Atividade realizada no Rio de Janeiro reuniu alunos de duas escolas do Exército em cenários simulados de atendimento, deslocamento e evacuação, associando procedimentos médicos a tarefas de proteção, organização do ponto de coleta e retirada de pacientes em ambiente operacional.
O Exército reuniu 146 alunos de cursos de formação e aperfeiçoamento na área de saúde no Exercício Esculápio, realizado durante quatro dias no Rio de Janeiro. A atividade combinou procedimentos médicos, progressão tática e evacuação de feridos em cenários simulados de combate.
Do total de participantes, 89 eram alunos da Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército e 57 pertenciam à Escola de Sargentos de Logística. As instruções ocorreram entre 13 e 16 deste mês, na Área de Instrução Coronel Ururahy.
A programação colocou os participantes em situações nas quais o atendimento precisava ser executado em conjunto com deslocamentos, medidas de proteção e retirada de pacientes. Entre as tarefas estavam progressão tática diurna e noturna, montagem de ponto de coleta de feridos e evacuação de baixas sob simulação de fogo inimigo.
Técnicas médicas inseridas no cenário de campo
A Escola de Sargentos de Logística conduziu instruções práticas de manejo de vias aéreas, acesso vascular, suturas e controle de hemorragias complexas. O treinamento associou essas técnicas às condições simuladas de pressão previstas na programação.
Em vez de trabalhar somente procedimentos isolados, o exercício relacionou o atendimento inicial à movimentação das equipes e à retirada do paciente. A proposta era inserir as técnicas médicas em uma sequência que incluía atendimento, organização do ponto de coleta e evacuação.
A progressão realizada durante o dia e à noite acrescentou condições diferentes de deslocamento ao treinamento. Os alunos precisaram conciliar a execução das tarefas de saúde com as exigências previstas para a movimentação em um ambiente simulado de operação militar.

A retirada de baixas sob fogo inimigo também ocorreu exclusivamente como parte da simulação. Não houve indicação de combate real ou de pacientes feridos em uma ocorrência operacional, e o exercício deve ser entendido dentro dos limites de uma atividade de instrução.
O ponto de coleta de feridos ocupou uma etapa específica nessa sequência. Ele serviu como referência para organizar o atendimento e a posterior evacuação das baixas dentro do cenário montado para os participantes.
A inclusão dessa etapa permitiu trabalhar a passagem entre o primeiro atendimento e a retirada do paciente. Na dinâmica proposta, os procedimentos médicos precisavam estar articulados à movimentação e à organização necessárias para levar a baixa adiante na cadeia de atendimento.
Ensino, logística e atendimento em campo
A coordenação do Exercício Esculápio ficou a cargo do Hospital de Campanha da Base de Apoio Logístico do Exército, com participação do Destacamento de Saúde Paraquedista. A atividade reuniu, assim, estruturas ligadas à formação, ao apoio logístico de saúde e ao atendimento em campo.
Essa participação colocou os alunos dentro de uma dinâmica que não dependia apenas da execução de uma técnica individual. A programação também exigia coordenação entre equipes, disponibilidade de materiais e procedimentos capazes de manter a continuidade entre estabilização e evacuação.
A presença de duas escolas reuniu participantes em processos de formação e aperfeiçoamento distintos. Os 89 alunos da Escola de Saúde e Formação Complementar do Exército representavam a maior parcela do grupo, enquanto os 57 da Escola de Sargentos de Logística completavam os 146 participantes.
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Ao longo dos quatro dias, as instruções aproximaram procedimentos de saúde das condições de deslocamento e retirada previstas para uma operação militar. O objetivo do exercício, conforme o recorte apresentado pelo Exército, foi trabalhar a saúde operacional por meio de cenários simulados.
O treinamento também mostra por que a assistência nesse tipo de ambiente envolve mais etapas do que o procedimento realizado no primeiro contato com o paciente. Atendimento inicial, ponto de coleta, organização da equipe e evacuação foram trabalhados como partes relacionadas de uma mesma sequência.
Essa articulação não significa, contudo, que a atividade reproduza integralmente uma situação de combate. O cenário foi construído para instrução, e as condições apresentadas aos participantes permaneceram dentro de uma simulação planejada.
A comunicação institucional sobre o exercício não informou resultados de avaliações individuais, taxas de sucesso dos procedimentos ou efeitos clínicos mensuráveis. Por isso, o material disponível permite descrever as técnicas e situações treinadas, mas não sustenta conclusão sobre desempenho dos participantes em combate real ou comprovação de prontidão operacional plena.