O confronto verbal entre o deputado federal General Girão (PL-RN) e um delegado da Polícia Federal durante uma manifestação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Natal, ganhou um novo capítulo.
A movimentação ocorreu após o episódio registrado na quinta-feira (20), quando Lula cumpria agenda na capital potiguar e manifestantes exibiam o boneco nas proximidades do trajeto presidencial.
Segundo a 96 FM, Girão esteve no MPF acompanhado de Josemar Varela, candidato a deputado estadual. Para o parlamentar, a intervenção ocorrida durante a manifestação teria representado uma forma de censura.
Caso começou com abordagem da Polícia Federal em Natal
A controvérsia teve início quando integrantes da Polícia Federal abordaram manifestantes que participavam de um ato contrário ao presidente Lula.
Entre os participantes estava General Girão.
O grupo exibia faixas e o “Pixuleco”, boneco inflável utilizado há anos em manifestações políticas contra Lula.
Durante a abordagem, um delegado da PF argumentou que a caracterização do presidente feita pelo boneco poderia configurar crime contra a honra e pediu que o objeto fosse desinflado.
Em vídeo divulgado nas redes sociais e pela imprensa, o delegado chegou a informar aos manifestantes que o boneco poderia ser apreendido caso permanecesse no local.
O agente também ressaltou que faixas, cartazes e palavras de ordem poderiam continuar sendo utilizados pelos participantes.
General Girão questionou delegado durante abordagem
General Girão interveio na conversa e passou a questionar a fundamentação utilizada para a possível retirada do boneco.
Durante o diálogo, tanto o parlamentar quanto o delegado apresentaram suas identificações funcionais.
Girão argumentou que se tratava de uma manifestação política e defendeu a permanência do objeto no local.
A conversa terminou sem que o boneco fosse apreendido.
Os agentes deixaram o local e a manifestação prosseguiu.
Posteriormente, Girão voltou a defender publicamente o direito à manifestação e à liberdade de expressão.
Episódio agora chega ao Ministério Público Federal
A discussão, entretanto, não terminou na BR-101.
No dia seguinte ao episódio, a 96 FM de Natal informou que General Girão decidiu levar o caso ao Ministério Público Federal e cobrar explicações sobre a atuação dos agentes.
Segundo a publicação, Girão esteve acompanhado de Josemar Varela durante a ida ao MPF.
A iniciativa abre um novo capítulo da controvérsia porque desloca a discussão sobre a atuação policial ocorrida durante o protesto para o âmbito do Ministério Público Federal.
Até o momento, porém, não há confirmação pública apresentada pelas fontes consultadas de que o MPF tenha formalmente instaurado uma investigação contra os policiais envolvidos.
A informação confirmada é que o parlamentar levou o episódio ao órgão e buscou explicações sobre a conduta adotada.
Delegado alegou possível crime contra a honra
O ponto central da discussão ocorrida em Natal foi justamente a avaliação feita pelo delegado sobre a representação do presidente da República.
Reportagem da Tribuna do Norte registrou que o policial afirmou que o boneco poderia configurar crime contra a honra.
O delegado também indicou aos manifestantes que sua intenção seria evitar um problema maior durante o ato.
Apesar da advertência, os participantes não retiraram o boneco.
A Polícia Federal acabou deixando o local sem realizar a apreensão.
Polícia Federal foi procurada sobre o episódio
O Poder360 também noticiou o caso e informou ter procurado a Polícia Federal do Rio Grande do Norte para obter esclarecimentos sobre a abordagem e o pedido de retirada do objeto.
Segundo o veículo, até a publicação da reportagem, não havia sido recebida resposta da instituição.
O episódio ocorreu em meio à passagem do presidente Lula por Natal e ganhou repercussão nacional depois que as imagens da discussão entre o delegado, Girão e os manifestantes começaram a circular nas redes sociais.
Agora, com a ida do parlamentar ao Ministério Público Federal, a controvérsia passa a ter um segundo capítulo.
A questão que permanece é se o MPF adotará alguma providência formal após receber a demanda apresentada pelo deputado.
Você considera que a abordagem da Polícia Federal foi uma medida preventiva legítima ou que houve excesso diante do direito à manifestação?
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