595 militares passaram 12 dias em treinamento contínuo na Restinga da Marambaia, no Rio de Janeiro, em uma sequência que reuniu tiro de combate, metralhadora .50, morteiro de 60 mm, patrulhas, sobrevivência, orientação, marchas táticas e atividades durante a noite. O exercício foi realizado pelo Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo, o CIASC, dentro do MARAMBEX 2026.
Entre 17 e 28 de agosto, alunos dos Cursos de Especialização e Aperfeiçoamento de Infantaria e de Engenharia deixaram a rotina de sala de aula para aplicar no terreno técnicas ligadas ao emprego do Corpo de Fuzileiros Navais. Equipes de instrução e apoio também participaram da atividade.
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O calendário foi montado para manter os militares em adestramento durante o dia e à noite. A programação incluiu desde tiro de grupo de combate até exercícios de Fogo e Movimento, colocando lado a lado armamento pesado, deslocamento, orientação e sobrevivência.
MARAMBEX 2026 colocou 595 militares em 12 dias seguidos de adestramento

O exercício ocorreu na Restinga da Marambaia, área utilizada pela Marinha para atividades de instrução e treinamento. O CIASC reuniu 595 militares em um ciclo de 12 dias sem limitar as ações ao horário diurno.
Participaram alunos de Infantaria e Engenharia, duas áreas que precisam operar de forma coordenada em diferentes tipos de missão. O objetivo declarado pelo Centro de Instrução foi consolidar conhecimentos teóricos e desenvolver a capacitação prática dos alunos.
A duração contínua permitiu combinar várias etapas de instrução em uma mesma atividade de campo. Em vez de separar tiro, patrulha, orientação e sobrevivência em exercícios isolados, o MARAMBEX colocou essas capacidades dentro de uma programação única.
Metralhadora .50 e morteiro de 60 mm entraram no treinamento de armamento pesado
Entre as instruções mais fortes esteve o emprego de metralhadora calibre .50 e morteiro de 60 mm. Os alunos também realizaram Tiro de Combate e Tiro de Grupo de Combate, ampliando o treinamento com armamentos de diferentes características.
A metralhadora .50 é usada em funções de apoio de fogo e pode ser instalada em diferentes plataformas, enquanto o morteiro de 60 mm oferece capacidade de fogo indireto em apoio a tropas no terreno. Durante o exercício, esses sistemas fizeram parte de uma programação mais ampla de formação prática.
O treinamento com armamento pesado foi acompanhado por exercícios de Fogo e Movimento, que exigem coordenação entre deslocamento e emprego das armas. A combinação aproxima os alunos de situações em que diferentes elementos precisam avançar, proteger posições e manter o ritmo da ação.
Patrulha, sobrevivência e orientação mantiveram o treinamento além das linhas de tiro

O MARAMBEX não ficou restrito aos estandes ou posições de tiro. A programação incluiu técnicas de patrulha, sobrevivência, orientação e defesa, além de marchas táticas ao longo do período.
Essas atividades obrigam o militar a trabalhar com navegação no terreno, deslocamento, observação, disciplina de movimento e permanência em campo. Para os alunos dos cursos de aperfeiçoamento e especialização, a sequência serve para transformar procedimentos estudados em sala em ações executadas sob condições reais de terreno.
As marchas táticas acrescentaram desgaste físico e necessidade de organização ao longo dos 12 dias. Já as atividades de sobrevivência e orientação ampliaram o treinamento para situações em que os militares precisam manter mobilidade e capacidade de decisão mesmo longe de estruturas fixas.
Treinamento seguiu durante a noite e exigiu continuidade das equipes
Parte do adestramento ocorreu no período noturno. A mudança de luminosidade altera referências visuais, percepção do terreno e coordenação de movimentos, exigindo adaptação das equipes durante a execução das tarefas.
O CIASC manteve atividades de dia e à noite ao longo do exercício. Esse formato prolongou o tempo de emprego dos alunos em campo e obrigou os participantes a lidar com diferentes condições dentro da mesma programação.
A rotina também envolveu as equipes responsáveis por instrução e apoio, que precisaram sustentar o exercício enquanto os alunos avançavam pelas fases de tiro, patrulha, marchas, sobrevivência e defesa.
Infantaria e Engenharia treinaram juntas na Restinga da Marambaia

Os 595 participantes incluíam alunos dos Cursos de Especialização e Aperfeiçoamento de Infantaria e Engenharia. A presença das duas áreas no mesmo exercício permitiu concentrar em um único ambiente capacidades que normalmente se complementam durante operações do Corpo de Fuzileiros Navais.
A Infantaria concentra ações de combate, patrulha, deslocamento e emprego de armas. A Engenharia atua em tarefas de apoio à mobilidade, proteção e preparação do terreno. O MARAMBEX reuniu alunos desses dois campos dentro da mesma estrutura de adestramento.
Segundo o CIASC, a meta era manter os padrões de prontidão operativa e excelência doutrinária do Corpo de Fuzileiros Navais. Para isso, o exercício colocou teoria e prática na mesma sequência, com tarefas sucessivas realizadas ao longo de quase duas semanas.
12 dias terminaram com uma sequência que foi do tiro à sobrevivência no terreno
Ao final do MARAMBEX 2026, os militares haviam passado por tiro de combate, tiro de grupo, emprego de armamento pesado, patrulha, orientação, defesa, sobrevivência, marchas táticas e Fogo e Movimento.
A escala do exercício reuniu 595 militares em uma única área e durante 12 dias consecutivos, com ações em diferentes horários e exigências. O treinamento serviu como etapa prática para alunos que já vinham passando por cursos de especialização e aperfeiçoamento no CIASC.
Para o Corpo de Fuzileiros Navais, o ciclo encerrou uma fase em que os conhecimentos técnicos precisaram funcionar fora da sala de aula, com armas, deslocamentos, terreno e decisões tomadas durante o adestramento.