A Escola de Sargentos das Armas (ESA) voltou a registrar uma sequência de desligamentos de alunos militares durante o período básico de formação em 2025. A informação foi divulgada por alunos e familiares nas redes sociais, que relatam saídas frequentes mesmo após o encerramento da chamada “Semana Zero”, fase considerada uma das mais difíceis da adaptação militar. Desta vez, porém, o motivo apontado por diversos relatos chama atenção dentro do meio militar: a crescente insatisfação de sargentos de carreira e casos de militares atuando como motoristas de aplicativo, incluindo Uber, para complementar renda.
Tradicionalmente, os desligamentos na ESA costumam acontecer logo nas primeiras semanas da formação militar. Isso ocorre principalmente devido à forte pressão psicológica, à rotina rígida, ao desgaste físico intenso e à dificuldade de adaptação à disciplina do Exército Brasileiro. Entretanto, em 2025, alunos relatam que o cenário parece diferente.
Segundo relatos publicados por estudantes e familiares, o problema não estaria apenas na dureza da formação militar, mas também na perda de motivação ao observar a realidade enfrentada por parte dos próprios sargentos instrutores.
Relatos de desligamentos aumentam em diferentes unidades militares
Diversos comentários compartilhados nas redes sociais apontam que os desligamentos continuam acontecendo em várias unidades do período básico da ESA mesmo após os meses iniciais da adaptação.
Uma mãe de aluno relatou que três estudantes deixaram a formação em apenas um dia. Em outra unidade militar, novos desligamentos teriam ocorrido tanto naquela semana quanto na semana anterior.
Receba nosso Boletim Militar diretamente no seu e-mail
Seja o mais bem informado da sala em menos de 3 minutos de leitura
Além disso, alunos afirmam que muitos colegas passaram a questionar a carreira militar após presenciarem relatos de sargentos insatisfeitos com a profissão. Em alguns casos, instrutores teriam comentado sobre dificuldades financeiras e desgaste profissional acumulado ao longo dos anos dentro da força.
O tema ganhou ainda mais repercussão após comentários sobre terceiros-sargentos deixando o Exército Brasileiro antes mesmo de completarem o tempo mínimo obrigatório de permanência na carreira militar.
Relatos de sargentos fazendo Uber geram impacto psicológico nos alunos
Entre os relatos mais comentados está o de sargentos trabalhando como motoristas de aplicativo fora do expediente militar. Embora isso não represente a realidade de todos os militares, a situação passou a gerar forte impacto psicológico em alunos que estão enfrentando o período mais intenso da formação.
Para muitos estudantes, o choque acontece justamente porque o curso da ESA exige enorme desgaste físico e mental. Os alunos convivem diariamente com pouco tempo de descanso, cobranças disciplinares constantes, pressão psicológica, escalas de serviço, instruções militares e longas jornadas de estudo.
Nesse contexto, ouvir reclamações sobre a carreira ou perceber instrutores buscando renda extra fora do quartel acaba provocando dúvidas sobre o futuro profissional dentro do Exército Brasileiro.
Segundo relatos compartilhados por alunos, muitos passaram a repensar se realmente desejam seguir carreira militar após observarem o desgaste enfrentado por parte dos próprios sargentos.
Formação militar continua exigente e clima rigoroso aumenta desgaste
Outro fator frequentemente citado nos desligamentos é a intensidade natural da formação militar da ESA. Todos os anos, alunos enfrentam dificuldades relacionadas à adaptação física e psicológica.
Em cidades do Sul do Brasil, como Alegrete e Blumenau, as baixas temperaturas também aumentam o impacto da rotina militar para jovens que vêm de regiões mais quentes do país. Em alguns casos, alunos relatam enfrentar temperaturas próximas de 4°C logo nos primeiros meses da formação.
Além do frio, a rotina militar inclui regras rígidas de disciplina, pouco controle sobre horários, serviços constantes, estudos intensos e cobrança diária por desempenho.
Especialistas e militares costumam destacar que o curso de formação da ESA não pode ser comparado a concursos civis tradicionais justamente porque envolve dois anos completos de adaptação militar em regime de internato e elevada exigência psicológica.
Debate sobre carreira militar cresce entre candidatos da ESA
Os relatos recentes também reacenderam um debate comum entre candidatos de concursos militares: a diferença entre idealização da carreira e realidade prática da profissão.
Muitos alunos afirmam que iniciaram os estudos motivados pela estabilidade financeira, pelo prestígio da farda e pela segurança do serviço público. Porém, durante a formação, acabam descobrindo dificuldades que não haviam analisado antes de ingressar na carreira militar.
Entre os pontos mais citados estão:
- desgaste psicológico constante;
- transferências obrigatórias;
- afastamento da família;
- rotina disciplinar rígida;
- pressão contínua;
- e limitação de qualidade de vida ao longo dos anos.
Ao mesmo tempo, muitos militares ainda destacam vantagens importantes da profissão, como estabilidade, salário fixo, plano de carreira e orgulho institucional.
Por isso, o debate atual dentro da ESA não gira apenas em torno da dificuldade da formação, mas principalmente sobre expectativa versus realidade da carreira militar no Brasil.
Cresce a preocupação com evasão durante a formação da ESA
Mesmo sem números oficiais divulgados pelo Exército Brasileiro sobre a quantidade total de desligamentos em 2025, os relatos publicados nas redes sociais mostram uma preocupação crescente entre candidatos, familiares e alunos da ESA.
A percepção de desmotivação causada por dificuldades financeiras, desgaste profissional e relatos de sargentos trabalhando como Uber passou a simbolizar um debate maior sobre valorização da carreira militar no país.
Ainda assim, muitos alunos seguem motivados e determinados a concluir a formação. Em vários batalhões, estudantes continuam afirmando que desejam permanecer na força e construir carreira dentro do Exército Brasileiro.
Por outro lado, especialistas e militares experientes alertam que futuros candidatos precisam pesquisar profundamente sobre a realidade da profissão antes de iniciar a preparação para concursos militares, especialmente em carreiras que exigem formação longa e alto nível de pressão psicológica.
E você, acredita que os relatos de sargentos virando Uber realmente estão desmotivando alunos da ESA ou o problema vai além da carreira militar?
Com informações de: Speed Militar
Regra básica. O salário tem que compensar o desgaste da profissão, suas dificuldades, a dedicação exclusiva, o “privilegio” de não ter FGTS, hora extra, periculosidade, insalubridade…
O salário deve inspirar orgulho a quem “rala” e admiração aos que não conseguem chegar lá.
A quebra dessa regra básica gera isso… E deveria ter sido prevista.
Mas nao pode comprar pois CLT a aposentaria tem limite de teto e a militar o salario acompanha o da ativa e qdo aposenta sobe uma patete automaticamente. pode se dizer que ainda e a melhor .
Não existe mais esse negócio de subir uma patente. Os militares perderam todos os direitos que tinham nos governos militares Única coisa que sobrou, já estão querendo tirar. Aposentadoria.
No serviço público existem concursos que pagam salários maiores e no governo Fernando Henrique Cardoso acabou a melhoria de patente ao se aposentar, isso ocorreu em 2001.
Ai se aposentar não aumenta a patente
Queria eu ter passado nas provas no meu tempo, fui militar do E.B não me arrependo em nada, só não tive a oportunidade de ter passado no concurso, eu iria adorar.
Por isso deve-se ter a aposentadoria especial que tem.
Aposentadoria especial???? 35 anos de serviço você considera “especial”?
Concordo plenamente! Eu que vivi 30 anos no EB, assim como todos os militares, nunca recebi hora extra, FGTS, insalubridade e pericolosidade! Isso é so prá funcionário civil.
Sai mais barato pagar TD da CLT pra vcs do que manter a mordomia auê vocês tem
Func.Civil?? Acho q vc quis dizer func. Privado né??
É…salario da uber tem tudo isso. Acho que não é esse o motivo no caso em tela
Trabalhar de Uber não é tão desgastante quanto trabalhar no exército e muitas vezes os motoristas da Uber chegam a ganhar mais.
Jovens, saiam desta furada. Nao joguem a vida de vocês fora. É mais vantajoso ser praça das forças auxiliares do que das FFAA. Eles cumprem escalas e saindo da escala nao cumprem expediente. Os salários das forças auxiliares sao superiores ao postos e graduações correspondentes nas FFAA.
Ss forças auxiliares passam pelos mesmos problemas do EB. Trabalhei 30 anos na PMESP., que não consegue completar seus quadros devido a evasão de praças e até oficiais.
Exatamente, fui de força auxiliar, e é a mesma coisa… Algumas guardas estão melhor que o Militarismo, pode ter certeza que cada estado tem 3, 4 guardas melhores..
Salário de mer#, o sargento vice na mão do agiota, tendo que fazer Uber, e faxina na casa de generais.
Para esses que ainda pensam em ESA atrás de “estabilidade financeira” (rsrsrs), o conselho é ser soldado PM que já vai ganhar o dobro do que Sgt, não só do EB, das Forças (des)Armadas em geral. Nelas, só quem se dá bem são os CMT, que são muito bem remunerados para bater continência para o cara da faixa na sacada do apartamento de Presidente Prudente!
É a mas pura verdade! Um soldado PM ganhando mais de 5 mil reais em alguns estados, enquanto isso o 3. Sgt do Exército ganha uma merreca..
Concordo muito melhor focar em PM
Em serviço desse porte como a ESA pagar micharia enquanto política que não fazem nada ganhar 30 mil fácil
Se não resolver a questão do salário, não fica um. Que honra o homem tem se vive dando o sangue pela nação e não é valorizado financeiramente? Só recebe critica, cobranças e na hora da partia do bolo fica de fora.
Situação crítica dentro das três Forças. Eu sou SO reformado e faço bicos de motorista por aplicativos e de eletricista. Tenho um amigo SO CN que faz bicos de vigias, 2° sargento rm1 amigo meu fazendo bico de garçom.
Diga-me aonde você ganha dinheiro nesse governo? O meu irmão ele é policial penal e ganha quase 10 mil bruto e só recebe quase 7 mil. É muito desconto, quanto mais ganha mais perde.
Sim, verdade neu esposo e 3 sargento aposentado, faz extra de cozinheiro pois deve ate os fios de cabelo. O salário nao da pra pagar nem as basicas
Sou formado na AMAN 2012. Pior escolha que fiz na minha vida. Foi muito doloroso sair dessa mer#. É uma desgr#. Nao ganha nada e ainda fica jogado no mundo igual cachorro sendo humilhado
Sou 2S R1 da FAB, fui pra reserva em 2014 e nunca parei de trabalhar. Ainda na ativa, fiz um curso de Eletrotécnica na Federal, e hoje sou Mei na área de climatização. Desvalorização da carr
Infringindo o regulamento. Se fosse permitido já seria grave. Mas não é permitido. Quem faz esta se marginalizando e sujeito a punição. Triste realidade.
Infelizmente a desvalorização na carreira militar vem acontecendo desde a época do Fernando Henrique Cardoso e piorando com os governos posteriores , Michel Temer , Dilma , Bolsonaro e lula.
Verdade, o FHC ficou 8 anos no poder e não deu um centavo de aumento, assim como o Bozo! Só os governos Dilma e Lula deram um aumento de 9% parcelado em 2x
Lorota. Foi Lula quem detonou os salários, dando 9 % em 2 parcelas, enquanto a inflação ficou tranquilamente em mais de 50 %, apesar do Márcio Pochmann do IBGE mentir dizendo ser menor.
Fala besteira não. Bolsonaro foi uma utopia, principalmente para as praças das forças armadas. Ele não deu reajuste e ainda passou pra 35 anos de serviço com a reforma da previdência.
Falastes a verdade, mas foi Bolsonaro o último que jogou a pá de cal…acredite!
Que eu saiba Bolsonaro fez o reajuste de gratificações. Um suboficial além de altos estudos, como gratificação, edisponibilidade… deu um bom aumento real.
Quem detonou os salários no Exército foi o atual presidente.
Boa noite, no governo Bolsonaro não houve reajuste nos soldos, algumas carreiras ganharam ajustes nos adicionais por cursos, mas outras carreiras tiveram até decréscimo salárial.
Você disse tudo meu velho, infeliz é ficar tantos anos e no fim sai com a mão atadas sem saber o que fazer no mercado de trabalho tão competitivo,
Cara é simples vai quem quer, senão está satisfeito vai procurar outra coisa pra fazer.