O Brasil aparece como a segunda maior potência militar das Américas, atrás somente dos Estados Unidos, segundo os dados de 2026 do Global Firepower.
O levantamento coloca as Forças Armadas brasileiras na 11ª posição entre 145 países avaliados, à frente de nações como Canadá e México e dentro do grupo das 15 forças militares mais bem classificadas do mundo.
Os Estados Unidos permanecem isolados no primeiro lugar global, enquanto o Canadá ocupa a 28ª colocação e o México aparece em 36º.
O resultado brasileiro é sustentado por uma combinação de 376 mil militares na ativa, 1,34 milhão de reservistas, 495 aeronaves e 69 meios navais, além da extensão territorial, capacidade logística e base industrial considerada pelo índice.
O Global Firepower atribui ao Brasil um PwrIndx de 0,2374. Quanto mais próximo de zero, melhor é a pontuação utilizada pela plataforma.
Brasil abre grande vantagem no continente
A diferença de posições chama atenção quando o recorte deixa de ser apenas a América Latina e passa a considerar todo o continente americano.
Depois dos Estados Unidos, nenhuma outra nação das Américas aparece à frente do Brasil na classificação mundial de 2026.
O Canadá, integrante da OTAN e operador de sistemas militares ocidentais avançados, está 17 posições atrás do Brasil.
O México aparece ainda mais distante, na 36ª colocação.
A comparação, porém, não significa que o Brasil supere os dois países em absolutamente todos os indicadores militares.
O Canadá, por exemplo, possui orçamento de Defesa superior ao brasileiro segundo os valores considerados pelo próprio Global Firepower e apresenta vantagens em determinadas capacidades aéreas e tecnológicas.
O ranking busca estimar poder militar convencional geral, combinando dezenas de variáveis como pessoal, equipamentos, recursos financeiros, indústria, logística, geografia e disponibilidade de recursos naturais.
376 mil militares e enorme capacidade de mobilização
Um dos fatores que favorecem o Brasil é o tamanho de sua estrutura humana.
O Global Firepower estima 376 mil militares em serviço ativo, colocando o país na 18ª posição mundial nesse quesito.
A reserva brasileira é significativamente maior.
São aproximadamente 1,34 milhão de reservistas, número que coloca o país entre as maiores estruturas de reserva consideradas pelo levantamento.
Além disso, a plataforma calcula que mais de 112 milhões de brasileiros estejam dentro da categoria de mão de obra disponível para eventual mobilização.
Esses números ajudam a elevar a pontuação de um país continental com mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados e milhares de quilômetros de fronteiras terrestres.
Gripen e KC-390 integram frota de 495 aeronaves
No poder aéreo, o levantamento contabiliza 495 aeronaves militares para o Brasil.
Dentro desse inventário aparecem 44 caças, 30 aeronaves dedicadas a ataque, 107 aviões de transporte, 124 unidades de treinamento, 25 aeronaves de missão especial e 186 helicópteros.
A modernização da Força Aérea Brasileira inclui atualmente dois dos projetos de maior destaque da indústria nacional de defesa.
O primeiro é o F-39 Gripen, desenvolvido pela sueca Saab com participação industrial brasileira e produção de unidades no país.
O segundo é o KC-390 Millennium, aeronave de transporte militar desenvolvida pela Embraer e já exportada para diferentes países.
A capacidade de transporte é justamente uma área em que o Brasil aparece particularmente bem posicionado no ranking, ocupando a sexta colocação mundial em quantidade estimada de aeronaves desse tipo.
Exército reúne mais de 22 mil veículos
No poder terrestre, o Global Firepower contabiliza aproximadamente 22,4 mil veículos militares brasileiros.
O inventário considerado pela plataforma inclui ainda 294 carros de combate, 149 sistemas de artilharia autopropulsada, 412 peças de artilharia rebocada e 82 lançadores múltiplos de foguetes.
Entre os programas mais conhecidos do Exército está a família de blindados VBTP-MR Guarani, produzida no Brasil e utilizada no processo de modernização das forças mecanizadas.
O país também possui o sistema Astros, desenvolvido nacionalmente e capaz de empregar diferentes tipos de foguetes e mísseis.
Marinha e submarino nuclear pesam na estratégia
No componente naval, o Global Firepower contabiliza 69 meios e uma tonelagem total superior a 166 mil toneladas.
A plataforma lista oito fragatas, duas corvetas, seis submarinos, 22 navios-patrulha e um navio capaz de operar helicópteros, entre outras embarcações.
Esse quadro passa atualmente por renovação.
A Marinha avança na incorporação das fragatas Classe Tamandaré, enquanto o Programa de Desenvolvimento de Submarinos, o PROSUB, amplia a capacidade brasileira de construir embarcações militares no próprio território.
O projeto mais ambicioso é o Álvaro Alberto, primeiro submarino brasileiro planejado para utilizar propulsão nuclear.
Ranking não significa capacidade absoluta de guerra
Apesar da posição elevada, o resultado do Global Firepower precisa ser interpretado dentro da metodologia utilizada pela plataforma.
O ranking não simula diretamente uma guerra entre dois países nem determina automaticamente quem venceria um confronto.
Ele combina mais de 60 indicadores e utiliza inclusive valores estimados quando números oficiais não estão disponíveis.
Em março, o ex-comandante da Aeronáutica brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior chegou a questionar conclusões que poderiam ser tiradas do ranking ao comparar o Brasil com países tecnologicamente avançados e com experiência recente de combate.
Ainda assim, dentro da metodologia do Global Firepower, os números de 2026 colocam o Brasil em uma posição incomum no continente: somente os Estados Unidos aparecem à frente das Forças Armadas brasileiras nas Américas.
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O minstro da defesa disse q se fosse atacado o Brasil era obrigado a abrir as portas teve um ministro militar w disse q estava faltando até combustível e agora vem essa notícia de q nossa força militar só perde prox EUA? tô entendendo mais nada!!
Falem o que quiserem, mais o Brasil é um país gigante e cada vez mais estamos crescendo militarmente
Nem pode comparar mesmo, quem conhece bem as instalações de infantaria, cavalaria, logística e blindados sabe que temos equipamentos que datam da segunda guerra. Sem contar a falta até de combustível crônica nas unidades
Pobre tropa cujo comando é fraco (Pra não dizer outras coisas).
Muito bem, precisamos de mais investimento mas três forças.
isso é pura piada a onde já se viu uma força armada dessa que é um verdadeiro lixo só tem peça de sucata não tem condições de ir para uma guerra nem tem alimento suficiente para comer combus