Gravemente ferido e capturado durante uma missão em janeiro de 1945, Ignacio Loyola de Freitas Virgolino foi localizado em Bolonha e posteriormente evacuado para o Brasil.
O sargento Ignacio Loyola de Freitas Virgolino, da Força Expedicionária Brasileira (FEB), foi encontrado vivo em um hospital em Bolonha, na Itália, após desaparecer durante uma patrulha em janeiro de 1945. Gravemente ferido, ele havia sido capturado pelos alemães e recebido atendimento médico.
A trajetória está registrada pelo Museu Virtual da Força Expedicionária Brasileira, espaço dedicado à história dos expedicionários. A biografia acompanha o desaparecimento, a localização ao término dos combates e o retorno do militar ao Brasil.
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Patrulha da FEB terminou com o sargento gravemente ferido
Em 24 de janeiro de 1945, Virgolino participou de uma patrulha de reconhecimento à Cota 720, em Precaria. Integrante do 1º Regimento de Infantaria, ele se apresentou voluntariamente para a missão.
Uma referência elogiosa do comandante de seu batalhão registra que o sargento foi atingido por granada de mão e rajadas de metralhadora ao se aproximar do objetivo. Seu desaparecimento levou à exclusão dos efetivos da unidade, publicada em boletim no dia 26.
Sepultura de integrantes da patrulha foi localizada em março
Segundo o Museu Virtual da FEB, tropas brasileiras encontraram em Castelnuovo, em março, uma sepultura com os corpos de três integrantes daquela patrulha.
Virgolino continuava desaparecido. A localização dos companheiros mortos deixou sua trajetória ainda sem desfecho conhecido pelos brasileiros.

Hospital em Bolonha encerrou o período de desaparecimento
Ao fim dos combates na Europa, o sargento foi localizado em um hospital aliado em Bolonha, após uma troca de prisioneiros.
Sua reinclusão nos efetivos ocorreu em 27 de maio de 1945, com efeito retroativo à data do desaparecimento. O registro permitiu recompor administrativamente o período em que estivera afastado da unidade.
Carta preservou o relato do atendimento recebido no cativeiro
Em carta à enfermeira brasileira Virgínia Maria de Niemeyer Portocarrero, Virgolino relatou ter recebido tratamento de médicos e enfermeiras alemães. Também elogiou o cuidado dispensado aos pacientes na enfermaria aliada.
Ele escreveu com a mão esquerda porque a direita estava gessada. Em 15 de junho de 1945, foi evacuado para o Hospital Central do Exército, no Brasil.
A localização em Bolonha encerrou o desaparecimento iniciado durante a patrulha. O retorno ao Brasil deu continuidade ao tratamento de seus ferimentos.
Sua história preserva duas experiências de um mesmo expedicionário: a missão de combate e os cuidados recebidos após a captura.
Que outras histórias de expedicionários brasileiros merecem ser mais conhecidas? Compartilhe nos comentários os nomes e episódios que você gostaria de ver retratados.