Após alertas de generais sobre os riscos de uma presença militar permanente dos Estados Unidos no Brasil, integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) afirmaram que sua proposta de aproximação com Washington não prevê bases americanas, operações sigilosas da CIA ou tropas estrangeiras atuando de maneira independente no país.
As declarações foram reveladas em reportagem de Mariana Sanches e Cézar Feitoza, publicada pelo UOL em 20 de outubro de 2026. A campanha, entretanto, mantém a intenção de ampliar a cooperação militar e integrar o Brasil ao Escudo das Américas, iniciativa promovida pelo governo de Donald Trump.
Generais apontaram riscos à soberania brasileira
No dia 8 de outubro, o UOL revelou que cinco oficiais-generais haviam discutido cenários de cooperação com os Estados Unidos diante de uma possível mudança no governo brasileiro. Um envolvia operações coordenadas nas fronteiras, sob comando do Exército Brasileiro. Outro considerava a possibilidade de bases militares americanas em território nacional.
A maioria dos militares consultados não demonstrou resistência a ações conjuntas comandadas pelo Brasil. A instalação de estruturas estrangeiras permanentes, porém, provocou reservas relacionadas à autonomia das Forças Armadas, conforme já noticiado pela Revista Sociedade Militar.
Campanha nega bases, CIA e operações independentes
Segundo os interlocutores ouvidos na reportagem de 20 de outubro, a cooperação desejada não inclui bases militares dos EUA, operações secretas da Agência Central de Inteligência (CIA) ou patrulhas americanas conduzidas isoladamente.
O interesse declarado é obter equipamentos, compartilhar informações de inteligência, acessar tecnologias e realizar treinamentos. Receber apoio militar e coordenar atividades não equivale a autorizar outro país a exercer controle operacional autônomo dentro das fronteiras brasileiras.
Essas afirmações representam a posição de integrantes da campanha. Não constituem garantia jurídica, acordo assinado ou compromisso oficialmente aceito pelo governo americano.
Operações conjuntas não estão totalmente descartadas
A negativa sobre patrulhamentos independentes não significa proibição de toda presença temporária de militares americanos. Uma atividade conjunta, autorizada pelo Brasil e com regras de comando definidas, é diferente de uma missão estrangeira executada sem supervisão nacional.
Essa distinção aproxima as declarações da campanha de uma posição apresentada pelos generais anteriormente consultados: colaboração em inteligência e operações coordenadas pode ser discutida, enquanto bases estrangeiras despertam preocupação com a soberania.
Escudo das Américas está no centro da proposta
O Escudo das Américas é uma iniciativa liderada pelos Estados Unidos para coordenar esforços regionais contra organizações criminosas transnacionais. O Brasil não integra o mecanismo, mas Flávio Bolsonaro manifestou intenção de aderir caso seja eleito.
A campanha considera que permanecer fora do grupo limita o acesso brasileiro a informações, recursos e cooperação oferecidos a outros países. Já o governo Lula discorda da classificação de facções criminosas como organizações terroristas, um dos pontos associados à estratégia americana.
A reportagem não detalha custos, contrapartidas ou regras operacionais de uma eventual adesão brasileira.
Plano apresentado ao TSE não menciona a aliança
Embora a adesão ao Escudo seja defendida na campanha, o programa de governo registrado no Tribunal Superior Eleitoral não cita expressamente a iniciativa.
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O documento propõe criar um Sistema Nacional de Fronteira, com participação do Exército, da Marinha e da Força Aérea Brasileira, equipado com inteligência e tecnologia.
Outra frente discutida por auxiliares de Flávio é a reformulação das operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), buscando integração mais contínua entre militares e polícias estaduais. Trata-se de intenção política, não de mudança aprovada.
Defesa teria ministro civil e revisão de equipamentos
A reportagem do UOL também aponta que a campanha pretende entregar o Ministério da Defesa a um civil e reforçar a coordenação entre Exército, Marinha e Aeronáutica.
O objetivo declarado é melhorar a interoperabilidade dos sistemas militares, considerada pelos interlocutores uma dificuldade logística. Essas propostas exigiriam decisões administrativas, planejamento e recursos orçamentários.
Nenhuma delas significa que os comandos militares ou as regras atuais de atuação das Forças Armadas já tenham sido alterados.
O que falta para a cooperação se concretizar
Em 21 de outubro de 2026, o cenário permanece eleitoral. A adesão ao Escudo das Américas, a eventual revisão das GLOs e as modalidades de cooperação com Washington dependeriam do resultado das eleições e de decisões posteriores das autoridades competentes.
O fato novo é a delimitação feita pelos interlocutores da campanha: querem aproximação militar com os EUA, mas afirmam rejeitar bases estrangeiras e ações americanas independentes no Brasil.
A forma como essa proposta seria transformada em regras concretas continua sem definição pública.
Nós já temos em anos de boicotes dos Estados Unidos ao nosso desenvolvimento principalmente tecnológico e militar e esse desgraçado desse Flávio Bolsonaro ainda acha pouco e quer entregar de vez o controle da nossa nação aos norte americanos?