Mais de 1.900 militares do Exército Brasileiro foram mobilizados na segurança do Círio de Nazaré de 2026, em Belém, onde cerca de 2,3 milhões de pessoas acompanharam a principal procissão no domingo, 11 de outubro. Homens e mulheres da Força atuaram em áreas de circulação intensa, especialmente nos pontos ligados à tradicional corda dos promesseiros.
O contingente foi anunciado pelo Comando Militar da Amazônia Oriental para a Trasladação, no sábado (10), e para a grande romaria de domingo. A missão incluiu cordões humanos, isolamento de áreas e apoio ao deslocamento dos participantes, em parceria com órgãos de segurança pública e a diretoria da festa.
Durante a procissão principal, a atuação ganhou contornos concretos: militares bloquearam um cruzamento importante da avenida Nazaré e cercaram os acessos à Basílica Santuário para organizar a chegada da berlinda com a imagem de Nossa Senhora de Nazaré.
Exército mobilizou tropa de mais de 1.900 militares para dois dias decisivos
O planejamento militar concentrou os esforços na Trasladação de 10 de outubro e na grande procissão realizada no dia seguinte. O anúncio do Comando Militar da Amazônia Oriental, divulgado em 7 de outubro, confirmou que o efetivo incluiria homens e mulheres empregados em apoio à segurança e à organização das romarias.
Entre as atribuições previstas estava proteger as estações da corda, estruturas que concentram fiéis e integrantes da Guarda de Nazaré durante o percurso. O Exército atuou junto às instituições locais, enquanto o policiamento e o trânsito ficaram sob responsabilidade dos órgãos competentes.
Às 10h44, soldados fecharam cruzamento da avenida Nazaré

Um dos momentos registrados no domingo aconteceu no cruzamento da avenida Nazaré com a avenida Generalíssimo Deodoro. Às 10h44, o Exército restringiu a passagem naquele trecho, segundo reportagem realizada no local pelo Diário do Pará.
Durante o bloqueio, a circulação ficou limitada aos promesseiros que seguiam de joelhos e aos guardas das estações da corda que se aproximavam. Naquele horário, a berlinda estava a menos de um quilômetro da Praça Santuário, depois de mais de cinco horas de caminhada.
A medida permitiu controlar a movimentação de diferentes grupos num dos pontos finais do itinerário, em meio a uma multidão que acompanhava a passagem da imagem religiosa.
Basílica de Nazaré ficou cercada pelo Exército antes da chegada da berlinda
Às 10h10 do mesmo domingo, militares já mantinham um cercamento no entorno da Basílica Santuário de Nazaré. O acesso permaneceu controlado enquanto os romeiros aguardavam a aproximação da estrutura que transportava a imagem peregrina.
O procedimento integra a organização tradicional da chegada ao templo: o cercamento é aberto quando a berlinda alcança a área. No local, fiéis que haviam concluído suas promessas se reuniam para acompanhar os momentos finais da celebração.
Estações da corda exigiram barreiras humanas e circulação controlada
A corda conduzida pelos promesseiros é um dos símbolos centrais do Círio. Em determinados trechos, milhares de pessoas se concentram para permanecer próximas dela, o que exige corredores de passagem e organização das áreas de acesso.
A missão de formar isolamento e proteção humana no entorno das estações foi anunciada antes da festividade. O objetivo era permitir o avanço da procissão e proteger fiéis que se deslocavam junto à corda, com sensibilidade à tradição religiosa.
Procissão reuniu 2,3 milhões de pessoas em apenas 3,6 quilômetros
Os números divulgados pela organização mostram a escala da romaria. Segundo estimativa da Diretoria da Festa de Nazaré divulgada pela Agência Pará, cerca de 2,3 milhões de fiéis participaram da procissão principal da 234ª edição do Círio no domingo.
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O trajeto de 3,6 quilômetros começou na Catedral Metropolitana, no bairro da Cidade Velha, e terminou na Basílica Santuário. Na noite anterior, aproximadamente 1,9 milhão de pessoas havia acompanhado a Trasladação, também em Belém.

A participação do Exército foi anunciada separadamente, com mais de 1.900 militares previstos para apoiar as duas principais romarias.
Operação estadual empregou 5 mil agentes e centenas de veículos
Além do Exército, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará organizou uma operação para acompanhar as 14 romarias oficiais até o Recírio, previsto para 26 de outubro. O planejamento mobilizou mais de 5 mil agentes e aproximadamente 750 viaturas e motocicletas durante toda a programação.
A Polícia Militar planejou empregar cerca de 1.300 policiais na procissão principal e aproximadamente mil na Trasladação. Outros órgãos participaram com equipes de atendimento, monitoramento, fiscalização e ordenamento viário.
O planejamento estadual abrange etapas diferentes da programação, com profissionais empregados em turnos e funções distintas.
Quinze drones e 70 câmeras acompanharam o deslocamento da multidão
O balanço oficial divulgado em 11 de outubro informa que a segurança estadual utilizou 15 drones e aproximadamente 70 câmeras ativas para monitorar o percurso, a concentração de público e a atuação das equipes.
As imagens chegaram aos centros integrados de comando e controle. Os drones tinham recursos de zoom, detecção de obstáculos e autonomia anunciada de até 50 minutos, permitindo acompanhar trechos do trajeto por diferentes ângulos.
A tecnologia complementou o trabalho dos militares e policiais no solo, particularmente em locais onde o acesso era limitado pela densidade da multidão.
Segurança registrou 31 procedimentos durante a grande procissão
A Secretaria de Segurança Pública contabilizou 31 procedimentos associados à romaria principal, considerando registros em duas delegacias e no Centro Integrado de Comando e Controle. O titular da pasta, Ed-lin Anselmo, avaliou positivamente a operação após o encerramento do percurso.
Os 31 procedimentos constam do balanço da segurança estadual integrada. Já as missões do Exército se concentraram no apoio às áreas críticas e na organização da passagem dos fiéis.
Participação do Exército é tradição desde as primeiras edições, em 1793
A presença do Exército nas atividades do Círio tem raízes históricas. Segundo o Comando Militar da Amazônia Oriental, a participação acompanha a festividade desde suas primeiras edições, em 1793.
Em 2026, a mobilização ocorreu em uma celebração que reuniu milhões de participantes e exigiu a coordenação de forças militares, policiais, serviços de saúde e organizadores religiosos. A programação da operação estadual continua até 26 de outubro, data prevista para o Recírio.