Compra do 4º Batalhão de Aviação do Exército prevê cordas, mosquetões e luvas para operações de resgate e mostra como a segurança dos militares também depende dos materiais usados fora da aeronave.
O 4º Batalhão de Aviação do Exército, em Manaus, abriu um processo para adquirir equipamentos destinados a operações de resgate em montanha e aeromóveis. Publicada em 28 de outubro de 2026, a contratação prevê 300 metros de corda semiestática, oito mosquetões e dez pares de luvas, com valor total estimado em R$ 14.575,60.
O aviso está registrado no Portal Nacional de Contratações Públicas, o PNCP, plataforma que divulga contratações da administração pública. O recebimento de propostas está previsto até 5 de novembro, às 9h, no horário de Brasília. A aquisição encontra-se na etapa de seleção de fornecedores.
Os materiais fazem parte de uma área do resgate que exige atenção antes da decolagem. Cordas e conectores trabalham em conjunto com outros equipamentos, enquanto os militares precisam reconhecer desgaste, verificar as condições de uso e acompanhar o comportamento do sistema durante a atividade.
Cordas, mosquetões e luvas compõem a aquisição em Manaus
O objeto registrado pelo batalhão é a aquisição de material para operações de resgate em montanha e aeromóveis, aquelas que empregam meios aéreos no deslocamento e na atuação da tropa. Os três tipos de material atendem a necessidades diferentes dentro desse trabalho.
A corda estabelece a ligação utilizada nas manobras com sistemas de acesso e resgate. Os mosquetões funcionam como conectores entre componentes. As luvas integram a proteção individual de quem executa as tarefas e manuseia os equipamentos.
O processo do 4º Batalhão de Aviação do Exército, disponível no PNCP, estabelece características para o fornecimento dos materiais. Resistência e certificação entram nessa seleção porque a aplicação exige produtos adequados aos esforços previstos durante o uso.
A escolha também envolve a compatibilidade entre as peças. O funcionamento de uma corda depende de sua interação com os dispositivos utilizados na mesma montagem, incluindo dimensões e condições de conservação.
Atrito e desgaste exigem inspeção ao longo da corda
A corda semiestática pertence à categoria de cordas de baixo alongamento empregadas em atividades como acesso por corda e resgate. Sua conservação exige uma avaliação que vai além de observar as extremidades ou o trecho que acabou de ser utilizado.
A Petzl, fabricante de equipamentos para atividades em altura e salvamento, orienta a inspeção visual de toda a extensão da capa, a parte externa da corda. Cortes, queimaduras, fios desfiados e sinais de contato com produtos químicos estão entre os pontos verificados. A avaliação inclui o histórico do equipamento e as condições em que ele foi empregado.

O contato com superfícies cortantes e o atrito podem danificar as fibras. Por isso, a documentação técnica da fabricante também recomenda atenção aos conectores e demais dispositivos que entram em contato com a corda. Rebarbas e arestas nesses componentes podem comprometer o material durante a operação.
Segurança depende da combinação entre os equipamentos
A resistência de uma peça é apenas uma das características consideradas na montagem de um sistema de resgate. O encaixe, o posicionamento e a interação entre os componentes também fazem parte da avaliação técnica.
Nas orientações para cordas semiestáticas, a Petzl recomenda verificar a compatibilidade com os aparelhos empregados, inclusive em relação ao diâmetro da corda. Essa conferência segue as instruções de cada equipamento e acompanha a preparação para o uso.
Embora ocupem pouco espaço quando comparados a uma aeronave, cordas e conectores participam diretamente das manobras executadas pelos profissionais de resgate.
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Militares do batalhão já treinaram extração de vítimas com a Marinha
O trabalho de busca e salvamento da unidade tem um antecedente documentado pela Marinha do Brasil. Entre 11 e 15 de julho de 2022, quatro militares do pelotão SAR do batalhão de Manaus participaram de um intercâmbio sobre salvamento aeroaquático.
A atividade foi conduzida pelo Centro de Instrução e Adestramento Aeronaval Almirante José Maria do Amaral Oliveira, o CIAAN. A programação incluiu equipamentos utilizados pelos tripulantes de resgate, características das aeronaves e procedimentos empregados pela aviação naval.
Nas aulas práticas, os participantes treinaram abandono de aeronave, inserção e salvamento, além da extração de vítimas com sling, maca e cesto. Segundo a Marinha, o intercâmbio buscou aproximar os conhecimentos operacionais das duas Forças.
A contratação publicada em outubro coloca o fornecimento de materiais entre as demandas atuais do batalhão. A etapa seguinte prevista no calendário é o encerramento do recebimento de propostas, seguido da avaliação dos fornecedores.
O orçamento estimado abrange equipamentos que fazem parte da preparação das equipes para o trabalho de resgate. Sua utilização exige a combinação entre material adequado, conservação e treinamento dos militares.
Na preparação de uma equipe de resgate militar, qual cuidado com os equipamentos merece mais atenção e divulgação? Compartilhe sua experiência ou análise nos comentários.