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Exército nomeia primeira mulher para a função de capelão militar: Aspirante Gleizielle Fiusa passa a integrar o Serviço de Assistência Religiosa na 4ª Região Militar

Aspirante fez história ao se tornar a primeira mulher na função de capelão militar do Exército Brasileiro. Ela agora atua na assistência religiosa em Belo Horizonte

Bassani
Por Bassani 29/09/2026 às 09:58
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Exército nomeia primeira mulher para a função de capelão militar: Aspirante Gleizielle Fiusa passa a integrar o Serviço de Assistência Religiosa na 4ª Região Militar
Aspirante fez história ao se tornar a primeira mulher na função de capelão militar do Exército Brasileiro. Ela agora atua na assistência religiosa em Belo Horizonte

O Exército Brasileiro passou a contar com a primeira mulher na função de capelão militar. A Aspirante a Oficial Gleizielle Stefane Fiusa Souza assumiu como capelão evangélica da 4ª Região Militar, sediada em Belo Horizonte, em um marco para a participação feminina no Serviço de Assistência Religiosa do Exército.

Natural de Belo Horizonte, Gleizielle é ministra evangélica e pastora auxiliar da Igreja do Evangelho Quadrangular, em Contagem, na Região Metropolitana. Antes de assumir a nova função, ela atuou como técnica de enfermagem e serviu como sargento de Saúde do Exército.

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A militar incorporou-se à Força em 2024, na graduação de terceiro-sargento de Saúde. Depois de dois anos nessa função, participou de um processo seletivo e passou a integrar o Quadro de Capelães Militares.

De sargento de Saúde a capelão do Exército

A experiência anterior na área de Saúde foi considerada importante para a nova atribuição. Durante o período em que serviu como sargento, Gleizielle participou de serviços de guarda, missões e atividades da rotina militar.

Esse contato com outros militares contribuiu para que ela conhecesse de perto o ambiente dos quartéis e as demandas da chamada Família Militar. Como capelão, seu trabalho passa a estar voltado à assistência espiritual, moral e religiosa de militares, servidores civis e familiares.

A nova capelão afirmou que considera a função um chamado religioso e destacou a responsabilidade de abrir caminho para outras mulheres dentro da instituição.

“O Senhor me deu a chance de hoje estar aqui nessa nova missão, que é tratar das pessoas no âmbito espiritual. Tenho em mim o anseio de servir, propósito dado por Deus”, afirmou Gleizielle em declaração divulgada pelo Exército.

O que faz um capelão militar

Os capelães militares integram o Serviço de Assistência Religiosa do Exército, conhecido como SAREx. A estrutura oferece apoio espiritual, moral e religioso aos integrantes da Força e aos seus familiares.

O serviço pode atender militares de diferentes postos e graduações, além de servidores civis e dependentes. A assistência pode ocorrer em organizações militares, hospitais, estabelecimentos de ensino e outras estruturas do Exército.

O Quadro de Capelães Militares reúne representantes dos credos católico e evangélico. Há capelães de carreira, que ingressam por concurso público, e capelães temporários, selecionados por processos conduzidos pelas Regiões Militares.

No caso dos capelães de carreira, o concurso é realizado pela Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército. A formação ocorre presencialmente na Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército, em Salvador, na Bahia.

Já os capelães temporários participam de processos seletivos organizados pelas 12 Regiões Militares. Os editais são publicados nos sites das próprias regiões, conforme a necessidade de efetivo e as vagas disponíveis.

Nomeação ocorre em um ano de avanços para mulheres no Exército Brasileiro

A nomeação de Gleizielle ocorre em um período marcado por outras mudanças na presença feminina dentro do Exército.

Em setembro, a Primeiro-Sargento Barbara de Lima Alves, do Serviço de Saúde, tornou-se a primeira mulher da instituição a assumir a função de Adjunto de Comando em um hospital militar, em João Pessoa.

Em abril, a General de Brigada Médica Claudia Lima Gusmão Cacho tornou-se a primeira mulher a alcançar o generalato no Exército. Ela dirige o Hospital Militar de Área de Brasília.

Também em 2026, o Exército incorporou 1.010 mulheres no Serviço Militar Inicial. Pela primeira vez, jovens do sexo feminino passaram a ingressar na Força como soldados nessa modalidade, com direitos e obrigações correspondentes aos demais incorporados.

As mulheres também participam de escolas de formação do Exército. A Academia Militar das Agulhas Negras recebeu sua primeira turma feminina em 2021, nos cursos de Intendência e Material Bélico. O Instituto Militar de Engenharia, a Escola de Saúde e Formação Complementar, a Escola de Sargentos de Logística e o Centro de Instrução de Aviação do Exército também formam militares mulheres.

A chegada da primeira mulher à função de capelão militar amplia esse processo para uma área ligada à assistência religiosa. Para Gleizielle, o pioneirismo representa honra e responsabilidade, mas também pode abrir espaço para que outras mulheres sigam o mesmo caminho dentro da carreira militar.

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