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Oficial evitou colisão de porta-aviões de 65 mil toneladas com ferry na madrugada e protege 1.600 pessoas a bordo do navio britânico

Thaís Souza
Por Thaís Souza 08/10/2026 às 19:39
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Oficial evitou colisão de porta-aviões de 65 mil toneladas com ferry na madrugada e protege 1.600 pessoas a bordo do navio britânico
Royal Navy anunciou em 8 de outubro o reconhecimento a David Hardiman pela manobra do HMS Prince of Wales

Royal Navy anunciou em 8 de outubro o reconhecimento a David Hardiman pela manobra do HMS Prince of Wales; incidente ocorreu em novembro de 2025 e terminou com o ferry passando à frente da proa.

O tenente David Hardiman evitou uma colisão entre o porta-aviões HMS Prince of Wales e o ferry GNV Sirio durante uma madrugada no Mediterrâneo. A Royal Navy, Marinha do Reino Unido, divulgou o reconhecimento ao oficial nesta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, pela atuação em um incidente ocorrido em 19 de novembro de 2025.

O navio militar, de 65 mil toneladas, transportava 1.600 pessoas. Diante da aproximação perigosa da embarcação civil, Hardiman ordenou uma mudança de rumo e, depois, o acionamento dos motores em marcha à ré para reduzir a velocidade.

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O ferry passou aproximadamente 366 metros à frente da proa, a parte dianteira do porta-aviões. A sequência de decisões rendeu ao tenente o Lady Swaythling Trophy, prêmio por sua habilidade na condução do navio diante do perigo.

Mudança de rumo do ferry colocou os navios em trajetória de colisão

O encontro ocorreu no Mar Tirreno, entre a Itália e a Sardenha, por volta das 2h30. Hardiman estava como oficial de quarto, função responsável pela navegação segura durante aquele período de serviço, e dirigia a pequena equipe no passadiço, onde ficam os controles de navegação.

Segundo a Royal Navy, ele identificou no radar um contato a 15 milhas náuticas, aproximadamente 27,8 quilômetros. Naquele momento, a posição da embarcação ainda não representava motivo de preocupação.

O perigo surgiu durante a aproximação. O GNV Sirio alterou o rumo, a distância entre os navios diminuiu rapidamente e ambos passaram a seguir uma trajetória de colisão.

HMS Prince of Wales mudou de direção e reduziu a velocidade

Hardiman manteve o acompanhamento do ferry e ordenou uma guinada para boreste, o lado direito do navio, buscando aumentar a separação. Também chamou o navegador ao passadiço.

Com o agravamento do risco, determinou que os motores operassem em marcha à ré para diminuir a velocidade e preparou o porta-aviões para uma possível colisão.

O tenente David Hardiman evitou uma colisão entre o porta-aviões HMS Prince of Wales e o ferry GNV Sirio durante uma madrugada no Mediterrâneo.
O tenente David Hardiman evitou uma colisão entre o porta-aviões HMS Prince of Wales e o ferry GNV Sirio durante uma madrugada no Mediterrâneo.

As medidas atuaram sobre dois elementos da aproximação: a direção seguida pelo navio militar e sua velocidade. O ferry acabou cruzando à frente da proa, e as embarcações seguiram sem colidir.

Porta-aviões estava perto de encerrar missão de sete meses

O Prince of Wales navegava a poucos dias de retornar para casa, após um desdobramento de sete meses. Além das pessoas embarcadas, levava seu grupo aéreo completo.

Na passagem pelo Mar Tirreno, o porta-aviões se preparava para receber caças italianos F-35B para um exercício. Foi durante esse trecho da viagem que a equipe de navegação precisou responder ao risco envolvendo o ferry.

Prêmio reconheceu decisões tomadas sob pressão

O Lady Swaythling Trophy foi concedido pela Shipwrecked Mariners’ Society, em sua premiação anual de habilidade e bravura. Hardiman recebeu o troféu do almirante Sir George Zambellas, ex-chefe da Marinha britânica.

No relato divulgado pela Royal Navy, o capitão Justin Osmond, diretor-executivo da entidade, destacou a serenidade, o julgamento e o profissionalismo do tenente. A avaliação reconheceu a proteção tanto das pessoas no porta-aviões quanto dos passageiros e tripulantes do ferry.

A atuação premiada combinou acompanhamento da aproximação, mudança de rumo e redução de velocidade diante de um perigo crescente.

Com o reconhecimento agora divulgado, o episódio registra a responsabilidade do oficial que conduzia a navegação naquela madrugada e precisou decidir como afastar um navio de grande porte da trajetória de outra embarcação.

Como o treinamento das equipes de navegação pode preparar militares para tomar decisões rápidas em situações como essa? Compartilhe sua análise nos comentários.

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