A Força Espacial dos EUA selecionou duas empresas para desenvolver uma nova geração de satélites de reconhecimento capazes de produzir imagens de alta resolução de objetos localizados em órbita geoestacionária. O programa GHOST R deverá colocar protótipos em órbita a partir de 2028.
A iniciativa foi conduzida pelo Space Systems Command em parceria com a Defense Innovation Unit e faz parte de uma estratégia norte-americana para ampliar a capacidade de monitoramento do ambiente espacial.
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O objetivo é obter informações mais detalhadas sobre objetos que operam em órbitas muito distantes da superfície terrestre.
Satélites dos EUA vão observar outros objetos no espaço
O programa GHOST R, sigla para Geosynchronous High Resolution Optical Space Based Tactical Reconnaissance, foi criado para fornecer imagens de alta resolução de objetos localizados na órbita geoestacionária.
Essa região fica a mais de 22 mil milhas acima da Terra, o equivalente a mais de 35 mil quilômetros.
A capacidade é relevante porque a órbita geoestacionária concentra satélites utilizados para diferentes funções, incluindo comunicações, meteorologia e outras atividades estratégicas.
Com sensores ópticos capazes de observar esses objetos, os Estados Unidos pretendem ampliar a capacidade de caracterizar e acompanhar o que acontece nessa região do espaço.
Northrop Grumman e True Anomaly foram escolhidas
Duas empresas foram selecionadas para produzir os protótipos.
A Northrop Grumman desenvolverá uma plataforma baseada no ESPASat L, equipada com um sensor óptico comercial. Segundo a Defense News, o protótipo terá aproximadamente o tamanho de uma pequena mala e deverá ser produzido em um cronograma acelerado de 24 meses.
A True Anomaly, por sua vez, utilizará seu veículo orbital autônomo Jackal e o sistema de comando e controle Mosaic.
As duas propostas seguem caminhos tecnológicos diferentes, mas atendem ao mesmo objetivo de ampliar a capacidade de reconhecimento no ambiente espacial.
Programa pretende ampliar vigilância orbital
O GHOST R faz parte de uma arquitetura maior conhecida como RG XX, iniciativa da Força Espacial americana voltada ao desenvolvimento de uma nova camada de reconhecimento orbital.
A proposta busca utilizar satélites menores e sistemas derivados de tecnologias comerciais para aumentar a quantidade de plataformas disponíveis.
Essa abordagem também reduz a dependência de poucos satélites extremamente complexos e caros.
A lógica é semelhante à tendência observada em outros setores militares: distribuir sensores por diferentes plataformas pode aumentar a capacidade de sobrevivência e permitir a substituição mais rápida de unidades.
Primeiros lançamentos estão previstos para 2028
Os protótipos do GHOST R devem ser lançados diretamente para a órbita geoestacionária em 2028.
A previsão divulgada é que as plataformas possam realizar missões governamentais a partir de 2029.
O programa ainda está em uma fase inicial, portanto não é possível afirmar como será a configuração definitiva da futura constelação ou quantos satélites serão efetivamente produzidos.
Também não foram divulgados os valores dos contratos dos protótipos.
Mesmo assim, a iniciativa demonstra uma mudança na forma como as Forças Armadas americanas pretendem monitorar o espaço.
Em vez de observar apenas a Terra a partir do espaço, os novos sistemas serão projetados para observar também outros objetos que estejam em órbita.
Essa capacidade amplia o conceito de consciência situacional espacial e pode se tornar uma ferramenta importante para identificar, acompanhar e caracterizar movimentações de diferentes plataformas no ambiente orbital.