez com razão, como vítimas de um golpe militar.

Quanto aos militares “golpistas”, seriam presos, condenados e expulsos das Forças Armadas. Certamente com o apoio da própria sociedade, mais uma vez manipulada, iriam parar na cadeia como criminosos comuns.

Se o grupo de “intervencionistas” despertasse dessa alucinação, resolvesse sair em peso de trás de seus monitores e empreendesse em peso uma oposição continua, inteligente e corajosa, talvez o trabalho daqueles que realmente acrescentam vitórias nessa guerra se tornasse um pouco mais fácil. Contudo, infelizmente, ao invés de agir racionalmente, essa pequena e barulhenta malta, que se diz oposição, não discute racionalmente, não contra-argumenta. Apenas, a exemplo do que faz a esquerda, tenta desclassificar qualquer um que discorde minimamente de seus métodos esdrúxulos, chamando-o de golpistas, covarde, petralha e coisas do gênero. 

Já foram vitimas da fúria desses caluniadores várias personalidades e articulistas, como Reinaldo Azevedo, Luciano Ayan, Vários Militares da ativa e reserva, Bolsonaro e seu filho, que é policial, Robson A.DSilva, de Revista Sociedade Militar, Marcello Reis do Revoltados Online, Lobão, Felipe Moura da Veja, General Paulo Chagas e muitos outros que ousam discordar da vontade de uns poucos que tentam, da forma errada, forçar os militares a realizar a “intervenção militar constitucional”.

A direita hoje em dia é campeã em receber presentes políticos e se recusar a abri-los. Daí perdem as melhores oportunidades“. Frase de Luciano Ayan, acima mencionado.

Caso um governo derrotado em eleições ou deposto por um impeachment se recuse a abandonar o Planalto e algum grupo ouse tentar usar a força para mante-lo no poder, o que geraria uma situação perigosa, seria concebível cogitar a ação das Forças Armadas para o restabelecimento da ordem. Contudo, não é isso que no momento ocorre no país. 

Defender a intervenção militar, principalmente diante da falta de políticos honestos, é compreensível. Contudo, não é admissível que profissionais do direito distorçam a interpretação da lei, levando milhares de pessoas a ingenuamente acreditar que existe em nossa Carta Magna uma previsão para a chamada “intervenção militar“. Os constituintes cuidaram muito bem para que não houvesse qualquer brecha que desse aos militares a oportunidade de agir novamente.

O artigo que diz que todo poder emana do povo seria mais plausível e aplicável. Se o povo realmente for para as ruas a sua vontade inevitavelmente será obedecida em relação a deposição do atual governo.

É um equívoco gigantesco defender o que chama-se de “intervenção militar” se amparando no Art. 142 da Constituição Federal. Aqueles que assim procedem deveriam pegar suas Constituições e consultá-las. Se assim o fizerem, atestarão que está bastante obvio que a convocação dos militares federais para garantir a lei e ordem deve partir de um dos poderes constitucionais

Primeiro: Deve haver risco à lei e ordem. Segundo: As F.Armadas devem ser convocadas por um dos poderes. O que estiver fora disso será contra a lei. O militar que se aventurar a fazer isso age contra regulamentos militares e contra a própria lei, e pode ser preso. 

Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.

Alguns meses atrás, aqui mesmo nesse site, lemos um artigo no qual um General de Brigada convoca a sociedade a se manifestar e expressar sua insatisfação, não há fraude ou governo corrupto que resista à ação crescente da sociedade mobilizada, insistindo em mudanças em torno de ideais lícitos. Como disse um líder preso recentemente na Venezuela, quem se cansa perde.  #ElQueSeCansaPierde.

Republicação total ou parcial cite http://sociedademilitar.com.br / [email protected]

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