O Ministério da Defesa autorizou o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, a deixar o país para participar do XV Transregional Seapower Symposium, um dos maiores fóruns navais do mundo, na cidade de Veneza, na Itália.
A autorização foi publicada no Diário Oficial da União e assinada pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho. A viagem está marcada para o período de 2 a 8 de outubro de 2026, incluindo o trânsito.
A autorização foi publicada no Diário Oficial da União
O ato consta da Portaria GM-MD nº 3.908, de 24 de julho de 2026, do Gabinete do Ministro da Defesa. O texto autoriza formalmente o afastamento do país do Comandante da Marinha para a missão.
A viagem corre com ônus para o Comando da Marinha, o que significa que a própria Força custeia as despesas. A missão é classificada como eventual e de natureza militar, sem mudança de sede e sem dependentes.
Olsen vai ao XV Transregional Seapower Symposium
O Comandante da Marinha integra a lista de chefes navais convidados para o encontro, conhecido pela sigla T-RSS. O simpósio reúne as principais marinhas do planeta em torno da chamada diplomacia naval.
Para o Brasil, a presença do comandante da Força num evento desse porte coloca a Marinha do Brasil lado a lado com potências navais como Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Índia.
O evento é organizado pela Marinha Italiana em Veneza
O Transregional Seapower Symposium é promovido pela Marinha Italiana e acontece a cada dois anos desde 1996. A sede é o antigo Arsenal de Veneza, berço histórico do poder naval da cidade.
O encontro não reúne apenas militares. Participam também representantes da academia, da indústria de defesa e da pesquisa científica, num debate amplo sobre segurança marítima e cooperação entre as marinhas.
As sessões acontecem no Instituto de Estudos Militares Marítimos, instalado dentro do Arsenal, e recebem delegações de alto escalão de marinhas de todo o mundo. Ao longo de quase três décadas, o T-RSS se firmou como um dos principais pontos de encontro da diplomacia naval no planeta.
O tema desta edição é a influência global a partir dos mares regionais
A 15ª edição tem como tema “das águas regionais à influência global”, uma análise de como as dinâmicas de mares regionais afetam o equilíbrio mundial. A discussão gira em torno dos chamados mares interiores, como o Mediterrâneo, o Mar Negro e o Indo-Pacífico.
Entre os assuntos previstos estão a competição no Ártico, a proteção das rotas de comércio e dos cabos submarinos, a escala industrial da construção naval e a formação de líderes militares para um cenário cada vez mais complexo.
No centro do debate está o conceito de Complexos Regionais de Segurança Marítima. A ideia trata mares fechados ou semifechados como pivôs geográficos capazes de gerar efeitos muito além de suas águas, de modo que o controle de um mar regional se traduz em influência global.
O simpósio se divide em dois dias de debates
A programação combina painéis com vários palestrantes e apresentações individuais, distribuídos em dois dias de trabalho. O primeiro concentra as discussões sobre o cenário geopolítico global e regional, o papel das alianças na segurança dos mares e a disputa estratégica no Ártico.
O segundo dia se volta para o futuro. Entram em pauta as capacidades navais das próximas décadas, a escala industrial da construção de navios de guerra e a preparação de comandantes e tripulações para operar num ambiente cada vez mais complexo e tecnológico.
Os números que pautam a segurança dos mares
Um dos eixos do encontro é o peso estratégico dos pontos de estrangulamento, estreitos como Ormuz, Bab el-Mandeb e Malaca, por onde escoa a maior parte do comércio marítimo. Estima-se que cerca de 80% do comércio mundial em volume viaje pelo mar.
Também estão na mesa a proteção dos cabos submarinos, que carregam quase toda a comunicação de dados entre os continentes, e a corrida pelos recursos do Ártico, região que concentra grandes reservas de petróleo e gás ainda não exploradas. São temas que ligam diretamente o poder naval à economia global.
Marcos Sampaio Olsen comanda a Marinha do Brasil
Almirante de Esquadra, o posto mais alto da Marinha em tempo de paz, Marcos Sampaio Olsen ocupa o cargo de Comandante da Marinha, responsável pela direção-geral da Força. Cabe a ele conduzir os grandes programas navais do país e representar a Marinha junto a autoridades nacionais e estrangeiras.
À frente da Marinha do Brasil, ele acumula a rotina de comando com uma agenda de representação internacional, em que a participação em fóruns como o de Veneza reforça o peso do país no cenário naval.
A presença reforça a diplomacia naval do Brasil
Encontros como o T-RSS funcionam como palco de aproximação entre marinhas, onde acordos, parcerias e trocas de doutrina começam a ser costurados. Estar na mesma sala que os grandes comandos navais dá ao Brasil voz nesse debate.
É também a oportunidade de apresentar a visão brasileira sobre o Atlântico Sul, área que o país considera estratégica e que fica distante dos principais focos de tensão do Hemisfério Norte. A Marinha do Brasil defende a estabilidade dessa região como interesse nacional.
A missão de Olsen a Veneza se soma à agenda externa recente da Marinha, que busca ampliar a cooperação com forças de outros países. O período de 2 a 8 de outubro cobre a viagem, o simpósio e o retorno ao território nacional.
Para o Brasil, o tema central do simpósio, os mares regionais, dialoga com a chamada Amazônia Azul, a vasta área marítima sob responsabilidade brasileira no Atlântico Sul. Garantir presença e influência nesse espaço é uma das principais missões da Marinha do Brasil.
Tá chegando o fim do mandato vai acabar a mordomia,só nessas diárias vai embolsar uma certa quantia tem que aproveitar porque tá chegando dezembro e a vaca vai parar de da leite…….kkkkkk
Muito bem vamos gastar o dinheiro do povo para nada. Vai andar de gôndola e talvez compre uma frota para reforçar a defesa naval.