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Comandante do Exército corre 7 km com 37 cadetes da Aman para evitar o “mau exemplo” previsto na doutrina militar: sem aptidão física, General perde confiança e liderança sobre a tropa

General Tomás Paiva já repetiu a cena em pelo menos quatro estados neste ano. O Manual de Campanha do Exército trata a resistência física como uma das 12 habilidades exigidas de qualquer militar que aspire à liderança

Campos
Por Campos Atualizado em 13/09/2026 às 07:43·publicado em 13/09/2026
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Comandante do Exército corre 7 km com 37 cadetes da Aman para evitar o “mau exemplo” previsto na doutrina militar: sem aptidão física, General perde confiança e liderança sobre a tropa
Comandante do Exército corre ao lado de cadetes da Aman durante treinamento físico militar em Brasília. Foto: Exército

O Comandante do Exército, General Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, voltou a participar de um treinamento físico militar (TFM) ao lado de cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman).

No dia 8 de setembro, o General de Exército correu 7 km na área do Regimento e da Vila Militar, em Brasília, acompanhado de 37 cadetes, incluindo representantes de outros 3 países.

A participação, divulgada pela própria Força Terrestre, se soma a outras ocasiões em que o Comandante do Exército apareceu realizando atividades físicas junto às tropas em diferentes regiões do Brasil.

Em 31 de julho deste ano, Tomás Paiva participou de um treinamento físico militar centralizado com a tropa da 4ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, em Dourados (MS). Pouco antes, no Rio de Janeiro, correu 6 km e fez flexões com os alunos da Escola de Sargentos de Logística.

Em 22 de outubro de 2025, o Comandante do Exército também correu com militares da Escola de Sargentos das Armas (ESA), em Três Corações (MG).

Mas por quê?

Comandante do Exército, General Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva participa de sessão de Treinamento Físico Militar na Vila Militar, no Rio de Janeiro. Foto: Exército

A repetição dessas imagens não ocorre apenas porque o Comandante do Exército precisa manter a forma física. A própria doutrina militar brasileira estabelece uma relação direta entre a condição física do líder, o exemplo pessoal, a confiança da tropa e a capacidade de liderança.

O treinamento físico militar como capacidade de liderança do Comandante do Exército

No último treinamento realizado com os cadetes, o Exército destacou que a atividade reforça a importância do TFM como exercício da liderança militar.

O encontro também foi apresentado como uma oportunidade para os futuros aspirantes terem contato direto com o Comandante do Exército, e vice-versa, compartilhando conhecimento e incentivando valores.

Aptidão física é obrigação do Comandante do Exército

A capacidade física demonstrada pelo Comandante do Exército não é apresentada pela doutrina como ostentação. É, na realidade, uma exigência relacionada à liderança militar.

O Manual de Campanha da Força Terrestre sobre liderança militar estabelece que a aptidão física integra as competências exigidas dos líderes militares em todos os escalões. O documento é direto:

“A aptidão física de um militar é o somatório da boa saúde e de um adequado preparo atlético. Um comandante que não desfruta de boa aptidão física dificilmente conseguirá a confiança e a liderança de seus subordinados, porque não é um bom exemplo.”

O manual enfatiza que “é amplamente reconhecido o valor do treinamento físico para a manutenção da boa forma do corpo e da mente”. Ele também acrescenta:

“O treinamento físico militar, executado em conjunto com método e hábitos saudáveis, é o segredo para adquirir boa aptidão física, fundamental para uma liderança eficaz.”

A chamada resistência física é outra que aparece entre as 12 habilidades individuais requeridas dos militares brasileiros. Ela é tratada como uma competência relacionada à capacidade de suportar as fadigas físicas pelo maior tempo possível, inclusive sob condições adversas decorrentes do exercício da função.

A boa forma física das tropas também aparece entre as 12 orientações práticas para a construção da liderança militar.

Nesse caso, a exigência não se limita ao Comandante do Exército. Para se tornar um líder futuramente, os militares subordinados precisam realizar regularmente o treinamento físico militar, buscando manter uma boa condição física.

Nos Estados Unidos, a condição física também é parte da liderança militar

As Forças Armadas brasileiras, em especial o Exército, têm em diversos aspectos os Estados Unidos como referência. No Department of the Army, órgão responsável pelo Exército norte-americano, a condição física ocupa espaço formal na avaliação e no desenvolvimento dos líderes.

O FM 6-22, manual de desenvolvimento de líderes do Exército dos EUA, estabelece critérios e requisitos de liderança que são constantemente avaliados. Entre eles está a “presença” (Presence).

Para o Exército norte-americano, presença é a impressão que um líder transmite aos outros por meio de sua aparência, comportamento, ações e palavras, incluindo confiança, resiliência, boa conduta e condicionamento físico.

Na dimensão do condicionamento físico, é avaliado com ponto forte o militar que dá exemplo pessoal nos domínios da prontidão física e não física, contribuindo para o bem-estar emocional e para as capacidades de decisão sob estresse prolongado. O manual afirma:

“Sua atitude transmite a importância do condicionamento físico e promove um ambiente favorável à mudança da cultura de saúde e condicionamento físico no Exército.”

No extremo oposto, militares avaliados como apresentando “necessidade de desenvolvimento” têm saúde física, força e/ou resistência consideradas insuficientes para cumprir a maioria das missões. O documento também relaciona essa falta de prontidão a aspectos não físicos, como nutrição, saúde mental, espiritualidade e sono.

Generais de Exército norte-americanos são cobrados duramente pela forma física

A importância atribuída ao condicionamento físico chegou a provocar uma forte reação pública nos Estados Unidos.

Em outubro de 2025, o então secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, causou polêmica ao dizer, em um discurso para militares, que era “inaceitável ver generais e almirantes gordos”.

A declaração foi controversa, mas expôs uma característica da cultura militar norte-americana: a cobrança por condicionamento físico alcança também os oficiais de mais alta patente.

Nos Estados Unidos, os militares passam por dois testes de aptidão física por ano e precisam realizar treinamento de aptidão física todos os dias de serviço. Os integrantes das Forças Armadas que não seguem os parâmetros estabelecidos podem ser, inclusive, demitidos.

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27 Comentários
General Costa e Silva
General Costa e Silva
13/09/2026 08:54

Esses generais vivem em outro planeta, estão tão desconectados da tropa que acham que liderança se resume a isso.

Marcelo
Marcelo
13/09/2026 14:20
Responder para  General Costa e Silva

Prótese peniana

Geraldo Antônio de Oliveira Júnior
Geraldo Antônio de Oliveira Júnior
13/09/2026 08:45

Toda vez que tem o nome desse camarada, eu já desanimo. Criei asco.

Nuvenal peloduro
Nuvenal peloduro
13/09/2026 08:35

Kkkkk, exemplo ?

Marcelo
Marcelo
13/09/2026 14:22
Responder para  Nuvenal peloduro

Pesquisem General Brasileiro vira exemplo mundial de como NÃO se deve usar um colete !

Ademirson
Ademirson
13/09/2026 07:34

Treinamento utilizado para agir contra a população quando os crápulas tomam o poder.

Eduardo N
Eduardo N
13/09/2026 07:32

Esse exército se resume à uma expressão apenas..” vergonha “.

Roberto Paim
Roberto Paim
13/09/2026 07:06

Que exemplo tem esse indivíduo a dar? Nenhum

Ronaldo Lopes
Ronaldo Lopes
13/09/2026 08:42
Responder para  Roberto Paim

Concordo 100%.