A China divulgou pela primeira vez imagens reais do lançamento operacional do seu míssil hipersônico DF-17, com veículo planador capaz de manobrar em alta velocidade e voar a mais de Mach 5, em vídeo exibido pela emissora estatal CCTV às vésperas do exercício naval RIMPAC 2026, conforme noticiou o Defense News.
Do desfile ao campo de batalha
Até agora, o DF-17 só havia aparecido em desfiles militares, como os de 2019 e 2025. A novidade é o contexto das imagens. Elas mostram lançadores móveis do tipo transportador-erector-lançador manobrando pelo deserto de Gobi, ocupando posições dispersas e executando disparos rápidos e coordenados, em cenas que simulam condições reais de combate e não uma vitrine cerimonial. O comentarista militar Du Wenlong afirmou, na CCTV, que a Força de Foguetes já opera sem depender de bases fixas, mais vulneráveis a ataques preventivos.
O momento da divulgação não foi casual. O vídeo veio logo após o início do RIMPAC 2026, maior exercício naval do mundo, liderado pelos EUA, e às vésperas dos 60 anos da Força de Foguetes do Exército de Libertação Popular.
Por que é tão difícil de interceptar
O DF-17 usa arquitetura de impulso e planeio, com o veículo planador hipersônico DF-ZF, e voa a velocidades estimadas entre Mach 5 e Mach 10, com alcance de 1.800 a 2.500 quilômetros. Diferentemente de um míssil balístico tradicional, que segue trajetória previsível, ele manobra de forma abrupta na fase final do voo, encurtando a janela de reação de sistemas como Aegis, THAAD e Patriot.
Não é a primeira vez que o tema acende o alerta. A revista já havia mostrado como mísseis hipersônicos chineses podem ameaçar os porta-aviões dos EUA em poucos minutos, justamente pela dificuldade de interceptação dessa classe de arma. Dentro do envelope do DF-17 estão Taiwan, o Japão, as bases americanas em Okinawa e parte da rota até Guam.
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Recado para os EUA e o Indo-Pacífico
Para analistas, a exibição funciona como sinalização estratégica calibrada, dirigida a Washington e aos aliados, em meio ao RIMPAC e a exercícios conjuntos entre EUA e Japão. As salvas coordenadas mostradas no vídeo têm um objetivo tático claro, o de saturar as defesas antimíssil, aumentando a chance de que ao menos parte do ataque atravesse o escudo adversário.
O episódio reforça que a corrida por armas hipersônicas, envolvendo EUA, China e Rússia, está longe de terminar. Ao transformar o DF-17 de peça de vitrine em arma de campo visível, Pequim comunica confiança operacional, e obriga o Ocidente a acelerar radares de longo alcance e defesas de nova geração capazes de enfrentar alvos que mudam de rota a milhares de quilômetros por hora.
Bem-vindo ao século XXI. Pobres Jetsons e pobres seres humanos que sonhavam com um século de desenvolvimento e paz. Só que não. Agora é se preparar para o pior, a 3a. Guerra Mundial e todos os pobres coitados que sobreviverem sejam em bankers ou não, todos voltaram a idade da pedra se sobrar alguma.