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Forças Armadas

Ingenuidade, amadorismo? INDAGAÇÕES AO MINISTÉRIO DA DEFESA

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… se ingenuidade matasse … é o amadorismo em seu mais alto grau!”

Com todas as honras e sinais de respeito, como cidadão brasileiro e oficial reformado do Exército, solicito respostas para estas preocupações em sequência, que ainda continuam a nos assombrar.

Acreditar em “Papai Noel” depois de uma certa idade e “tempo de serviço” é proibitivo! A Guiana integra o “Conselho de Defesa Sul Americano/CDS” e o Reino Unido, faz pouco tempo pediu que os EUA equipassem as forças de defesa de sua antiga colônia! Será que ninguém se toca?  Quais os laços que irão prevalecer, no caso de um conflito do Brasil com o Reino Unido pela posse de Roraima? Será que alguém ainda duvida? A Guiana vai renegar sua antiga metrópole?

O presidente da Guiana, ainda outro dia, pediu (é de pasmar!) ao alto comissariado britânico que averiguasse a possibilidade da “ROYAL NAVY” mandar uma belonave visitar o porto de Georgetown … imaginem qual seria a resposta deste presidente, se aquele alto comissariado solicitasse que a capital guianense concedesse seu porto para apoio da “Marinha de sua majestade” em operações com vistas ao investimento de Roraima…” Tio Sam” vai estar do lado do Brasil ou prevalecerão os liames tradicionais que unem os “povos de língua inglesa”? Será que nosso alto comando vai continuar alheio ao que aconteceu na “Guerra das Malvinas”?

Não estaria na hora de cessar a defenestração do nosso antigo “CIGS”, hoje transformado em “Central de Informações Grande Safari” para os “grandes predadores militares” que cobiçam nossa Amazônia? Entre os países que enviaram mais participantes para aprenderem sobre a “não mais nossa” guerra na selva, curiosa e estranhamente estão a Guiana (40) e os EUA (26) todos com ligação com a “OTAN”… se ingenuidade matasse … é o amadorismo em seu mais alto grau! Até quando a anestesia, com relação às mais comezinhas máximas do “mestre Sun Tzu”, vai prevalecer sobre o que foi ensinado na “AMAN”, na ‘ESAO’, na “ECEME” e no “CPEAEX”?

Não seria de um amadorismo sem par pedir ajuda, nada mais nada menos do que, à “US NAVY” para capacitar militares envolvidos no nosso programa de desenvolvimento de submarinos (PROSUB), em imprevistos relacionados à segurança da construção dos navios da classe “SCORPENE“? Esse “PROSUB“, assim, não vai acabar se transformando no “projeto submarino à pique”?

Alerta! Atenção! Perigo! Existem fortes indícios indicando que o serviço de espionagem americano poderá monitorar voos e até derrubar os caças brasileiros “GRIPEN””! Não seria o caso de renegar o aluguel de nossa soberania em Alcântara /MA ao “irmão Caim do Norte”?

Considerando que a principal ameaça estará nas serras do Maciço Guianense (as serras que separam nosso país dos vizinhos do norte), não é lá que devemos reunir, com o máximo de antecedência, as tropas de combate especializadas e as de apoio, também especializadas à região? Já se pensou que estamos pagando para ver, sem preparar a guerra no local, estocando gêneros e munição em locais ocultos e se ligando com antecedência com garimpeiros e índios leais para estruturação das forças subterrâneas e de sustentação. Os pelotões de selva, com quatro grupos de combate, já estão suficientemente dotados de mísseis portáteis, inclusive antiaéreos (estas perguntas com base na safra do Coronel Gélio Fregapani)?

Por que baterias de ASTROS II, dotadas com vetores de cruzeiro 1500/2500, km ainda não foram aquarteladas no grande arco TABATINGA/AM-RIO GRANDE/RS , aproveitando as estruturas de unidades locais, de forma a, em sua zona de posição, manter seus efetivos adestrados na ocupação das posições principal, de muda e suplementares, estas que devem estar/se encontrar adredemente preparadas, que seja enfatizado, sem nenhuma improvisação, para se furtar ao fogo de contrabateria do inimigo? Será que vamos esperar acontecer para correr atrás do prejuízo?

Na posição de sentido e com a mão na pala, são as indagações que faço.

Publicado na Revista Sociedade Militar – de Paulo Ricardo da Rocha Paiva
Coronel de Infantaria e Estado-Maior

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