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POLÍCIA - SEGURANÇA PÚBLICA - GUARDA MUNICIPAL

“Bora debater eu e você AO VIVO? Major Fabiana se manifesta e o soldado Gabriel Monteiro a desafia para um embate público

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A polêmica em torno das declarações de Gabriel Monteiro, agora um policial militar afastado temporariamente, sem arma, continua crescendo. Ha dois dias recebemos o texto do Coronel Mario Sérgio, ex-comandante geral da PMERJ, que se declarou conservador e levantou questões interessantes, como a possibilidade do soldado estar usando, para se promover, de uma “estratégia de opor subordinados e chefes… luta de oprimido contra opressores”.

Nos campos de comentários alguns leitores retrucaram dizendo que seria impossível para um militar da polícia entrar numa comunidade sem autorização dos chamados donos, sem ter alguma ligação com o tráfico. O oficial respondeu que apesar de discordar da ideologia do também coronel, IBIS,  não seria crime dar palestras em favelas.

…é um direito constitucional dele, quando não é um direito fazer acusações”, disse.

Nessa terça-feira percebemos que a polêmica cada vez se acirra e a discussão de Gabriel agora é com a Major Fabiana, policial e deputada-federal pelo Estado do Rio de Janeiro. A oficial, que é do PSL, partido que abriga alguns parlamentares que têm dado apoio para Gabriel Monteiro, se posicionou a favor dos procedimentos instaurados pela PMERJ.

Major Fabiana declarou que Gabriel foi aconselhado e que até teria sido agraciado com uma escala diferenciada, como assessor parlamentar. Disse também que não é de seu conhecimento que haveria alguma denúncia formal de Gabriel sobre possíveis erros ou crimes cometidos pela cúpula da polícia militar.

ao Soldado Gabriel foi oportunizado muito, como a possibilidade de trabalhar na ALERJ em escala diferenciada, conselhos meus e do comandante geral, um primeiro CRD revisto e cancelado por autoridade competente. Não adiantou!

Será que existe alguma representação dele, anterior aos vídeos, em nível de corregedoria ou Ministério Público sobre a corrupção que ele afirma existir? Eram os holofotes a qualquer custo o que ele buscava? Nunca houve ação efetiva e positiva desse militar, em face de tudo que ele supostamente denunciou a respeito da Polícia Militar

Gabriel já respondeu e desafiou a parlamentar e oficial para um debate público

Deputada que não sabe nem fala em público me acusa de algo que o próprio Coronel Ibis confessou, ao vivo, ontem na Band. Eu não acusei, apenas questionei. Deputada, bora debater eu e você AO VIVO? Estou em Brasília tbm!Que vergonha, que corporativismo maléfico e nojento.”

Veja o texto completo publicado pela deputada Major Fabiana

Publicou nesta data o Colegiado da CRD a que o Sd Gabriel está submetido. Esperei justamente esse rito para me posicionar sem que a frustração tomasse conta de mim.

A Bíblia sagrada em Levítico, capítulo 19, versículo 17, diz que: “Não guardem ódio contra o seu irmão no coração; antes repreendam com franqueza o seu próximo para que, por causa dele, não sofram as consequências de um pecado.”
Por isso, com base na Bíblia, como sempre procurei agir, serei franca.
Os meus 22 anos de serviço na PMERJ e a minha formação ética e moral não permitem discursos levianos! A rede social e a opinião pública são termômetros importantes, mas não posso me pautar por nada que agrida a minha consciência profissional! Sou uma Deputada Federal eleita com votos de muitos policiais militares e seus familiares.

Soldado Gabriel, Apresente provas palpáveis de possível cometimento de crime contra quem quer que seja, na PM, ou fora dela, que serei a primeira a cerrar fila com você numa representação no Ministério Público, Polícia Judiciária ou até mesmo no Ministério da Justiça, bem como na busca das respectivas medidas protetivas.

Sem um mínimo de corpo probatório, o discurso deixa a transparecer que o objetivo não é ajudar a PMERJ, mas tão somente usar a mácula da imagem institucional para proveito próprio ou alheio.

O SD Gabriel age como inquisitor, fazendo acusações gravíssimas e, invariavelmente age também invertendo o ônus da prova. Quem será a próxima vítima?

Somos uma instituição militar e quando entramos na PMERJ todos nós sabíamos que existiam regras claras de disciplina e hierarquia. De respeito.

Será que existe alguma representação dele, anterior aos vídeos, em nível de corregedoria ou Ministério Público sobre a corrupção que ele afirma existir?
Eram os holofotes a qualquer custo o que ele buscava?
Nunca houve ação efetiva e positiva desse militar, em face de tudo que ele supostamente denunciou a respeito da Polícia Militar.

Não tolero falta de respeito, não aceito acusações sensacionalistas e hiprocrisia. Principalmente por saber que ao Soldado Gabriel foi oportunizado muito, como a possibilidade de trabalhar na ALERJ em escala diferenciada, conselhos meus e do comandante geral, um primeiro CRD revisto e cancelado por autoridade competente. Não adiantou!

Todo policial faz jus a cordialidade, principalmente quando levamos em consideração as bases da nossa formação militar.

Gabriel Monteiro, como policial militar, não disse a que veio e vem tentando utilizar a corporação como trampolim eleitoreiro, de forma vazia e agressiva, fruto de sua “auto estima” exacerbada. Será candidato a vereador já nesse pleito! E isso já está decidido faz muito tempo. Não é?

O PM do Rio, por regra, é respeitoso, inteligente e sabe muito bem quem o defende e quem se aproveita dele como massa de manobra.
Não existe injustiça nesse caso.
Existe, sim, causa e efeito de ações irresponsáveis.
O buraco no qual Gabriel Monteiro se encontra agora foi cavado por ele mesmo durante a sua curta carreira e as várias transgressões de disciplina cometidas anteriores a esse fato.

A instauração da Comissão de Revisão Disciplinar (CRD) obedece a critérios objetivos e independe da vontade do administrador.
Havendo inobservância da norma vigente, o policial é, então, submetido ao processo administrativo. E a suspensão temporária do porte de arma é prevista. Sempre foi. Só esse ano já foram instauradas 10 Conselhos e 07 comissões de revisão, logo, a PMERJ é uma instituição honrada e via de regra não comete covardias. Não intencionalmente! Uma instituição bicentenária e comandada por homens e mulheres sérios, comprometidos com a causa pública e alicerçados pela hierarquia e disciplina.

Um processo seria aplicado a qualquer oficial ou praça que acusasse um de seus superiores (ou qualquer membro da corporação) sem provas.
Nenhum servidor público pode se esconder atrás de uma pseudo estabilidade e ignorar os princípios que regem a administração pública, que dirá o policial militar que além disso deve também observar os regulamentos da vida militar.

Ser policial é sobretudo uma razão de ser e a nossa missão é servir e proteger a sociedade, missão essa que vai muito além de um sentimento de realização pessoal ou sonho profissional.

E agora, Soldado Gabriel, se você se acha realmente ameaçado, busque de forma legal a sua proteção e pare de usar a Polícia Militar como trampolim para sua sonhada carreira política.

E mais.

Eu reafirmo! Se há alguma prova contra um integrante de nossa corporação, me apresente, que iremos juntos à corregedoria e cumpriremos o rito necessário para que aqueles que maculem nossa história sejam exemplarmente punidos.
É assim, que nós, Policiais Militares de verdade agimos.
O dever acima das crenças.
A honra de vestir nossa farda acima dos interesses pessoais.

Só desejo a Gabriel, como a qualquer policial militar do Brasil, sucesso e sabedoria.
Não se deixe levar pelos rompantes da juventude e das instigações de pessoas que se aproximam de você com objetivos predatórios. Você não precisa usar a desgraça alheia para crescer na vida. Use sua inteligência a favor do bem.
Deus no comando!

Revista Sociedade Militar

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