O Exército Argentino já movimenta tropas e viaturas em território gaúcho para participar do Arandú 2026, em Rosário do Sul. Ao mesmo tempo, um documento oficial de Buenos Aires fez uma admissão pouco comum: o governo argentino reconheceu a maior experiência e trajetória regional do Exército Brasileiro.
A Argentina também apontou o treinamento conjunto como oportunidade para transferência de conhecimentos, atualização de doutrina e validação de procedimentos militares.
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A avaliação consta no Decreto 1157/2026, publicado pelo Poder Executivo argentino. O texto afirma que ficar fora do Arandú impediria militares argentinos de operar ao lado de uma força com maior experiência regional e reduziria justamente esse intercâmbio de conhecimentos e procedimentos.
Comboio argentino já circula no Rio Grande do Sul
O movimento argentino já aparece nas ruas do Rio Grande do Sul.
Neste domingo, 11 de outubro, o portal regional Alegrete Tudo registrou caminhões e veículos militares argentinos circulando por Uruguaiana, na Fronteira Oeste gaúcha.
O deslocamento integra a logística do Arandú e leva tropas e equipamentos em direção a Rosário do Sul. O 4º Regimento de Carros de Combate (4º RCC) também informou sobre a chegada do comboio e alertou para a circulação de viaturas militares de grande porte durante a operação.
Antes disso, a Gazeta de Rosário divulgou um comunicado do 4º RCC com o itinerário previsto dentro da cidade. As viaturas deveriam entrar pela General David Canabarro, seguir pela Amaro Souto e avançar até as instalações do regimento.
O Brasil autorizou oficialmente a entrada e permanência temporária de 350 militares argentinos, além de aeronaves, veículos, armamentos, munições, sensores e equipamentos de comando e comunicação, conforme o Decreto 13.132.
Argentina destaca experiência do Exército Brasileiro
O ponto mais relevante do documento argentino aparece na justificativa para participar do Arandú.
Buenos Aires afirma que ficar fora do exercício reduziria a capacidade de treinamento combinado porque impediria seus militares de operar com o Exército Brasileiro, descrito oficialmente como possuidor de “maior experiência e trajetória em nível regional”, segundo o texto publicado no Boletín Oficial argentino.
O documento associa essa experiência à possibilidade de aperfeiçoar doutrina e procedimentos empregados em operações conjuntas.
A comparação se refere especificamente à experiência e trajetória regional. O texto não apresenta uma avaliação geral de superioridade militar entre os dois países.
Durante o Arandú, militares brasileiros e argentinos treinam capacidades aerotransportadas, aeromóveis, de operações especiais, blindadas e de aviação. O objetivo é aproximar técnicas, procedimentos e formas de coordenação entre as duas forças.
Arandú coloca tropas dos dois países lado a lado no RS
O exercício ocorre entre 10 e 17 de outubro, em Rosário do Sul, com atividades concentradas principalmente no Campo de Instrução Barão de São Borja.
Brasil e Argentina prepararam a operação com grandes deslocamentos logísticos.
Do lado brasileiro, sistemas ASTROS percorreram cerca de 2.800 quilômetros desde o Centro-Oeste até o Rio Grande do Sul para participar do treinamento, em um deslocamento já detalhado em outra cobertura sobre a movimentação do sistema para o Arandú.
Com tropas e viaturas argentinas já em movimento no território gaúcho, o Arandú deixa a fase puramente logística e coloca militares dos dois países frente a frente em atividades de treinamento combinado.
Para a Argentina, essa aproximação representa uma oportunidade de aperfeiçoar doutrina, procedimentos e interoperabilidade ao lado de uma força cuja experiência regional foi destacada pelo próprio governo argentino.
E para você: em quais capacidades Exército Brasileiro e Exército Argentino mais têm a aprender um com o outro? A experiência brasileira pesa mais, ou os dois Exércitos chegam ao Arandú com pontos fortes diferentes?