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Militares argentinos mergulharam até 30 metros em águas geladas da Antártica e foram enviados para passar o inverno em base remota que possui uma câmara hiperbárica

Quatro militares argentinos concluíram mergulhos de até 30 metros nas águas geladas da Antártica e foram designados para passar o inverno de 2026 na Base Carlini, estação científica equipada com câmara hiperbárica.

Marcos
Por Marcos 16/10/2026 às 10:44
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Militares argentinos mergulharam até 30 metros em águas geladas da Antártica e foram enviados para passar o inverno em base remota que possui uma câmara hiperbárica
Mergulhadores militares em atividade subaquática durante a capacitação realizada na Base Antártica Carlini. Crédito: Armada Argentina.

Quatro militares argentinos concluíram em março de 2026 uma capacitação de mergulho na Base Antártica Carlini, com imersões de até 30 metros em águas polares. Três são integrantes da Armada Argentina e um pertence ao Exército. Depois do curso, foram designados para permanecer na estação durante o inverno austral de 2026, dando suporte a pesquisas científicas em uma das regiões mais isoladas do planeta.

Quatro militares chegaram a 30 metros de profundidade nas águas da Antártica

Em comunicado de 12 de março, a Armada Argentina informou que a última etapa do curso ocorreu na Base Carlini, durante a Campanha Antártica de Verão 2025-2026. O grupo realizou práticas técnicas em águas geladas e operações sob gelo, além de atividades diretamente relacionadas às pesquisas mantidas na estação.

Os instrutores Cristian Acevedo e Cristian Marsala coordenaram a fase antártica. Os aprovados foram Gastón Ezequiel Pozzi, Antonio Bernardo Medina, Osvaldo Maximiliano Olmos, do Exército, e Dante Emanuel Brito. A profundidade máxima informada foi de 30 metros, sem indicação de que todas as descidas tenham ocorrido sob gelo.

Seis pessoas com casacos vermelhos posam ao ar livre na Base Carlini diante de montanhas cobertas de neve
Integrantes e instrutores do curso de mergulho em águas polares na Base Carlini, na Antártica. Crédito: Armada Argentina.

Preparação começou em setembro na Base Naval de Mar del Plata

Os participantes iniciaram a capacitação em setembro de 2025, em instalações da Escola de Mergulho da Armada, na Base Naval Mar del Plata. O primeiro estágio combinou aulas teóricas sobre o ambiente polar com preparação operacional, técnicas de mergulho sob gelo e protocolos de emergência.

Antes de viajar para a Antártica, os militares praticaram os procedimentos nos tanques da escola. Na Base Carlini, passaram à execução em águas polares e participaram de trabalhos técnicos destinados a apoiar os programas científicos.

Base Carlini funciona durante todo o ano e depende de equipes especializadas

Localizada na caleta Potter, na ilha 25 de Maio, a Base Carlini é uma estação científica permanente argentina. Sua história começou em 1953, quando a Marinha instalou na região o Refúgio Naval Caleta Potter. A instalação passou por mudanças e ampliações ao longo das décadas.

Embora a maior movimentação aconteça no verão, as pesquisas não param quando chega o inverno. Os mergulhadores contribuem para a coleta de amostras marinhas e para a continuidade de registros ambientais, cuja qualidade depende de séries de observação mantidas durante todo o ano.

Mergulhador com máscara amarela e equipamento vermelho emerge da água segurando rede verde
Militar equipado para mergulho em águas polares na região da Base Carlini. Crédito: Armada Argentina.

Câmara hiperbárica permite atender emergências após os mergulhos

A Base Carlini conta com uma câmara hiperbárica, equipamento utilizado para tratar eventuais casos de doença descompressiva, condição que pode ocorrer quando mudanças de pressão provocam formação de bolhas de gás nos tecidos e no sangue.

Um centro hiperbárico foi instalado na base em 2004, com câmara de descompressão e infraestrutura de ar comprimido. A estrutura oferece apoio aos mergulhadores que coletam amostras para estudos de biologia marinha, inclusive em operações realizadas sob gelo.

Missão de inverno manteria quatro mergulhadores e duas cientistas na estação

Após as duas fases do curso, os quatro militares passaram a integrar a equipe prevista para a invernada de 2026. Duas cientistas também foram mencionadas pela Armada entre os profissionais responsáveis por dar continuidade aos monitoramentos ambientais de longo prazo.

Uma nova turma começou a preparação na Argentina continental em outubro de 2026, com atividades na Antártica programadas para a campanha 2026-2027. Essa etapa posterior é distinta das imersões concluídas em março pelos quatro militares destinados ao inverno de 2026.

O trabalho desses mergulhadores mantém uma ligação direta entre a capacidade operacional militar e o estudo do ambiente antártico. Você acredita que o Brasil deveria ampliar suas próprias equipes especializadas em mergulho polar? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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