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TSE aciona Exército, Marinha e FAB para eleições em mais de 100 municípios de 5 estados, com tropas em capitais, fronteiras, aldeias e áreas de difícil acesso

TSE autoriza reforço federal para mais de cem municípios em cinco estados, com apoio de Exército, Marinha e FAB em áreas sensíveis, fronteiras, aldeias indígenas, comunidades ribeirinhas e regiões onde segurança e logística exigem presença militar durante as eleições brasileiras.

TSE aciona Exército, Marinha e FAB para eleições em mais de 100 municípios de 5 estados, com tropas em capitais, fronteiras, aldeias e áreas de difícil acesso
Militares do Exército Brasileiro durante atividade operacional. Forças Armadas poderão atuar no apoio à segurança e à logística das eleições de 2026. Foto de arquivo: Exército Brasileiro/Divulgação.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou nesta quinta-feira (27) o emprego de forças federais em mais de uma centena de municípios de cinco estados brasileiros durante o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026.

A decisão abre caminho para a atuação de militares do Exército, da Marinha e da Força Aérea Brasileira em localidades do Ceará, Tocantins, Rio de Janeiro, Piauí e Acre.

Segundo o próprio TSE, a autorização alcança inclusive as capitais Rio de Janeiro, Fortaleza, Teresina e Rio Branco, além de aldeias indígenas, regiões de fronteira, comunidades ribeirinhas e municípios distantes.

O primeiro turno está marcado para 4 de outubro.

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A presença militar não terá uma única função. Dependendo da localidade, as Forças Armadas poderão participar da segurança do processo eleitoral ou prestar apoio logístico para que urnas, equipes e materiais consigam chegar a regiões onde o acesso terrestre convencional é limitado.

Falta de viaturas 4×4 pesou nos pedidos

Segundo a CNN Brasil, os estados apresentaram diferentes justificativas para solicitar auxílio federal.

Entre elas aparecem zonas eleitorais sujeitas a conflitos agrários, localidades próximas a complexos prisionais, necessidade de proteção de terras indígenas e dificuldades de deslocamento para regiões remotas.

Um dos problemas mencionados foi a falta de viaturas com tração 4×4 em quantidade suficiente para alcançar determinados locais.

Em outras regiões, nem mesmo veículos resolvem o problema.

O TSE destaca que as Forças Armadas tradicionalmente são empregadas no transporte de urnas, pessoas e materiais para comunidades às quais o acesso ocorre por rios ou pelo ar.

Esse tipo de operação é especialmente relevante na Amazônia, onde distâncias enormes e ausência de estradas transformam helicópteros, aeronaves e embarcações militares em parte da logística eleitoral.

Exército, Marinha e FAB entram no planejamento

A decisão do TSE não significa que o tribunal defina diretamente quais unidades ou quantos militares serão enviados a cada município.

O Plenário analisa e autoriza a necessidade da chamada força federal.

Depois disso, os pedidos seguem para o Ministério da Defesa, responsável pelo planejamento e pela execução das ações das Forças Armadas.

O próprio TSE esclarece que, nesse contexto, as forças federais são compostas por integrantes do Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Força Aérea Brasileira.

Os pedidos foram originalmente apresentados às autoridades eleitorais estaduais, analisados pelos Tribunais Regionais Eleitorais e posteriormente encaminhados à Corte Superior.

A aprovação desta quinta-feira ocorreu por unanimidade.

Militares podem atuar também na segurança

Há uma diferença importante entre simplesmente transportar urnas e empregar militares para garantir a segurança do pleito.

A atuação logística permite que as Forças Armadas apoiem a movimentação de equipamentos, servidores e materiais eleitorais.

Já a Garantia da Votação e Apuração (GVA) é utilizada em situações nas quais a presença federal é considerada necessária para preservar a ordem e permitir que votação e apuração ocorram normalmente.

Segundo a CNN, os pedidos aprovados em 2026 envolvem as duas necessidades, dependendo das características de cada localidade.

O uso das Forças Armadas em eleições não é uma novidade criada para este pleito.

A legislação brasileira prevê esse tipo de apoio há décadas, e o governo federal já havia autorizado em julho o emprego das Forças Armadas nas Eleições de 2026, deixando ao TSE a definição dos locais e períodos de atuação.

Em 2022, militares atuaram em 11 estados

Na eleição presidencial anterior, as Forças Armadas prestaram apoio à Justiça Eleitoral em 11 estados.

Naquele pleito, a participação militar foi distribuída por áreas que incluíram apoio logístico, segurança, defesa aeroespacial e defesa cibernética.

Os militares também participaram do transporte de urnas e equipes para regiões isoladas.

A eleição de 2022 trouxe ainda outro elemento: foi a primeira em que as Forças Armadas participaram como entidade fiscalizadora do sistema eletrônico de votação, acompanhando etapas previstas pela Justiça Eleitoral.

O Ministério da Defesa posteriormente produziu um relatório relacionado à fiscalização das urnas.

Mais de 100 municípios terão reforço federal

A dimensão da autorização deste ano chama atenção principalmente pelo número de localidades.

O comunicado oficial do TSE fala em mais de uma centena de municípios somente nessa rodada de pedidos envolvendo Tocantins, Piauí, Ceará, Acre e Rio de Janeiro.

A diversidade também é grande.

As missões poderão acontecer desde grandes capitais brasileiras até pequenas localidades na fronteira, aldeias indígenas e comunidades ribeirinhas onde a própria chegada da urna eletrônica depende de uma operação logística especial.

Com a autorização concedida, caberá agora ao Ministério da Defesa organizar como Exército, Marinha e Aeronáutica serão distribuídos e quais meios serão empregados para garantir que segurança, urnas, equipes e materiais cheguem aos locais definidos pela Justiça Eleitoral.

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Alisson Ficher

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 13 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com.