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A passagem à reserva pode manter o desgaste da carreira: audiência em Minas cobra apoio à saúde mental de veteranos da segurança

Thaís Souza
Por Thaís Souza 11/10/2026 às 18:52
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A passagem à reserva pode manter o desgaste da carreira: audiência em Minas cobra apoio à saúde mental de veteranos da segurança
Debate na Assembleia Legislativa de Minas Gerais abordou saúde mental de veteranos

Debate na Assembleia Legislativa de Minas Gerais abordou saúde mental de veteranos, dificuldades para procurar tratamento e preparação para uma fase que envolve mudanças na rotina, nos vínculos e na vida financeira.

O acompanhamento da saúde mental de veteranos da segurança pública foi cobrado em audiência da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em 10 de setembro de 2026. O debate colocou em discussão o cuidado com quem deixa o serviço ativo.

Solicitada pelo deputado Charles Santos (Republicanos), a reunião tratou de acolhimento, prevenção, tratamento e reinserção social. A Assembleia Legislativa de Minas Gerais, órgão do Legislativo estadual, publicou a cobertura no mesmo dia, quando se marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

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A preparação para a reserva apareceu como uma questão de saúde e de continuidade dos vínculos com a corporação, além do planejamento financeiro. A discussão envolveu profissionais de saúde e representantes de entidades de veteranos.

O desgaste da carreira pode acompanhar o militar na reserva

A capitã Alina Gomide Vasconcelos, psicóloga do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, afirmou que sintomas relacionados ao adoecimento mental podem persistir após a aposentadoria e se agravar durante a transição.

“Esses sintomas não desaparecem com a aposentadoria”, declarou a oficial, segundo a ALMG. Na avaliação apresentada por ela, o trabalho também pode exercer uma função de proteção à saúde mental.

A perspectiva amplia a discussão sobre a saída do serviço ativo. Preparar a nova fase exige considerar o espaço que a profissão ocupa na vida do militar e como ele poderá manter relações e atividades depois da mudança.

O receio da reação dos colegas dificulta a procura por ajuda

Luciana Chamone Garcia, presidente da Comissão de Saúde Mental da OAB-MG, relatou preocupações de profissionais com o porte de arma e com a reação dos colegas diante de um afastamento para tratamento.

A capitã Alina Gomide Vasconcelos, psicóloga do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, afirmou que sintomas relacionados ao adoecimento mental podem persistir após a aposentadoria
A capitã Alina, psicóloga do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, afirmou que sintomas relacionados ao adoecimento mental podem persistir após a aposentadoria. (Foto: Henrique Chendes)

A barreira descrita por ela envolve a maneira como o cuidado é recebido dentro do ambiente profissional. Para quem teme julgamento, admitir uma dificuldade pode se tornar mais uma preocupação.

O médico Gustavo Saggioro Oliveira defendeu busca ativa e acompanhamento ao longo da carreira. A proposta desloca a atenção para antes da reserva: identificar necessidades enquanto o profissional ainda mantém contato cotidiano com a instituição.

Bombeiros apresentam preparação e acolhimento de veteranos

Alina apresentou iniciativas de preparação para a reserva com educação financeira e cuidados com a saúde, além de orientação sobre benefícios. Também informou que um espaço de convivência estava em implementação.

Os eixos apresentados permitem olhar para diferentes necessidades da transição. Planejar despesas, compreender direitos e preservar o contato com outras pessoas são tarefas distintas, que pedem formas próprias de apoio.

O espaço de convivência acrescenta a dimensão dos vínculos. A possibilidade de encontrar colegas e outras gerações da corporação oferece um caminho para manter a participação do veterano na comunidade profissional.

Cobrança por políticas precisa avançar para o atendimento

Charles Santos apresentou o Projeto de Lei 5.287/26 e anunciou pedidos de políticas estaduais.

A discussão deixou duas frentes: preparar a passagem à inatividade e acompanhar quem já está nessa fase. Para o veterano, a questão concreta é como encontrar acolhimento e manter acesso ao cuidado.

As iniciativas relatadas e as propostas parlamentares colocaram essa responsabilidade em debate. Seu resultado dependerá da transformação dessas frentes em atendimento acessível e contínuo.

Na sua experiência, qual apoio faz mais falta na passagem à reserva: preparação antecipada, acompanhamento psicológico ou oportunidades de convivência? Conte nos comentários, preservando sua privacidade.

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