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O Ministério da Defesa autorizou o comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, a ir a Veneza entre 2 e 8 de outubro para um encontro que reúne as maiores marinhas do mundo, ao lado de Estados Unidos e China

A missão, publicada no Diário Oficial da União pelo ministro José Múcio, leva o chefe da Marinha do Brasil ao maior fórum naval organizado pela Marinha Italiana.

O Ministério da Defesa autorizou o comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen, a ir a Veneza entre 2 e 8 de outubro para um encontro que reúne as maiores marinhas do mundo, ao lado de Estados Unidos e China

O Ministério da Defesa autorizou o Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen, a deixar o país para participar do XV Transregional Seapower Symposium, um dos maiores fóruns navais do mundo, na cidade de Veneza, na Itália.

A autorização foi publicada no Diário Oficial da União e assinada pelo ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho. A viagem está marcada para o período de 2 a 8 de outubro de 2026, incluindo o trânsito.

A autorização foi publicada no Diário Oficial da União

O ato consta da Portaria GM-MD nº 3.908, de 24 de julho de 2026, do Gabinete do Ministro da Defesa. O texto autoriza formalmente o afastamento do país do Comandante da Marinha para a missão.

A viagem corre com ônus para o Comando da Marinha, o que significa que a própria Força custeia as despesas. A missão é classificada como eventual e de natureza militar, sem mudança de sede e sem dependentes.

Olsen vai ao XV Transregional Seapower Symposium

O Comandante da Marinha integra a lista de chefes navais convidados para o encontro, conhecido pela sigla T-RSS. O simpósio reúne as principais marinhas do planeta em torno da chamada diplomacia naval.

Para o Brasil, a presença do comandante da Força num evento desse porte coloca a Marinha do Brasil lado a lado com potências navais como Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Índia.

O evento é organizado pela Marinha Italiana em Veneza

O Transregional Seapower Symposium é promovido pela Marinha Italiana e acontece a cada dois anos desde 1996. A sede é o antigo Arsenal de Veneza, berço histórico do poder naval da cidade.

O encontro não reúne apenas militares. Participam também representantes da academia, da indústria de defesa e da pesquisa científica, num debate amplo sobre segurança marítima e cooperação entre as marinhas.

As sessões acontecem no Instituto de Estudos Militares Marítimos, instalado dentro do Arsenal, e recebem delegações de alto escalão de marinhas de todo o mundo. Ao longo de quase três décadas, o T-RSS se firmou como um dos principais pontos de encontro da diplomacia naval no planeta.

O tema desta edição é a influência global a partir dos mares regionais

A 15ª edição tem como tema “das águas regionais à influência global”, uma análise de como as dinâmicas de mares regionais afetam o equilíbrio mundial. A discussão gira em torno dos chamados mares interiores, como o Mediterrâneo, o Mar Negro e o Indo-Pacífico.

Entre os assuntos previstos estão a competição no Ártico, a proteção das rotas de comércio e dos cabos submarinos, a escala industrial da construção naval e a formação de líderes militares para um cenário cada vez mais complexo.

No centro do debate está o conceito de Complexos Regionais de Segurança Marítima. A ideia trata mares fechados ou semifechados como pivôs geográficos capazes de gerar efeitos muito além de suas águas, de modo que o controle de um mar regional se traduz em influência global.

O simpósio se divide em dois dias de debates

A programação combina painéis com vários palestrantes e apresentações individuais, distribuídos em dois dias de trabalho. O primeiro concentra as discussões sobre o cenário geopolítico global e regional, o papel das alianças na segurança dos mares e a disputa estratégica no Ártico.

O segundo dia se volta para o futuro. Entram em pauta as capacidades navais das próximas décadas, a escala industrial da construção de navios de guerra e a preparação de comandantes e tripulações para operar num ambiente cada vez mais complexo e tecnológico.

Os números que pautam a segurança dos mares

Um dos eixos do encontro é o peso estratégico dos pontos de estrangulamento, estreitos como Ormuz, Bab el-Mandeb e Malaca, por onde escoa a maior parte do comércio marítimo. Estima-se que cerca de 80% do comércio mundial em volume viaje pelo mar.

Também estão na mesa a proteção dos cabos submarinos, que carregam quase toda a comunicação de dados entre os continentes, e a corrida pelos recursos do Ártico, região que concentra grandes reservas de petróleo e gás ainda não exploradas. São temas que ligam diretamente o poder naval à economia global.

Marcos Sampaio Olsen comanda a Marinha do Brasil

Almirante de Esquadra, o posto mais alto da Marinha em tempo de paz, Marcos Sampaio Olsen ocupa o cargo de Comandante da Marinha, responsável pela direção-geral da Força. Cabe a ele conduzir os grandes programas navais do país e representar a Marinha junto a autoridades nacionais e estrangeiras.

À frente da Marinha do Brasil, ele acumula a rotina de comando com uma agenda de representação internacional, em que a participação em fóruns como o de Veneza reforça o peso do país no cenário naval.

A presença reforça a diplomacia naval do Brasil

Encontros como o T-RSS funcionam como palco de aproximação entre marinhas, onde acordos, parcerias e trocas de doutrina começam a ser costurados. Estar na mesma sala que os grandes comandos navais dá ao Brasil voz nesse debate.

É também a oportunidade de apresentar a visão brasileira sobre o Atlântico Sul, área que o país considera estratégica e que fica distante dos principais focos de tensão do Hemisfério Norte. A Marinha do Brasil defende a estabilidade dessa região como interesse nacional.

A missão de Olsen a Veneza se soma à agenda externa recente da Marinha, que busca ampliar a cooperação com forças de outros países. O período de 2 a 8 de outubro cobre a viagem, o simpósio e o retorno ao território nacional.

Para o Brasil, o tema central do simpósio, os mares regionais, dialoga com a chamada Amazônia Azul, a vasta área marítima sob responsabilidade brasileira no Atlântico Sul. Garantir presença e influência nesse espaço é uma das principais missões da Marinha do Brasil.

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2 Comentários
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Alexandre Daniel Santos Rochstar defasado a anos.
Alexandre Daniel Santos Rochstar defasado a anos.
28/07/2026 10:51

Tá chegando o fim do mandato vai acabar a mordomia,só nessas diárias vai embolsar uma certa quantia tem que aproveitar porque tá chegando dezembro e a vaca vai parar de da leite…….kkkkkk

Antonio Carvalho Barbosa
Antonio Carvalho Barbosa
28/07/2026 08:02

Muito bem vamos gastar o dinheiro do povo para nada. Vai andar de gôndola e talvez compre uma frota para reforçar a defesa naval.

Jefferson Silva

Jefferson Silva

Atuo na Sociedade Militar trazendo análises e conteúdos relacionados a Geopolítica, Tecnologia militar, Industria de Defesa e Inteligência Artificial.