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Mais de 1.400 militares, blindados e forças especiais entram em operação no Sul do país durante exercício entre Argentina e Exército Brasileiro

Militares argentinos voltarão a operar em território brasileiro com blindados, forças especiais e apoio aéreo durante o Exercício Arandú 2026. A mobilização militar ocorre em meio ao aumento da pressão estratégica sobre o Atlântico Sul e reforça a preparação regional das Forças Armadas.

Mais de 1.400 militares, blindados e forças especiais entram em operação no Sul do país durante exercício entre Argentina e Exército Brasileiro
Blindado Stryker 8x8 utilizado em operação terrestre durante exercício militar combinado. A mobilização entre Brasil e Argentina ocorre em meio ao aumento da pressão estratégica sobre o Atlântico Sul.

Brasil e Argentina vão mobilizar mais de 1.400 militares, blindados Guarani 6×6, veículos Stryker 8×8 e tanques TAM 2C-A2 durante o Exercício Arandú 2026 no Rio Grande do Sul. A operação reúne forças terrestres, tropas especiais e apoio aéreo em um momento de maior pressão geopolítica sobre o Atlântico Sul e de reforço da capacidade militar regional.

Tropas argentinas voltam a operar no Sul do Brasil

Militares argentinos voltarão a atuar em território brasileiro durante o Exercício Combinado Arandú 2026, uma das maiores operações terrestres bilaterais da América do Sul.

As atividades ocorrerão em áreas militares de Santa Maria e Rosário do Sul, no Rio Grande do Sul, reunindo tropas do Exército Brasileiro e do Exército Argentino em operações com blindados, deslocamentos táticos e simulações de combate.

Além das tropas mecanizadas, o exercício também deve envolver forças especiais e apoio aéreo em ações integradas no Sul do país.

Segundo o Exército Brasileiro, o treinamento faz parte do ciclo operacional 2024–2026 entre Brasil e Argentina.

Guarani 6×6, Stryker 8×8 e TAM entram em ação

Blindado Guarani 6x6 do Exército Brasileiro durante atividade militar com tropas em formação no Rio Grande do Sul.
Blindado Guarani 6×6 do Exército Brasileiro durante atividade operacional ligada ao Exercício Arandú 2026, que reúne tropas, forças especiais e veículos blindados de Brasil e Argentina. imagem: exército brasileiro / divulgação

O Arandú 2026 deve colocar em operação os blindados Guarani 6×6 do Exército Brasileiro ao lado dos veículos Stryker 8×8 empregados pelas forças argentinas.

Além disso, militares argentinos devem utilizar os tanques TAM 2C-A2 modernizados durante as atividades em território brasileiro.

A movimentação reúne alguns dos principais meios blindados atualmente empregados pelas forças terrestres dos dois países e amplia o peso operacional do exercício no Sul do Brasil.

O treinamento também inclui operações aeromóveis, deslocamentos mecanizados e ações de tropas especiais em cenários simulados de pressão militar.

Conforme destacou o Comando de Operações Terrestres do Exército Brasileiro (COTER), o exercício fortalece a capacidade de atuação conjunta entre militares brasileiros e argentinos.

Além das operações de campo, o Arandú também inclui etapas de simulação militar avançada e planejamento operacional integrado entre os dois países.

Atlântico Sul amplia importância estratégica do exercício

A mobilização militar ocorre em um momento de maior atenção sobre o Atlântico Sul, região considerada estratégica para o Brasil por concentrar rotas marítimas, reservas energéticas e áreas ligadas à proteção da Amazônia Azul.

Nos últimos meses, exercícios multinacionais e o aumento da presença militar internacional ampliaram a pressão geopolítica sobre áreas consideradas sensíveis para a segurança regional.

Nesse cenário, operações militares combinadas passaram a ganhar maior relevância para o Brasil diante da necessidade de ampliar prontidão, mobilidade e capacidade de resposta das Forças Armadas.

De acordo com o Exército Argentino, o Arandú busca ampliar a integração entre as forças terrestres dos dois países e fortalecer a preparação operacional regional.

Enquanto isso, o avanço das tensões estratégicas na região elevou a importância da cooperação militar para temas ligados à soberania, segurança marítima e proteção de áreas sensíveis da América do Sul.

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11 Comentários
LUIZ G MORAES
LUIZ G MORAES
24/05/2026 20:34

FFAA BRASIL…Vamos defender e proteger bem nossas Fronteiras

FERNANDO CASTRO
FERNANDO CASTRO
24/05/2026 14:41

Essa é a resposta para quem quer desunir a América do Sul.

Naudelino
Naudelino
23/05/2026 23:29

O Brasil acha que com esse tanques e força terrestre impedi alguma invasão.
Acorda Brasil!!!!.

Jorge Emerson Prestes
Jorge Emerson Prestes
23/05/2026 14:23

Esse exercício só vai servir para treinar os militares argentinos a operar em solo brasileiro. A Argentina é ideologicamente alinhada com os EUA. Caso os EUA resolva de “intervir” no Brasil já vai ser um grande força para eles saber como operar para apoiar os EUA.

João Pedro
João Pedro
25/05/2026 08:03
Responder para  Jorge Emerson Prestes

O Brasil também.

Mandrake
Mandrake
24/05/2026 21:57
Responder para  Jorge Emerson Prestes

Exercito argentino está sucateado tambem. Vai ser um amontoado de sucata maior que o ferro velho que tem aqui perto de casa.

Aldo elifas da fontoura
Aldo elifas da fontoura
24/05/2026 11:43
Responder para  Jorge Emerson Prestes

Concordo contigo porém não iriam muito longe em território brasileiro.

Ivan pereira de sousa
Ivan pereira de sousa
24/05/2026 20:47
Responder para  Aldo elifas da fontoura

Verdade, entrar e fácil, difícil é sair

Antonio Boulus
Antonio Boulus
23/05/2026 08:33

Seria melhor um exercício de combate entre os dois exércitos, isso sim…

Maria de Fátima Silva Pinto
Maria de Fátima Silva Pinto
23/05/2026 07:09

Enquanto isso tem-se notícias de invasão da Argentina na calada da noite, por navios chineses disfarçado de Argentinos, para pesca saqueadora. Cadê esses preparos de proteção, estão servindo para o quê?

Miguel Ángel Scovenna Rivero y Hornos

Miguel Ángel Scovenna Rivero y Hornos

Analista em defesa, geopolítica e segurança internacional, com foco em assuntos militares, indústria de defesa e relações estratégicas na América Latina e no cenário global. Atua como colaborador da Revista Sociedade Militar, onde publica análises sobre política de defesa, capacidades militares e impactos geopolíticos de decisões estratégicas internacionais.