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Corpo de Bombeiros do DF poderá quase dobrar o limite de ingressos por ano: projeto aprovado na CCJ eleva o teto de 377 para 714 militares, com espaço para 620 praças e 94 oficiais

Projeto aprovado na CCJ prevê até 337 ingressos adicionais por ano no Corpo de Bombeiros do DF. A medida fixa teto de 620 praças e 94 oficiais, mas ainda depende da tramitação no Congresso e de orçamento.

Flavia Marinho
Por Flavia Marinho 16/10/2026 às 21:41
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Corpo de Bombeiros do DF poderá quase dobrar o limite de ingressos por ano: projeto aprovado na CCJ eleva o teto de 377 para 714 militares, com espaço para 620 praças e 94 oficiais
Militares do CBMDF participam de solenidade de formatura do Curso de Formação de Praças em Brasília, em maio de 2024. Foto: Divulgação/CBMDF.

O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) poderá ganhar espaço para admitir até 714 novos militares por ano, quase o dobro do limite atual de 377. A mudança foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados e prevê um teto de 620 praças e 94 oficiais, caso o projeto complete a tramitação e vire lei.

A votação ocorreu em 1º de setembro de 2026 e deu novo impulso ao Projeto de Lei 5604/2019. O texto abre a possibilidade de ampliar a reposição de pessoal na corporação que atende Brasília e demais regiões do Distrito Federal. O número de 714 representa um limite anual de nomeações, e não a abertura imediata de um concurso com essa quantidade de vagas.

Teto anual dos bombeiros do DF subiria 337 ingressos, avanço de quase 90%

Pela proposta aprovada na comissão, o teto passaria de 377 para 714 admissões anuais. A diferença é de 337 ingressos adicionais possíveis por ano, um crescimento aproximado de 89,4% em relação ao limite hoje previsto. A alteração permitiria à administração planejar turmas maiores de formação e reposição de efetivo, respeitadas as demais exigências legais.

O limite funciona como uma barreira para o número de integrantes que a corporação pode incorporar durante um ano. Mesmo com candidatos aprovados e necessidade de pessoal, as nomeações dependem das regras aplicáveis, da disponibilidade financeira e dos atos administrativos necessários.

Das 714 admissões possíveis, 620 seriam para praças e 94 para oficiais

O substitutivo aprovado distribui o total em dois grupos. As 620 admissões de praças corresponderiam à maior parte do limite anual, enquanto outras 94 seriam destinadas a oficiais. São quantitativos máximos diferentes, definidos para duas carreiras militares com funções e processos de formação próprios.

O projeto permite que o CBMDF planeje a incorporação de pessoal com uma margem maior, mas o preenchimento efetivo pode ficar abaixo desses números. As áreas que receberão militares, a realização de concursos e o calendário de nomeações dependerão das decisões posteriores da administração pública.

Projeto começou pedindo o fim do teto e acabou adotando um novo número

Apresentado pela deputada Erika Kokay em 22 de outubro de 2019, o PL 5604 originalmente pretendia excluir da Lei 12.086/2009 o limite de ingresso anual na corporação. Durante a passagem pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, a proposta mudou de formato.

Em agosto de 2021, a comissão aprovou um substitutivo apresentado pelo então deputado Subtenente Gonzaga. Em lugar da retirada completa da limitação, o texto estabeleceu o máximo de 714 ingressos anuais. Essa versão avançou pelas comissões seguintes e recebeu parecer favorável na CCJ em setembro de 2026.

Comissão de Finanças analisou despesas antes da aprovação na CCJ

O projeto também passou pela Comissão de Finanças e Tributação. Em 23 de novembro de 2022, o colegiado aprovou parecer do deputado Afonso Florence segundo o qual a mudança proposta no limite legal, por si só, não implicava aumento ou diminuição direta das receitas ou despesas públicas.

Na etapa mais recente, o relator na CCJ, deputado Helder Salomão, defendeu a constitucionalidade e a técnica legislativa do projeto e do substitutivo. Segundo o parlamentar, o aumento dos quantitativos daria mais flexibilidade ao planejamento administrativo, mantendo a necessidade de observar a disponibilidade orçamentária.

A notícia oficial da Câmara dos Deputados registra a aprovação de 1º de setembro e o argumento da autora de que o limite de admissões precisa acompanhar as demandas futuras da população. O Corpo de Bombeiros atua em emergências, salvamentos e outras ocorrências que exigem equipes distribuídas pelo Distrito Federal.

Câmara registra prazo de recurso antes de eventual envio ao Senado

A ficha de tramitação do PL 5604/2019 confirma que o parecer da CCJ foi aprovado em 1º de setembro e publicado nos dias seguintes. O último andamento legislativo ali registrado é de 3 de setembro de 2026, quando a Mesa Diretora abriu a contagem de cinco sessões para apresentação de recurso.

Como a proposta tramita em caráter conclusivo, poderá seguir ao Senado se não houver recurso que exija votação no Plenário da Câmara. Depois, ainda dependerá das etapas legislativas necessárias para se tornar lei. Até essa conclusão, o novo limite de 714 permanece uma possibilidade prevista no projeto, sem vigência automática.

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Concursos do CBMDF têm editais próprios e regras distintas do projeto

Quem acompanha a carreira militar deve separar a proposta legislativa dos certames em andamento. No portal de concursos oficiais do CBMDF, a corporação mantém áreas para seleções de 2016 e 2025, com acesso aos documentos de cada concurso. Em outubro de 2026, páginas dos processos de formação de praças e oficiais continuavam reunindo resultados, retificações e outras publicações.

Os editais definem requisitos, etapas, quantitativos e regras específicas para os candidatos. Uma futura ampliação do limite anual poderá oferecer mais margem para nomeações, mas qualquer convocação concreta depende da lei em vigor, da validade do concurso, de vagas autorizadas e das decisões do governo responsável.

Aumento do teto ainda depende de lei e de recursos para nomeações

Se o Congresso concluir a aprovação e a mudança entrar em vigor, o CBMDF passará a contar com um teto legal mais elevado para organizar a entrada de militares. O efeito mais direto será ampliar a capacidade de planejamento das incorporações, especialmente para praças, que concentrariam 620 das 714 admissões possíveis.

O próximo movimento será definido pela tramitação do projeto na Câmara e, se encaminhado, no Senado. Para candidatos e aprovados, o acompanhamento dos atos oficiais continuará indispensável: a lei pode ampliar o espaço para contratar, enquanto os editais e as nomeações dirão quando e quantos bombeiros efetivamente entrarão na corporação.

Você considera suficiente o limite proposto de 714 ingressos por ano para o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe a matéria com quem acompanha os concursos da corporação.

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