O deputado federal e general Eduardo Pazuello (PL), que busca a reeleição pelo Rio de Janeiro, registra entradas de R$ 3 milhões do partido para a campanha de 2026 e já declarou pouco mais de R$ 1 milhão em despesas com pessoal e com militância e mobilização de rua. O valor exato é R$ 1.006.775,77, somando as duas categorias.
Em 2022, quando foi eleito com cerca de 205 mil votos, as despesas com pessoal e militância somaram R$ 474.422,35, menos da metade do valor gasto na campanah de 2026.
Na mesma disputa pela Câmara em 2026, três candidatos ligados às Forças Armadas aparecem no TSE sem nenhum recurso de partido ou fundo eleitoral registrado. O Suboficial Wagner Coelho (DC) declara R$ 4.770,00, montante arrecadado exclusivamente por financiamento coletivo feito por apoiadores.
O Bispo Paulo Santos (Democrata), militar reformado, têm suas contas ainda sem nenhum lançamento de receita. O Sub Antônio Andrade (PT) não tem prestação de contas apresentada.
Dois militares na graduação de suboficial que concorrem ao cargo de deputado federal receberam recursos dos partidos, mas em valores bem inferiores aos de Pazuello. Marcos Almeida (União Brasil) declara R$ 200.000,00 da Direção Nacional do partido, e Alex Sabino (Novo) declara R$ 28.901,50, sendo R$ 25.000,00 em recursos financeiros da Direção Nacional do Partido Novo.
Outro militar das Forças Armadas que concorre a deputado federal, o oficial superior da Marinha do Brasil que concorre com o nome de urna SERAFIM, recebeu a quantia de R$ 100 mil da Direção Nacional do Partido AVANTE
Os dados foram consultados no DivulgaCandContas, com atualizações entre 9 e 17 de setembro de 2026.
Gasto com pessoal e militância de Pazuello
Na prestação de contas de 2026, atualizada em 16 de setembro, a mobilização de rua é a maior despesa da campanha do general Pazuello: R$ 644.840,94 (34,93% do total), em 236 lançamentos. Despesas com pessoal aparecem em segundo lugar, com R$ 361.934,83 (19,60%), em 54 lançamentos. Somadas, as duas categorias representam 54,5% dos R$ 1.846.264,73 em despesas registradas até agora.
Em 2022, a mobilização de rua também liderava: R$ 343.312,35 (36,37%), em 254 lançamentos. Pessoal somava R$ 131.110,00, em 13 lançamentos. O gasto com militância e mobilização subiu cerca de 88%, e o de pessoal foi multiplicado por 2,76.
Repasse do PL
O repasse da Direção Nacional do PL passou de R$ 1,02 milhão em 2022 para R$ 3 milhões em 2026 e responde por 99,60% da receita declarada, de R$ 3.011.987,77. O limite legal de gastos para o primeiro turno é de R$ 3.176.572,53. Os valores informados relativos a 2026 podem ainda sofrer modificação, enquanto os de 2022 correspondem à prestação encerrada.
Candidatos militares sem verbas para a campanha
Ouvidos pela reportagem da Revista Sociedade Militar, dois candidatos militares mencionam que se consideram prejudicados porque iniciaram a campanha bem antes das eleições, com um projeto pronto para ser eleitos e representar a família militar e que as verbas recebidas, zero ou próximo de zero, são insificientes. “recebemos promessa do partido que teria verbas destinadas a nossa campanha e até agora, faltando 15 dias para o pleito, não recebemos nada… acho que a distribuição deveria ser igual para todos os candidatos” e “eu to pressionando, decepção pura…“. Os dois preferem não se identificar por que podem “sofrer represálias dos partidos” ainda durante a campanha.
Como consultar os dados
Todos os valores estão disponíveis no DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral, e podem ser retificados pelos candidatos até a prestação final.