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Alunos militares abandonam formação da ESA em meio a relatos de sargentos virando Uber, baixa motivação e crescente desgaste da carreira militar no Exército Brasileiro

Cresce o número de desligamentos na ESA em pleno mês de maio, e relatos envolvendo sargentos trabalhando como motoristas de aplicativo aumentam a desmotivação entre alunos do Exército Brasileiro durante o período básico da formação militar

Alunos militares abandonam formação da ESA em meio a relatos de sargentos virando Uber, baixa motivação e crescente desgaste da carreira militar no Exército Brasileiro
Relatos de sargentos trabalhando como Uber aumentam desmotivação entre alunos da ESA durante formação militar.

A Escola de Sargentos das Armas (ESA) voltou a registrar uma sequência de desligamentos de alunos militares durante o período básico de formação em 2025. A informação foi divulgada por alunos e familiares nas redes sociais, que relatam saídas frequentes mesmo após o encerramento da chamada “Semana Zero”, fase considerada uma das mais difíceis da adaptação militar. Desta vez, porém, o motivo apontado por diversos relatos chama atenção dentro do meio militar: a crescente insatisfação de sargentos de carreira e casos de militares atuando como motoristas de aplicativo, incluindo Uber, para complementar renda.

Tradicionalmente, os desligamentos na ESA costumam acontecer logo nas primeiras semanas da formação militar. Isso ocorre principalmente devido à forte pressão psicológica, à rotina rígida, ao desgaste físico intenso e à dificuldade de adaptação à disciplina do Exército Brasileiro. Entretanto, em 2025, alunos relatam que o cenário parece diferente.

Segundo relatos publicados por estudantes e familiares, o problema não estaria apenas na dureza da formação militar, mas também na perda de motivação ao observar a realidade enfrentada por parte dos próprios sargentos instrutores.

Relatos de desligamentos aumentam em diferentes unidades militares

Relatos de sargentos trabalhando como Uber durante folgas estão aumentando a desmotivação entre alunos da ESA e reacendendo o debate sobre o desgaste da carreira militar no Exército Brasileiro. Créditos: Divulgação/Speed Militar

Diversos comentários compartilhados nas redes sociais apontam que os desligamentos continuam acontecendo em várias unidades do período básico da ESA mesmo após os meses iniciais da adaptação.

Uma mãe de aluno relatou que três estudantes deixaram a formação em apenas um dia. Em outra unidade militar, novos desligamentos teriam ocorrido tanto naquela semana quanto na semana anterior.

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Além disso, alunos afirmam que muitos colegas passaram a questionar a carreira militar após presenciarem relatos de sargentos insatisfeitos com a profissão. Em alguns casos, instrutores teriam comentado sobre dificuldades financeiras e desgaste profissional acumulado ao longo dos anos dentro da força.

O tema ganhou ainda mais repercussão após comentários sobre terceiros-sargentos deixando o Exército Brasileiro antes mesmo de completarem o tempo mínimo obrigatório de permanência na carreira militar.

Relatos de sargentos fazendo Uber geram impacto psicológico nos alunos

Relatos de sargentos trabalhando como Uber aumentam desmotivação entre alunos da ESA durante formação militar. Créditos: Divulgação/Speed Militar

Entre os relatos mais comentados está o de sargentos trabalhando como motoristas de aplicativo fora do expediente militar. Embora isso não represente a realidade de todos os militares, a situação passou a gerar forte impacto psicológico em alunos que estão enfrentando o período mais intenso da formação.

Para muitos estudantes, o choque acontece justamente porque o curso da ESA exige enorme desgaste físico e mental. Os alunos convivem diariamente com pouco tempo de descanso, cobranças disciplinares constantes, pressão psicológica, escalas de serviço, instruções militares e longas jornadas de estudo.

Nesse contexto, ouvir reclamações sobre a carreira ou perceber instrutores buscando renda extra fora do quartel acaba provocando dúvidas sobre o futuro profissional dentro do Exército Brasileiro.

Segundo relatos compartilhados por alunos, muitos passaram a repensar se realmente desejam seguir carreira militar após observarem o desgaste enfrentado por parte dos próprios sargentos.

Formação militar continua exigente e clima rigoroso aumenta desgaste

Outro fator frequentemente citado nos desligamentos é a intensidade natural da formação militar da ESA. Todos os anos, alunos enfrentam dificuldades relacionadas à adaptação física e psicológica.

Em cidades do Sul do Brasil, como Alegrete e Blumenau, as baixas temperaturas também aumentam o impacto da rotina militar para jovens que vêm de regiões mais quentes do país. Em alguns casos, alunos relatam enfrentar temperaturas próximas de 4°C logo nos primeiros meses da formação.

Além do frio, a rotina militar inclui regras rígidas de disciplina, pouco controle sobre horários, serviços constantes, estudos intensos e cobrança diária por desempenho.

Especialistas e militares costumam destacar que o curso de formação da ESA não pode ser comparado a concursos civis tradicionais justamente porque envolve dois anos completos de adaptação militar em regime de internato e elevada exigência psicológica.

Debate sobre carreira militar cresce entre candidatos da ESA

Os relatos recentes também reacenderam um debate comum entre candidatos de concursos militares: a diferença entre idealização da carreira e realidade prática da profissão.

Muitos alunos afirmam que iniciaram os estudos motivados pela estabilidade financeira, pelo prestígio da farda e pela segurança do serviço público. Porém, durante a formação, acabam descobrindo dificuldades que não haviam analisado antes de ingressar na carreira militar.

Entre os pontos mais citados estão:

  • desgaste psicológico constante;
  • transferências obrigatórias;
  • afastamento da família;
  • rotina disciplinar rígida;
  • pressão contínua;
  • e limitação de qualidade de vida ao longo dos anos.

Ao mesmo tempo, muitos militares ainda destacam vantagens importantes da profissão, como estabilidade, salário fixo, plano de carreira e orgulho institucional.

Por isso, o debate atual dentro da ESA não gira apenas em torno da dificuldade da formação, mas principalmente sobre expectativa versus realidade da carreira militar no Brasil.

Cresce a preocupação com evasão durante a formação da ESA

Mesmo sem números oficiais divulgados pelo Exército Brasileiro sobre a quantidade total de desligamentos em 2025, os relatos publicados nas redes sociais mostram uma preocupação crescente entre candidatos, familiares e alunos da ESA.

A percepção de desmotivação causada por dificuldades financeiras, desgaste profissional e relatos de sargentos trabalhando como Uber passou a simbolizar um debate maior sobre valorização da carreira militar no país.

Ainda assim, muitos alunos seguem motivados e determinados a concluir a formação. Em vários batalhões, estudantes continuam afirmando que desejam permanecer na força e construir carreira dentro do Exército Brasileiro.

Por outro lado, especialistas e militares experientes alertam que futuros candidatos precisam pesquisar profundamente sobre a realidade da profissão antes de iniciar a preparação para concursos militares, especialmente em carreiras que exigem formação longa e alto nível de pressão psicológica.

E você, acredita que os relatos de sargentos virando Uber realmente estão desmotivando alunos da ESA ou o problema vai além da carreira militar?

Com informações de: Speed Militar

163 Comentários
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Antenado
Antenado
19/05/2026 21:00

Regra básica. O salário tem que compensar o desgaste da profissão, suas dificuldades, a dedicação exclusiva, o “privilegio” de não ter FGTS, hora extra, periculosidade, insalubridade…
O salário deve inspirar orgulho a quem “rala” e admiração aos que não conseguem chegar lá.
A quebra dessa regra básica gera isso… E deveria ter sido prevista.

rodrigo
rodrigo
21/05/2026 10:18
Responder para  Antenado

Mas nao pode comprar pois CLT a aposentaria tem limite de teto e a militar o salario acompanha o da ativa e qdo aposenta sobe uma patete automaticamente. pode se dizer que ainda e a melhor .

Medeandra
Medeandra
23/05/2026 20:14
Responder para  rodrigo

Não existe mais esse negócio de subir uma patente. Os militares perderam todos os direitos que tinham nos governos militares Única coisa que sobrou, já estão querendo tirar. Aposentadoria.

Antonio
Antonio
22/05/2026 21:54
Responder para  rodrigo

No serviço público existem concursos que pagam salários maiores e no governo Fernando Henrique Cardoso acabou a melhoria de patente ao se aposentar, isso ocorreu em 2001.

Jefferson
Jefferson
21/05/2026 21:40
Responder para  rodrigo

Ai se aposentar não aumenta a patente

Diogo Priston de Santana
Diogo Priston de Santana
21/05/2026 10:15
Responder para  Antenado

Queria eu ter passado nas provas no meu tempo, fui militar do E.B não me arrependo em nada, só não tive a oportunidade de ter passado no concurso, eu iria adorar.

Eder
Eder
20/05/2026 16:17
Responder para  Antenado

Por isso deve-se ter a aposentadoria especial que tem.

Dario Bertotti
Dario Bertotti
20/05/2026 18:57
Responder para  Eder

Aposentadoria especial???? 35 anos de serviço você considera “especial”?

Altino Lima
Altino Lima
20/05/2026 15:50
Responder para  Antenado

Concordo plenamente! Eu que vivi 30 anos no EB, assim como todos os militares, nunca recebi hora extra, FGTS, insalubridade e pericolosidade! Isso é so prá funcionário civil.

Jeferson
Jeferson
20/05/2026 22:31
Responder para  Altino Lima

Sai mais barato pagar TD da CLT pra vcs do que manter a mordomia auê vocês tem

Joseney Schluckebier Monteiro
Joseney Schluckebier Monteiro
20/05/2026 18:38
Responder para  Altino Lima

Func.Civil?? Acho q vc quis dizer func. Privado né??

Jota Ka
Jota Ka
20/05/2026 14:29
Responder para  Antenado

É…salario da uber tem tudo isso. Acho que não é esse o motivo no caso em tela

Rafael Torres de Melo
Rafael Torres de Melo
20/05/2026 16:30
Responder para  Jota Ka

Trabalhar de Uber não é tão desgastante quanto trabalhar no exército e muitas vezes os motoristas da Uber chegam a ganhar mais.

Paulo
Paulo
19/05/2026 20:50

Jovens, saiam desta furada. Nao joguem a vida de vocês fora. É mais vantajoso ser praça das forças auxiliares do que das FFAA. Eles cumprem escalas e saindo da escala nao cumprem expediente. Os salários das forças auxiliares sao superiores ao postos e graduações correspondentes nas FFAA.

Robson
Robson
20/05/2026 01:02
Responder para  Paulo

Ss forças auxiliares passam pelos mesmos problemas do EB. Trabalhei 30 anos na PMESP., que não consegue completar seus quadros devido a evasão de praças e até oficiais.

Matheus
Matheus
20/05/2026 21:14
Responder para  Robson

Exatamente, fui de força auxiliar, e é a mesma coisa… Algumas guardas estão melhor que o Militarismo, pode ter certeza que cada estado tem 3, 4 guardas melhores..

Luiz Carlos da costa nunes
Luiz Carlos da costa nunes
19/05/2026 20:46

Salário de mer#, o sargento vice na mão do agiota, tendo que fazer Uber, e faxina na casa de generais.

Paulo Silva Filho
Paulo Silva Filho
19/05/2026 20:30

Para esses que ainda pensam em ESA atrás de “estabilidade financeira” (rsrsrs), o conselho é ser soldado PM que já vai ganhar o dobro do que Sgt, não só do EB, das Forças (des)Armadas em geral. Nelas, só quem se dá bem são os CMT, que são muito bem remunerados para bater continência para o cara da faixa na sacada do apartamento de Presidente Prudente!

Altino Lima
Altino Lima
20/05/2026 15:53
Responder para  Paulo Silva Filho

É a mas pura verdade! Um soldado PM ganhando mais de 5 mil reais em alguns estados, enquanto isso o 3. Sgt do Exército ganha uma merreca..

Mateus Costa
Mateus Costa
20/05/2026 10:56
Responder para  Paulo Silva Filho

Concordo muito melhor focar em PM
Em serviço desse porte como a ESA pagar micharia enquanto política que não fazem nada ganhar 30 mil fácil

Tadeu
Tadeu
19/05/2026 20:26

Se não resolver a questão do salário, não fica um. Que honra o homem tem se vive dando o sangue pela nação e não é valorizado financeiramente? Só recebe critica, cobranças e na hora da partia do bolo fica de fora.

Oliveira
Oliveira
19/05/2026 20:19

Situação crítica dentro das três Forças. Eu sou SO reformado e faço bicos de motorista por aplicativos e de eletricista. Tenho um amigo SO CN que faz bicos de vigias, 2° sargento rm1 amigo meu fazendo bico de garçom.

Francisco Gudson Aragão Gurgel
Francisco Gudson Aragão Gurgel
21/05/2026 08:14
Responder para  Oliveira

Diga-me aonde você ganha dinheiro nesse governo? O meu irmão ele é policial penal e ganha quase 10 mil bruto e só recebe quase 7 mil. É muito desconto, quanto mais ganha mais perde.

Simone
Simone
20/05/2026 06:08
Responder para  Oliveira

Sim, verdade neu esposo e 3 sargento aposentado, faz extra de cozinheiro pois deve ate os fios de cabelo. O salário nao da pra pagar nem as basicas

Lucas
Lucas
20/05/2026 01:00
Responder para  Oliveira

Sou formado na AMAN 2012. Pior escolha que fiz na minha vida. Foi muito doloroso sair dessa mer#. É uma desgr#. Nao ganha nada e ainda fica jogado no mundo igual cachorro sendo humilhado

Gilberto Leonel
Gilberto Leonel
19/05/2026 23:00
Responder para  Oliveira

Sou 2S R1 da FAB, fui pra reserva em 2014 e nunca parei de trabalhar. Ainda na ativa, fiz um curso de Eletrotécnica na Federal, e hoje sou Mei na área de climatização. Desvalorização da carr

Antenado
Antenado
19/05/2026 21:01
Responder para  Oliveira

Infringindo o regulamento. Se fosse permitido já seria grave. Mas não é permitido. Quem faz esta se marginalizando e sujeito a punição. Triste realidade.

Davi Lisboa
Davi Lisboa
19/05/2026 20:47
Responder para  Oliveira

Infelizmente a desvalorização na carreira militar vem acontecendo desde a época do Fernando Henrique Cardoso e piorando com os governos posteriores , Michel Temer , Dilma , Bolsonaro e lula.

Altino Lima
Altino Lima
20/05/2026 15:58
Responder para  Davi Lisboa

Verdade, o FHC ficou 8 anos no poder e não deu um centavo de aumento, assim como o Bozo! Só os governos Dilma e Lula deram um aumento de 9% parcelado em 2x

Mauro
Mauro
20/05/2026 21:29
Responder para  Altino Lima

Lorota. Foi Lula quem detonou os salários, dando 9 % em 2 parcelas, enquanto a inflação ficou tranquilamente em mais de 50 %, apesar do Márcio Pochmann do IBGE mentir dizendo ser menor.

Rodrigo
Rodrigo
20/05/2026 22:52
Responder para  Mauro

Fala besteira não. Bolsonaro foi uma utopia, principalmente para as praças das forças armadas. Ele não deu reajuste e ainda passou pra 35 anos de serviço com a reforma da previdência.

Paulo
Paulo
20/05/2026 15:53
Responder para  Davi Lisboa

Falastes a verdade, mas foi Bolsonaro o último que jogou a pá de cal…acredite!

Paulo
Paulo
20/05/2026 21:57
Responder para  Paulo

Que eu saiba Bolsonaro fez o reajuste de gratificações. Um suboficial além de altos estudos, como gratificação, edisponibilidade… deu um bom aumento real.

Mauro
Mauro
20/05/2026 21:26
Responder para  Paulo

Quem detonou os salários no Exército foi o atual presidente.

Robson Augusto
Admin
Robson Augusto
20/05/2026 21:46
Responder para  Mauro

Boa noite, no governo Bolsonaro não houve reajuste nos soldos, algumas carreiras ganharam ajustes nos adicionais por cursos, mas outras carreiras tiveram até decréscimo salárial.

CB
CB
20/05/2026 09:55
Responder para  Davi Lisboa

Você disse tudo meu velho, infeliz é ficar tantos anos e no fim sai com a mão atadas sem saber o que fazer no mercado de trabalho tão competitivo,

Rômulo daminelli junior
Rômulo daminelli junior
20/05/2026 18:24
Responder para  CB

Cara é simples vai quem quer, senão está satisfeito vai procurar outra coisa pra fazer.

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Felipe Alves da Silva

Felipe Alves da Silva

Sou Felipe Alves, com experiência na produção de conteúdo sobre segurança nacional, geopolítica, tecnologia e temas estratégicos que impactam diretamente o cenário contemporâneo. Ao longo da minha trajetória, busco oferecer análises claras, confiáveis e atualizadas, voltadas a especialistas, entusiastas e profissionais da área de segurança e geopolítica. Meu compromisso é contribuir para uma compreensão acessível e qualificada dos desafios e transformações no campo estratégico global. Sugestões de pauta, dúvidas ou contato institucional: fa06279@gmail.com