Os cadetes da Aman (Academia Militar das Agulhas Negras), do Exército Brasileiro, levaram a melhor na 7ª Edição do Desafio Agulhas Negras (DAN), realizado em Resende (RJ).
O desafio tem o objetivo de fortalecer laços, desenvolver competências militares e avaliar a capacidade de trabalho em equipe e de liderança. Também ajuda a fomentar o espírito de corpo, camaradagem e contribui para a diplomacia militar entre o Brasil e as nações amigas.
Além dos brasileiros da Aman, o DAN contou com participantes de 9 países: Argentina, Colômbia, Equador, Guiana, Itália, México, Nigéria, Uruguai e Filipinas. Esse último como observador.
O Exército usou os visitantes para atribuir sucesso ao Desafio Agulhas Negras.
“A presença de comitivas das Américas, Europa, África e Ásia destacou a relevância do evento”, declarou a Força.
Exército brasileiro leva padrão ouro
As provas do Desafio Agulhas Negras duraram 36 horas ininterruptas, iniciadas às 18h30 do dia 16 de setembro e concluídas na manhã de 18 de setembro, e contaram com atividades como marchas de 12 km e 16 km, exercícios de tiro e pistas de liderança.
Terminada a competição, os cadetes do Exército brasileiro receberam o prêmio Padrão Ouro da competição.
A Argentina, o Equador, a Colômbia, a Itália e o Uruguai receberam o Padrão Prata. Já Guiana e Nigéria ficaram com o Padrão Bronze.
Segundo o Exército, a primeira colocação obtida pela Aman evidenciou a preparação dos cadetes brasileiros diante de representantes de outras escolas militares.
“Mais importante do que a vitória, a competição proporcionou aplicar, sob forte pressão, atributos trabalhados durante a formação na Academia. Resistência física, capacidade de liderança, domínio técnico, disciplina, tomada de decisão e cooperação apareceram de forma integrada ao longo das provas”.
Preparação para o Desafio Agulhas Negras
Entretanto, ao todo, o Desafio Agulhas Negras durou mais do que as 36 horas das provas.
Segundo o Exército, as equipes chegaram à Aman ainda no início da semana passada e se ambientaram à competição por meio de uma série de atividades e instruções.
Cada equipe, formada por 11 integrantes com no mínimo 2 mulheres, foi submetida a 15 oficinas que avaliaram o nível de adestramento, a capacidade técnica e o desempenho coletivo dos militares.
Entre as atividades, visitaram as instalações da Aman, executaram tarefas externas e fizeram prova para a definição da ordem de largada e instruções de nivelamento.
Segundo o Exército, esse período prévio foi fundamental para os participantes se adaptarem à estrutura do Desafio Agulhas Negras e para a preparação das equipes para os desafios.
“O período prévio de ambientação, focado em instruções de nivelamento e provas de largada, serviu como catalisador da camaradagem, permitindo que futuros líderes militares trocassem conhecimentos e fortalecessem a confiança mútua antes do combate simulado”.