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Três militares do Comando de Aviação do Estado morrem em queda de avião da Polícia Militar de Minas Gerais; piloto havia recebido homenagem após voltar de licença-maternidade

As três vítimas de acidente no Vale do Aço eram tripulantes do King Air que relizava um voo de recheque após modernização de sistemas, segundo a PM-MG

Fernando B.
Por Fernando B. 09/10/2026 às 19:55
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Três militares do Comando de Aviação do Estado morrem em queda de avião da Polícia Militar de Minas Gerais; piloto havia recebido homenagem após voltar de licença-maternidade
King Air da PM-MG, com codinome Pégasus 17, caiu próximo de Ipatinga e deixou três mortos. Foto: Reprodução

O estado de Minas Gerais registrou dois acidentes fatais envolvendo aeronaves nesta sexta-feira, dia 9 de outubro de 2026. Em um deles, três membros do Comando de Aviação do Estado (ComAvE), da Polícia Miltiar de Minas Gerais (PM-MG), morreram na queda de um avião bimotor Beechcraft King Air 300 (prefixo PP-EJO) próprio da corporação nas proximidades do Aeroporto Regional do Vale do Aço, no interior.

Segundo informações do jornal O TEMPO, o avião da PM-MG, com codinome Pégasus 17, decolou do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16, com destino a Ipatinga, no Vale do Aço, a cerca de 150 quilômetros da capital. O acidente aconteceu por volta das 16h, e teria ocorrido após uma nova decolagem do aeroporto regional. Todos os ocupantes da aeronave morreram.

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Segundo informou a PM-MG em coletiva de imprensa, o avião realizava um voo de recheque de habilitação no momento do acidente. O King Air estava com a manutenção em dia, havia passado por processo de modernização de equipamentos, e era operado por profissionais habilitados para a atividade, de acordo com a PM-MG.

Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram uma coluna de fumaça em uma área nos arredores do aeroporto, que fica localizado no município de Santana do Paraíso, mas é conhecido como Aeroporto de Ipatinga, ou Aeroporto do Vale do Aço.

Vídeos nas redes sociais mostram proximidade do local do acidente com o aeroporto do Vale do Aço. Foto: Reprodução/Redes Sociais

A rádio Itatiaia confirmou que as três vítimas eram miltiares e que estavam em exercício militar no momento do acidente. São elas a 1° tenente Gabriela Emília, o tenente-coronel Luis Silvestre e a tenente Alice Almeida, todos do Comando de Aviação do Estado.

As causas da queda serão investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira (FAB).

Tenente foi homenageada um dia antes

A tenente Gabriela Emília, uma das vítimas do acidente, havia recebido um dia antes uma homenagem do Comando de Aviação do Estado da PM-MG, após retornar de licença-maternidade.

“Ser mãe. Ser piloto. Ser policial militar. Três papéis, uma só mulher — e uma coragem que vai muito além do voo” — afirmou a homenagem em vídeo postada no perfil oficial do Comando.

Segundo informações da rádio Itatiaia, Emília foi a primeira mulher da PM-MG habilitada como piloto de aeronaves de asas fixas do Comando de Aviação do Estado.

Tenente Gabriela Emília foi homenageada pelo retorno ao serviço um dia antes do acidente. Foto: Reprodução/Instagram

Já o tenente-coronel Luis Silvestre era piloto e o comandante do Comando de Aviação do Estado e integrante da PM-MG desde 2004.

A terceira vítima, a tenente Alice Almeida, serviu por sete anos no Corpo de Bombeiros (CBMMG) antes de ingressar no oficialato da Polícia Militar. Segundo informações da Itatiaia, ela também era piloto.

Avião era usado em diversas missões

O Pégasus 17 era usado em diversas missões da corporação, como transporte de órgãos para transplante, e em maio foi responsável por transportar o 2.000º órgão para transplante por meio Comando de Aviação do Estado em parceria com o MG Transplantes e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG).

O avião também era usado para transporte rápido de equipes médicas, policiais e autoridades.

Segundo o jornal O TEMPO, a aeronave fabricada em 1986 tinha documentação regular válida até abril de 2027. A aeronave em sua configuração original pode até oito passageiros e dois tripulantes.

Dados do site Flight Radar mostram que a aeronave King Air decolou às 15h16 do aeroporto da Pampulha, e pousou em Ipatinga às 15h59. Não há registro de dados adicionais sobre uma nova decolagem do aeroporto do Vale do Aço.

Acidente matou piloto em Belo Horizonte

Também nesta sexta-feira, um avião monomotor Embraer EMB-711ST Corisco II Turbo caiu e pegou fogo próximo à Estação São Gabriel, na Região Nordeste de Belo Horizonte. O piloto foi a única vítima do acidente.

O avião também havia decolado do aeroporto da Pampulha, na capital. A identidade da vítima não foi divulgada até o momento pelas autoridades. O impacto mobilizou equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e órgãos de investigação aeronáutica na capital mineira.

Local da queda do Embraer Corisco em Belo Horizonte. Foto: CB-MG

O Embraer Corisco é usado principalmente para aviação geral, turismo e instrução em aeroclubes, com capacidade para transportar até quatro pessoas, incluindo os tripulantes. O avião acidentado foi fabricado em 1988, e constava com situação regular para voo, com Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) com validade até 9 de outubro de 2027.

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