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General Ramos deixa o serviço ativo do EXÉRCITO – Em sua carta fica claro que excesso de militares da ATIVA no governo prejudica as Forças Armadas

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“… minha permanência no serviço ativo perdeu o sentido e torna-se prejudicial à instituição”, General Ramos

O general Eduardo Ramos deixa o Exército Brasileiro durante a escalada de críticas sobre a “mistura” entre Forças Armadas e governo. Apesar de a princípio negar-se que a presença de militares nos diversos escalões do governo Bolsonaro acabariam por fazer com que o nome GOVERNO se misturasse com o das FORÇAS ARMADAS, aos poucos os próprios militares foram atestando a veracidade dessa afirmação.

Ainda nesse mês de junho de 2020 o general Santos Cruz, ex-membro ministro da Secretaria de Governo, chegou a dizer que se um militar deseja ocupar um cargo comissionado no governo será melhor que peça sua transferência para a reserva remunerada.

Nas últimas semanas os termos MILITARES e FORÇAS ARMADAS apareceram milhares de vezes nos campos de pesquisa dos mecanismos de busca google e bing. A presença de militares chamou a atenção a tal ponto que parlamentares do Partido dos Trabalhadores já preparam uma Proposta de Emenda Constitucional contra o que chamam de “militarização do governo”. A PEC proposta pelo deputado Alencar Santana tem sido apoiada por parlamentares de diversas siglas.

Exclusivo: Veja a PROPOSTA DE EMENDA CONSTITUCIONAL que acaba com MILITARES DA ATIVA em cargos no governo. “Mais de 36% dos principais postos”.
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Em sua carta de despedida do Exército o general Ramos, atual Ministro da Secretaria de Governo, diz claramente que sua presença no governo, estando na ativa, “torna-se prejudicial à instituição”.

Carta de despedida do General Ramos
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Meus caros amigos de caserna, boa tarde!

Ao tomar posse como Ministro de Estado da SEGOV, entendi ser uma missão transitória, uma convocação para colocar em prática a experiência de articulação e negociação acumuladas ao longo de minha carreira, que o Presidente da República tivesse vislumbrado ser ideal para a organização de uma Base para a aprovação dos projetos de interesse do Governo, particularmente a Nova Previdência. Por esse motivo, o Comandante do Exército concordou com minha permanência no Serviço Ativo, com o meu Licenciamento do Alto-Comando do Exército, de modo a não permitir interferência da Missão no Governo nos assuntos do Exército.

Acreditei que conseguiria cumprir essa missão ainda em 2019 e, de fato, grande parte dela foi cumprida, ajudamos a aprovar a Previdência, bem como inúmeros outros projetos de interesse do governo, como o Sistema de Proteção Social dos Militares, Salvaguarda de Alcântara, Liberdade Econômica, dentre outros, entretanto, a Base de Governo exigiu um pouco mais de tempo para sua consolidação. Ainda assim, considerando ter cumprido essa missão, me preparava para o retorno quando, de forma absolutamente imensurável, fomos atingidos pela crise do COVID e suas crises derivadas, de tal forma que minha permanência como Ministro tornou-se muito importante para minimizar os impactos das crises. Consequentemente, minha permanência no serviço ativo perdeu o sentido e torna-se prejudicial à instituição que me fez quem eu sou e que tanto amo.

Dessa forma, é por lealdade ao sentimento de cumprimento de missão que sempre tive e pelo absoluto respeito que devo ao nosso Exército Brasileiro, que comunico minha decisão de solicitação de passagem para a reserva remunerada, o que deve se processar a partir de 1º de julho deste ano. Agradeço ao Comandante do Exército a confiança em mim deposita e a consideração ao me permitir a permanência na ativa, bem como a todos os companheiros que me apoiaram e me apoiam nessa empreitada. Brasil acima de tudo!

Que Deus continue me concedendo a sabedoria e a força para cumprir essa missão!
Que Deus abençoe o Brasil! Luiz Eduardo Ramos Ministro da SeGov/PR
Revista Sociedade Militar

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