Militar da reserva remunerada foi designado novamente para o serviço ativo do Exército e ocupará cargo de auxiliar no Gabinete de Segurança Institucional, em Brasília; no mesmo dia, outros dois reservistas também receberam novas funções
A passagem para a reserva não encerrou a trajetória profissional de um segundo-sargento do Exército. O militar foi designado novamente para o serviço ativo e passará os próximos 12 meses trabalhando no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), em Brasília.
A decisão aparece na Portaria DGP/C Ex nº 123, de 25 de setembro de 2026, assinada pelo chefe do Departamento-Geral do Pessoal do Exército.
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O escolhido foi o 2º Sargento R/1 R.D.S., integrante da reserva remunerada. Ele ocupará o cargo de Auxiliar no GSI pelo período de um ano, contado a partir de 25 de setembro de 2026.
Ou seja: depois de passar para a reserva, o militar retorna formalmente ao serviço ativo do Exército para desempenhar uma nova função dentro da estrutura ligada à Presidência da República.
Do Exército para dentro do GSI da Presidência
A portaria é objetiva quanto ao destino.
R.D.S. foi designado para ocupar o cargo de Auxiliar no Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, em Brasília.
O documento não detalha quais serão suas atividades diárias, a seção específica em que trabalhará ou as tarefas que ficarão sob sua responsabilidade.
Também não informa há quanto tempo o segundo-sargento estava na reserva.
O que o ato estabelece é sua volta ao serviço ativo por 12 meses, dentro das regras utilizadas pelo Exército para a designação de integrantes da reserva remunerada.
Por isso, não seria correto atribuir ao militar funções específicas de segurança presidencial, inteligência ou proteção de autoridades que não aparecem na portaria.
Sua função oficialmente publicada é a de Auxiliar.
Voltar da reserva para o serviço ativo está previsto nas regras do Exército
O próprio ato cita as Instruções Gerais para a Designação de Militares da Reserva Remunerada para o Serviço Ativo no Exército Brasileiro (IG 02-035).
Essas instruções foram aprovadas pela Portaria do Comandante do Exército nº 1.938, de 9 de fevereiro de 2023, e são a base utilizada na designação publicada agora.
Assim, o retorno não significa que o militar tenha deixado de pertencer à reserva de forma definitiva nem que tenha sido submetido a uma nova promoção.
O ato determina uma designação temporária para o serviço ativo, com prazo previamente definido de um ano.
É uma situação diferente daquela de um militar que permanece continuamente na ativa desde o início da carreira.
Ele não foi o único reservista chamado naquele dia
A publicação revela algo ainda mais interessante quando as portarias imediatamente anteriores são observadas em conjunto.
No mesmo dia, o Departamento-Geral do Pessoal do Exército designou outros dois militares da reserva remunerada para retornarem ao serviço ativo por 12 meses.
O 2º Sargento R/1 E.R.T.V. foi designado para ocupar cargo de Auxiliar no Ministério da Defesa, no Rio de Janeiro, a partir de 27 de setembro de 2026.
Já o Capitão R/1 N.L.S.C. foi chamado para exercer o cargo de Analista no Estado-Maior do Exército, em Brasília, pelo mesmo período de 12 meses, com início em 1º de outubro de 2026.
Com R.D.S., portanto, foram três militares da reserva remunerada designados para retornar ao serviço ativo em uma sequência de três portarias publicadas pelo Exército.
Ministério da Defesa, Estado-Maior e GSI receberam reservistas
Os destinos escolhidos também chamam atenção.
Um dos militares seguirá para o Ministério da Defesa, outro para o Estado-Maior do Exército e o terceiro para o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
As funções são diferentes: dois aparecem como auxiliares e um como analista.
Nos três casos, porém, a duração estabelecida é a mesma: 12 meses de serviço ativo.
O conjunto mostra como militares que já passaram para a reserva remunerada podem continuar sendo empregados temporariamente em estruturas administrativas e institucionais.
Um ano de volta à ativa
Para o segundo-sargento destinado ao GSI, o período começou em 25 de setembro de 2026.
Se o prazo previsto na portaria for cumprido integralmente, a designação terá duração de um ano.
O Diário Oficial não informa se haverá possibilidade de prorrogação posteriormente. Também não apresenta os motivos específicos utilizados para selecionar o militar ou os detalhes da função que exercerá no Gabinete de Segurança Institucional.
O fato objetivo é que, mesmo após chegar à reserva remunerada, sua trajetória profissional ganhou mais um capítulo: 12 meses novamente no serviço ativo do Exército, agora dentro do GSI da Presidência da República.
Por política editorial de preservação de dados pessoais, a Revista Sociedade Militar utiliza apenas as iniciais dos militares mencionados nesta matéria, em atenção aos princípios de proteção de dados previstos na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018).