O Ministério da Defesa, por meio da Escola Superior de Defesa (ESD), realiza de 16 a 19 de novembro de 2026 a 31ª edição do Curso de Extensão em Defesa Nacional (CEDN), com programação voltada à Amazônia Oriental. O curso é gratuito, aberto a estudantes e a qualquer cidadão interessado no tema, e tem aulas sobre narcotráfico, crimes ambientais, defesa terrestre, naval e aérea da região.
A iniciativa é organizada pela ESD desde 2023 e responde ao objetivo da Política Nacional de Defesa (PND 2024) de ampliar o envolvimento da sociedade brasileira nos assuntos de Defesa Nacional. A atividade é feita em parceria com instituições de ensino superior de diferentes regiões do país.
Curso tem 20 horas-aula e certificado para quem concluiu 75% de presença
O CEDN pode ser cursado em formato híbrido, com participação presencial ou on-line. As aulas são ministradas por especialistas civis e militares indicados pelo Ministério da Defesa e por professores e palestrantes sugeridos pelas instituições parceiras.
A carga total é de 20 horas-aula. Recebe certificado de participação quem tiver pelo menos 75% de presença. As vagas são preenchidas por ordem de inscrição, respeitado o limite de lugares na modalidade presencial. O candidato precisa preencher um formulário online para garantir a inscrição, que é feita pela plataforma Even3, no endereço oficial do evento.
Portaria do Ministério da Defesa prevê curso aberto para a sociedade
O CEDN está previsto na Portaria AED-MD nº 48, de 6 de janeiro de 2026, assinada pelo almirante de esquadra Guilherme da Silva Costa, chefe de Educação e Cultura do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. O artigo 14 do texto lista o curso entre os principais eventos de cooperação acadêmica da Escola Superior de Guerra e da Escola Superior de Defesa.
Segundo a portaria, o curso é gratuito e destinado a alunos de graduação e pós-graduação, além de pessoas interessadas na temática da Defesa Nacional, nos formatos presencial ou on-line. O mesmo documento estabelece como finalidade a difusão da mentalidade de Defesa na sociedade.
Abertura trata de Amazônia Oriental e Amazônia Azul
A programação começa na segunda-feira, 16 de novembro, com cerimônia de abertura às 8h30 e palestra inaugural às 9h. A primeira unidade de estudo traz a aula “Amazônia Oriental e Amazônia Azul: desafios geopolíticos”, seguida de “Riquezas naturais e culturais: o papel estratégico da Região”.
Depois do debate e da foto oficial do CEDN 2026, a tarde está reservada a um estudo de campo presencial no Instituto Evandro Chagas, referência nacional em pesquisa de doenças tropicais e infecciosas.
Narcotráfico, garimpo e biopirataria no segundo dia
A terça-feira, 17 de novembro, concentra os temas de segurança pública e crimes transnacionais. A manhã abre com a aula “Narcotráfico e redes criminais na Amazônia Oriental”, seguida de “Biopirataria, garimpo e desmatamento ilegal: crimes conexos”.
A terceira aula do dia trata do “Enfrentamento aos ilícitos em redes: interagências e inteligência compartilhada”, tema ligado à atuação conjunta de Forças Armadas, polícias e órgãos de fiscalização. À tarde, o estudo de campo está programado para a Base Naval de Val de Cães e a Base Aérea de Belém.
Exército, Marinha e FAB apresentam desafios da região
Na quarta-feira, 18 de novembro, cada Força Armada apresenta seu cenário na Amazônia. A aula “O CMAO e a consolidação da defesa terrestre na região: estrutura e ações” trata do Comando Militar da Amazônia Oriental, responsável pelo Exército em Pará, Amapá e Maranhão.
Na sequência, a Marinha apresenta os “Desafios do 4º Distrito Naval: a foz do rio Amazonas e a Amazônia Azul”, área que inclui a margem equatorial, hoje no centro do debate sobre exploração de petróleo. A Força Aérea encerra a manhã com “Desafios do COMAR I no espaço aéreo da região amazônica”. À tarde, o estudo de campo será no CMAO e no Forte do Presépio, marco da fundação de Belém em 1616.
Logística e infraestrutura fecham a programação
O último dia, quinta-feira, 19 de novembro, trata de desenvolvimento e infraestrutura. As aulas são “Desenvolvimento sustentável, regularização fundiária e segurança”, “Infraestruturas para a Amazônia Oriental: óbices e potencialidades” e “Desenvolvimento na Amazônia Oriental: superando os desafios logísticos”.
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Após o debate final, a cerimônia de encerramento está marcada para o meio-dia. Segundo a organização, as inscrições para os Estudos Interdisciplinares de Campo, as visitas às instalações militares e científicas, serão disponibilizadas em separado e ainda não foram abertas.
Mestrado e outros cursos da ESD também recebem civis
A mesma portaria que rege o CEDN prevê outros cursos de extensão da Escola Superior de Defesa abertos a civis e militares, como os de Geopolítica e Defesa, Diplomacia e Defesa, Análise de Crises Internacionais e Direito Internacional dos Conflitos Armados. Esses, porém, dependem de indicação institucional e processo seletivo.
O CEDN é a porta de entrada mais direta: gratuito, sem seleção por currículo e com vagas por ordem de inscrição. Para quem acompanha a Amazônia, a edição de Belém reúne, em quatro dias, as três Forças, o debate sobre crime organizado e a discussão sobre infraestrutura numa das regiões mais estratégicas do país.
Parabéns pela iniciativa.
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